<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5937953780116458997</id><updated>2012-02-16T04:06:26.088-08:00</updated><title type='text'>KITÁB-I-ÍQÁN O Livro da Certeza</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://olivrodacerteza.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5937953780116458997/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodacerteza.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>João Moutinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10867878720707102051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Y5DF4Bhzeb4/TukjnrKngTI/AAAAAAAAAe4/4CDXeZRKshc/s220/blog.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5937953780116458997.post-3581700700727593387</id><published>2011-12-08T03:36:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T03:38:15.314-08:00</updated><title type='text'>O Livro da Certeza</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PRIMEIRA PARTE&lt;br /&gt;EM NOME DE NOSSO SENHOR,&lt;br /&gt;O EXCELSO, O ALTÍSSIMO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Homem algum haverá de alcançar a orla do oceano da verdadeira  compreensão, a menos que se desprenda de tudo o que existe no céu e na  terra. Santificai vossas almas, Ó vós povos do mundo, para que atinjais,  porventura, o grau de elevação que Deus vos destinou, e assim possais  entrar no tabernáculo que, segundo ordenou a Providência, foi erigido no  firmamento do Bayán.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A essência dessas palavras é: os que trilham no caminho da fé, os que  têm sede do vinho da certeza, devem purificar-se de tudo o que é  terreno – os ouvidos devem eles purificar de palavras fúteis, as mentes  de vãs fantasias, os corações do apego às coisas do mundo, os olhos  daquilo que perece. Em Deus devem por a confiança e, n´Ele se apoiando,  prosseguir em Seu caminho. Então se tornarão dignos das refulgentes  glórias do sol da compreensão e sabedoria divinas e receberão uma graça  que é infinita e invisível, desde que o homem não pode esperar jamais  atingir o conhecimento do Todo-Glorioso, jamais sorver da corrente da  sabedoria divina, jamais entrar na morada eterna, nem participar do  cálice da presença e favores divinos, sem que ele antes deixe de  considerar as palavras e os atos dos homens mortais como padrões para o  reconhecimento e a verdadeira compreensão de Deus e Seus Profetas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considerai o passado. Que grande número de homens – fossem de alto  grau ou humildes – em todos os tempos, têm esperado ansiosamente o  advento dos Manifestantes de Deus nas pessoas santificadas de Seus  Eleitos. Quantas vezes têm eles aguardado Sua vinda; quantas vezes orado  para que soprasse a brisa da misericórdia divina; para que a prometida  Beleza surgisse do véu que a ocultava e se revelasse ao mundo inteiro. E  sempre que se abriam os portais da graça, sempre que as nuvens da  bondade divina concediam suas chuvas à humanidade e a luz do Invisível  brilhava sobre o horizonte do poder celestial, todos O negavam e se  afastavam de Seu semblante – semblante esse do próprio Deus. Para  provardes esta verdade, examinai o que foi relatado em cada um dos  Livros Sagrados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ponderai por um momento e refleti sobre aquilo que deu origem a essa  negação da parte dos que buscaram tão sinceramente e com tanto anelo. De  tal violência foi seu ataque, que nem língua nem pena o pode descrever.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não apareceu até agora nenhum Manifestante da Santidade sem que fosse  alvo de negação, repúdio e veemente oposição da parte do povo a Seu  redor. Assim foi revelado: “Oh! a miséria dos homens! Não lhes vem  Mensageiro algum, que não seja objeto de seu escárnio”. (1) Diz Ele  ainda: “Cada nação tem tramado sinistramente contra seu Mensageiro,  querendo prendê-lo com violência e disputar, com palavras vãs, a fim de  invalidar a verdade”. (2)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De modo semelhante, as palavras que emanaram da fonte do poder e  desceram do céu da glória são inumeráveis e além da compreensão humana  comum. Para aqueles que possuem verdadeira compreensão e perspicácia,  basta, certamente, o Súrah de Húd. Ponderai no coração, por algum tempo,  aquelas santas palavras e, com desprendimento absoluto, esforçai-vos a  fim de compreender o que significam. Examinai a conduta admirável dos  Profetas e recordai as recusas e difamações pronunciadas pelos filhos da  negação e da falsidade; talvez possais fazer com que o coração humano,  semelhante ao pássaro, consiga alçar seu vôo para além das moradas da  negligência e da dúvida, até o ninho da fé e da certeza, e sorver  profundamente as águas puras da sabedoria antiga, e participar do fruto  da árvore do conhecimento divino. Tal é a parte que cabe aos puros de  coração, daquele pão que desceu dos domínios eternos da santidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se vos informardes das ofensas amontoadas sobre os Profetas de Deus e  vierdes a compreender as verdadeiras causas das objeções expressas  pelos seus opressores, apreciareis, seguramente, o que significa sua  posição. Além disso, quanto mais atentamente observardes as negações dos  que fizeram oposição aos Manifestantes dos atributos divinos, mais  firme se tornará a vossa fé na Causa de Deus. Faremos nesta Epístola,  pois, breve menção das diversas narrações relativas aos Profetas de  Deus, para que estas demonstrem o fato de que os Manifestantes de poder e  glória têm estado sujeitos, em todas as épocas e todos os séculos, a  crueldades tão atrozes que pena alguma ousa descrevê-las. Isso talvez  possa fazer com que alguns deixem de se perturbar com os clamores e  protestos dos sacerdotes e insensatos desta época e fortaleçam sua  confiança e sua certeza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre os Profetas houve Noé. Durante novecentos e cinqüenta anos  exortou Ele Seu povo, com fervorosas orações, convidando-o para o  refúgio da paz e da segurança. Pessoa alguma, porém, atendeu ao Seu  apelo. Cada dia infligiam a esse abençoado Ser tais sofrimentos e dores  que ninguém achava possível Ele sobreviver. Quantas vezes O negavam! Com  que malevolência sussurravam sua suspeita contra Ele! Assim foi  revelado: “E quantas vezes se aproximavam d´Ele alguns dentre Seu povo,  tantas vezes O escarneciam. Disse-lhes Ele: “Embora de nós zombeis  agora, nós zombaremos de vós mais tarde, do mesmo modo que de nós  zombais. No fim sabereis.” (3) Subseqüentemente, em várias ocasiões, Ele  prometeu vitória a Seus companheiros, fixando até a hora, mas quando  esta soou, a promessa divina não se cumpriu. Por causa disso, alguns  dentre o pequeno número de Seus discípulos se afastaram d´Ele, como o  testificam os livros mais conhecidos. Estes, certamente, vós os deveis  ter examinado, ou se não, havereis de fazer isso, sem dúvida. E, por  fim, segundo consta dos livros e das tradições, ficaram com Ele apenas  quarenta, ou setenta e dois de Seus discípulos. Exclamou Ele finalmente,  do âmago de Seu ser: “Senhor: Não deixes sobre a terra nem sequer um só  habitante dentre os incrédulos.” (4)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora considerai e refleti, por um momento, sobre a perversidade  desse povo. Qual teria sido o motivo de tal negação e afastamento de sua  parte? Que os teria induzido a recusar a despirem-se das vestes da  negação e adornarem-se com o manto da aceitação? Além disso, que poderia  ter causado o não-cumprimento da promessa divina e em conseqüência, a  rejeição da parte dos discípulos, daquilo que já haviam aceito? Meditai  profundamente, para que se vos revele o segredo das coisas invisíveis e  assim possais inalar a doçura de uma fragrância espiritual e imperecível  e reconhecer o fato de que o Onipotente sempre prova Seus servos, desde  os tempos imemoriais, e por toda a eternidade continuará a prová-los, a  fim de que a luz se distinga das trevas, a verdade se diferencie da  falsidade, o certo do errado, o esclarecimento do engano, a felicidade  da desventura, e as rosas se distingam dos espinhos. Assim mesmo como  Ele revelou: “Pensam os homens, ao dizerem – Nós acreditamos – que serão  deixados em paz sem serem submetidos à prova?” (5)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E após Noé, a luz do semblante de Húd brilhou sobre o horizonte da  criação. Por quase setecentos anos, segundo dizem os homens, Ele exortou  o povo a voltar-Lhe as faces e aproximar-se do Ridván da Presença  Divina. Que chuva de aflições caiu sobre Ele, até que, afinal, Suas  adjurações deram como fruto uma rebeldia crescente, e Seus assíduos  esforços não resultaram senão na obstinada cegueira de Seu povo. “E para  os faltos de fé, sua descrença apenas lhes aumentará a própria  perdição.” (5-a)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E depois d´Ele, apareceu do Ridván do Eterno, do Invisível, a sagrada  pessoa de Sálih, por quem, mais uma vez, o povo foi chamado para o rio  da vida imortal. Durante mais de cem anos, Ele os admoestou para que  permanecessem fiéis aos mandamentos de Deus e evitassem aquilo que era  proibido. Infrutíferas, porém, foram Suas admoestações; em vão, Seu  apelo. Por diversas vezes Ele se retirou e viveu na solidão. E tudo isso  aconteceu embora essa Beleza Eterna não convidasse o povo, senão para a  cidade de Deus. Assim como foi revelado: “E à tribo de Thamud Nós  enviamos seu irmão Sálih. – Ó meu povo! – disse Ele, - Adorai a Deus;  não tendes outro Deus além d´Ele... – Responderam – Ó Sálih, nossas  esperanças estavam em ti até agora; tu nos proíbe adorar o que nossos  pais adoraram? Em verdade, duvidamos daquilo para que nos chamaste e o  temos por suspeito.-” (6) Tudo isso se provou ser improfícuo, até que,  finalmente, se levantou um grande clamor e todos caíram em perdição  completa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde, a beleza do semblante do Amigo de Deus (7) afastou o véu  que a encobria; mais um estandarte da iluminação divina se içava. Ele  convidou os povos da terra para a luz da retidão. Quanto mais  apaixonadamente Ele os exortava, mais violentas se tornavam a inveja e a  perversidade de todos, salvo daqueles que tudo se desprenderam, menos  de Deus, e que subiram, com as asas da certeza, para o grau que Deus  exaltou além da compreensão dos homens. É fato assaz conhecido que uma  multidão de inimigos O assediaram até que, finalmente, se acenderam  contra Ele os fogos da inveja e da rebelião. E após o episódio do fogo,  Ele, a lâmpada de Deus entre os homens – segundo relatam todos os livros  e crônicas – foi expulso de Sua cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ao terminar Seu dia, veio o tempo de Moisés. Armado com a vara do  domínio celestial e adornado com a nívea mão do conhecimento divino,  procedendo do Paran do amor de Deus e manejando a serpente do poder e da  majestade eterna, Ele brilhou do Sinai da luz sobre o mundo. Chamou  todos os povos e raças da terra para o reino da eternidade; convidou-os a  participar dos frutos da árvore da fidelidade. Sabeis, certamente, da  violenta oposição feita pelo Faraó e seu povo, e das pedras da vã  fantasia jogadas pelas mãos dos infiéis sobre essa abençoada Árvore. A  tal ponto, que o Faraó e seu povo se levantaram, finalmente, e fizeram o  máximo esforço para extinguir, com as águas da falsidade e negação, o  fogo dessa Árvore sagrada, esquecidos do fato de que nenhuma água  terrena pode apagar a chama da sabedoria divina, nem vento mortal  extinguir a lâmpada do domínio eterno. Não, outro efeito essa água não  terá, senão o de tornar ainda mais intenso o ardor da chama, e esse  vento nada fará senão assegurar a preservação da lâmpada – se apenas  observásseis com olhos que discernem e andásseis no caminho da santa  vontade de Deus e de Seu beneplácito. Como disse bem um dos fiéis, um  parente do Faraó – cuja história é narrada pelo Todo-Glorioso em Seu  Livro revelado a Seu Amado – quando observou: “E disse um homem da  família do Faraó, que era crente mas ocultava sua fé – Quereis matar um  homem por dizer que meu Senhor é Deus, quando já veio com sinais de  vosso Senhor? Se for um mentiroso, sobre ele cairá sua mentira, mas se  for homem da verdade, uma parte daquilo que ele ameaça haverá de cair  sobre vós. Em verdade, Deus não guia quem é transgressor, mentiroso.-”  (8) Finalmente, tamanha foi a iniqüidade deles, que esse mesmo crente  sofreu uma ignominiosa morte. “Que a maldição de Deus esteja sobre o  povo da tirania.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora ponderai essas coisas. Que teria causado tão grande contenda e  conflito? Por que é que o advento de todo verdadeiro Manifestante de  Deus tem sido acompanhado de tamanha contenda e tumulto, de tão grande  tirania e transtorno? E isso, não obstante o fato de que todos os  Profetas de Deus, sempre que se manifestavam aos povos do mundo,  prediziam, invariavelmente, a vinda de outro Profeta depois deles e  estabeleciam os sinais que haveriam de prenunciar o advento da futura  Era. Disso, todos os Livros Sagrados dão testemunho. Por que, então – a  despeito da expectativa dos homens em sua busca dos Manifestantes da  Santidade e apesar dos sinais registrados nos Livros Sagrados – foram  perpetrados, em todos os ciclos e tempos, tais atos de violência,  opressão e crueldade contra todos os Profetas e Escolhidos de Deus?  Assim mesmo como Ele revelou: “Todas as vezes que vos vem um Apóstolo  com aquilo que as vossas almas não desejam, vos inchais de orgulho,  acusando alguns de serem impostores e matando a outros.” (9)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Refleti: Qual teria sido o motivo de tais atos? Que teria causado tal  conduta para com os Reveladores da beleza do Todo-Glorioso? Qualquer  coisa que tivesse motivado, em tempos idos, a negação e oposição  daqueles povos, concorre agora para a perversidade do povo desta era.  Alegar haver sido incompleto o testemunho da Providência, tendo sido  isso o que tivesse causado a negação da parte do povo, nada mais é que  blasfêmia patente. Quanto estaria longe da graça do Todo-Generoso e  pouco em harmonia com Sua providência benévola e Sua terna compaixão,  escolher dentre todos os homens uma alma para guiar Suas criaturas e,  por um lado, negar-lhe o testemunho divino em sua plenitude e, por  outro, infligir severo castigo a Seu povo por se haver afastado de Seu  Escolhido! Não, em todos os tempos, as múltiplas graças do Senhor de  todos os seres têm abrangido a terra e todos os que nela habitam,  através dos Manifestantes de Sua Essência Divina. Nem por um momento  sequer, negou Ele a Sua graça; jamais as chuvas de Sua benevolência  cessaram de cair sobre a humanidade. Tal conduta, pois, não pode ser  atribuída senão à mesquinhez dessas almas que caminham no vale da  arrogância e do orgulho, que se perdem na solidão do afastamento, se  guiam por sua própria vã fantasia e seguem aquilo que ditam os  dirigentes de sua fé. Sua preocupação principal é apenas a oposição; seu  desejo único, desprezar a verdade. Para todo aquele que observe com  discriminação, é claro e evidente que, se essas pessoas no tempo de cada  um dos Manifestantes do Sol da Verdade tivessem santificado os olhos,  os ouvidos e os corações de tudo o que haviam visto, ouvido e sentido,  não teriam sido privados, certamente, de ver a beleza de Deus, nem se  teriam desviado para longe das moradas da glória. Havendo, porém, pesado  o testemunho de Deus segundo o padrão de seu próprio conhecimento  derivado dos ensinamentos dos expoentes de sua Fé, e tendo verificado  que estava em desacordo com a interpretação limitada deles, essas  pessoas se levantaram para cometer tais atos indignos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os expoentes da religião, em cada era, têm impedido seu povo de  atingir as plagas da salvação eterna, por haverem detido firmemente em  suas poderosas mãos as rédeas da autoridade. Alguns por cobiça de poder,  outros por falta de conhecimento e compreensão, privaram o povo desse  bem. Por sua autoridade e sanção, todo Profeta de Deus sorveu do  cálice  do sacrifício e alçou vôo para as alturas da glória. Que crueldades  indizíveis não infligiram essas autoridades e esses eruditos aos  verdadeiros Monarcas do mundo, àquelas Jóias da virtude divina!  Contentes com um domínio transitório, privaram-se de uma soberania  eterna. Assim seus olhos não contemplaram a luz do semblante do  Bem-Amado, nem seus ouvidos escutaram as suaves melodias da Ave do  Desejo. Por essa razão todos os Livros Sagrados mencionam os sacerdotes  de cada época. Assim Ele diz: “Ó povo do Livro! Por que és incrédulo dos  sinais de Deus de que tu mesmo foste testemunha?” (10) E diz mais: “Ó  povo do Livro: Por que vestes a verdade com a mentira? Por que escondes,  intencionalmente, a verdade?” (11) E diz ainda: “Dize, ó povo do Livro,  por que motivo desvias os crentes do caminho de Deus?” (12)  Evidentemente, o “povo do Livro” que desviou seus semelhantes do caminho  reto de Deus não se refere senão aos sacerdotes da época, cujos nomes e  caracteres foram mostrados nos livros sagrados e aos quais aludiram os  versículos e as tradições neles registrados – se fordes observar com os  olhos de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com olhar fixo e constante, oriundo dos olhos infalíveis de Deus,  contemplai detidamente o horizonte do Conhecimento Divino e considerai  aquelas palavras de perfeição que o Eterno revelou, a fim de que talvez  se vos tornem manifestos os mistérios da divina sabedoria, os quais se  ocultaram, até agora, debaixo do véu da glória e estavam entesourados no  tabernáculo da Sua graça. O que motivou, na maior parte, os protestos e  negações desses dirigentes religiosos, foi sua falta de conhecimento e  de compreensão. Jamais compreenderam ou sondaram aquelas palavras  proferidas pelos Reveladores da beleza de Deus, Uno e Verdadeiro, as  quais apontam os sinais destinados a anunciar o advento do futuro  Manifestante. Ergueram, pois, o estandarte da revolta e instigaram  malícia e sedição. Obviamente, o que, de fato, significam as palavras  das Aves da Eternidade, não se revela senão àqueles que manifestam o Ser  Eterno; e às melodias do Rouxinol da Santidade, nenhum ouvido atingirá,  a não ser o dos habitantes do reino imperecível. O tirano copta jamais  participará do cálice tocado pelos lábios do septa da justiça, e o Faraó  da descrença não poderá esperar reconhecer jamais a mão do Moisés da  verdade. Assim mesmo como Ele diz: “Ninguém sabe o que significa isso, a  não ser Deus e aqueles que possuem conhecimento profundo.” (12a) E, no  entanto, quiseram receber daqueles envoltos em véus a interpretação do  Livro, recusando buscar na fonte primitiva do conhecimento, sua  iluminação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando findaram os dias de Moisés e surgiu a luz de Jesus,  irradiando-se da aurora do Espírito e abrangendo o mundo, então todo  povo de Israel levantou-se em protesto contra Ele, clamando que Aquele  cujo advento a Bíblia predissera, forçosamente haveria de promover e  cumprir as leis de Moisés, enquanto esse jovem nazareno, que tinha a  pretensão de ser o divino Messias, anulara a lei do divórcio e a do  sábado – as mais importantes de todas as leis de Moisés. Além disso, que  dizer dos sinais do Manifestante que ainda haveria de vir? O povo de  Israel, até mesmo no tempo presente, espera aquele Manifestante predito  na Bíblia! Quantos Manifestantes da Santidade, quantos Reveladores da  Luz eterna, têm aparecido desde o tempo de Moisés, enquanto Israel,  envolto nos mais densos véus da fantasia satânica e das falsas idéias,  ainda espera que o ídolo de sua própria inventiva apareça com os sinais  criados por sua imaginação. Assim Deus o castigou pelos pecados,  extinguiu-lhe o espírito de fé e o atormentou com as chamas do fogo  infernal. E isso não por outra causa, senão porque Israel recusara  compreender o significado das palavras reveladas na Bíblia relativas aos  sinais da Revelação vindoura. Porque jamais compreendera seu verdadeiro  sentido e porque tais acontecimentos, aparentemente, não se realizaram,  esse povo permaneceu privado de reconhecer a beleza de Jesus e de  contemplar o semblante de Deus. E ainda aguarda Sua vinda! Desde tempos  imemoriais, até mesmo o dia de hoje, todas as raças e nações da terra  apegam-se a tais pensamentos fantásticos e indignos e assim se privam  das águas límpidas que emanam das fontes da pureza e santidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao desvendarmos esses mistérios, temos citado em Nossas Epístolas  anteriores, endereçadas a um amigo, no idioma melodioso de Hijáz, alguns  dos versículos revelados aos Profetas do passado. E agora, atendendo a  vosso pedido, citaremos nestas páginas, novamente, aqueles mesmos  versículos, pronunciados desta vez nos maravilhosos acentos do Iraque,  para que talvez os sequiosos, nas solidões do afastamento, possam  alcançar o oceano da Presença Divina, e aqueles que enlanguescem nos  desertos da separação sejam conduzidos para a morada da reunião eterna.  Assim podem as neblinas do erro ser dissipadas e a luz da verdade  divina, em todo esplendor, amanhecer sobre o horizonte dos corações  humanos. Em Deus pomos nossa confiança e Lhe imploramos ajuda, para que  talvez mane desta pena aquilo que vivifique as almas dos homens, de modo  que todos se levantem do leito da negligência e escutem o farfalhar das  folhas do Paraíso, na árvore que a mão do poder divino, com a permissão  de Deus, plantou no Ridván do Todo-Glorioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os dotados de compreensão, está claro e manifesto que, quando o  fogo do amor de Jesus consumiu os véus das limitações judaicas e Sua  autoridade se tornou evidente e foi em parte obedecida, Ele, o Revelador  da Beleza invisível, dirigindo-se a um dia aos discípulos, fez  referência a Seu traspasse e, acendendo-lhes no coração o fogo do pesar,  disse: “Vou embora e venho outra vez a vós.” E em outro lugar disse:  “Vou e outro virá que vos há de dizer tudo o que Eu não vos disse, e  cumprirá tudo o que Eu disse.” As duas declarações significam o mesmo –  se meditardes, com percepção divina, sobre os Manifestantes da Unidade  de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem examinar com discernimento haverá de reconhecer que tanto o  Livro como a Causa de Jesus foram confirmados na Era do Alcorão. Quanto a  nomes, o próprio Maomé declarou: “Eu sou Jesus.” Ele reconheceu a  verdade dos sinais, profecias e palavras de Jesus, e testificou serem  todos de Deus. Nesse sentido, nem a pessoa de Jesus nem Seus escritos  diferiram da pessoa de Maomé e de Seu sagrado Livro, visto que ambos  defenderam a Causa de Deus, louvaram-No e revelaram os Seus mandamentos.  Assim foi que o próprio Jesus declarou: “Vou embora e venho outra vez a  vós.” Considerai o sol. Se dissesse agora, “Sou o sol de ontem”, diria a  verdade. E se, levando em conta a seqüência do tempo, pretendesse ser  outro sol, estaria ainda dizendo a verdade. De modo semelhante, se  dissermos que todos os dias são o mesmo, isso será certo e verdadeiro; e  se, referindo-nos a seus nomes e designações especiais, dissermos que  diferem, isso também será verdade. Pois embora sejam iguais, se  reconhece em cada um, no entanto, uma designação separada, um atributo  específico, um caráter particular. Deves conceber, semelhantemente, a  distinção, a diversidade e, ao mesmo tempo, a unidade, que caracterizam  os vários Manifestantes da Santidade, para que possas compreender as  alusões que o Criador de todos os nomes e atributos faz aos mistérios da  distinção e da unidade, e descobrir a resposta à tua pergunta sobre a  razão por que a Beleza Eterna, em várias épocas, tem sido chamada por  nomes e títulos diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde, os companheiros e discípulos de Jesus Lhe perguntaram a  respeito daqueles sinais que haveriam necessariamente de assinalar o  regresso de Seu Manifestante. Quando, perguntaram eles, sucederiam essas  coisas? Várias vezes interrogavam aquela Beleza incomparável, e Esta,  todas às vezes que lhes respondia, indicava um sinal especial que  haveria de prenunciar o advento da Era prometida. Disso dão testemunhos  os relatos dos quatro Evangelhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este Injuriado citará apenas um desses exemplos, e assim, por amor a  Deus, concederá à humanidade graças ainda ocultas dentro do tesouro da  Árvore secreta e santa, para que, porventura, os homens mortais não se  privem de seu quinhão do fruto imortal, e sim, adquiram uma gota das  águas da vida eterna, as quais, de Bagdá – “Morada da Paz” – estão sendo  concedidas a todo o gênero humano. Não pedimos galardão nem recompensa  alguma. “Nutrimos as vossas almas por amor a Deus; nenhuma remuneração  buscamos de vós, nem agradecimento.” (13) Isso é o alimento que confere a  vida eterna aos puros de coração e iluminados de espírito. É o pão de  que se diz: “Senhor, faze descer sobre nós Teu pão do céu.” (14) Esse  pão jamais será negado a quem o merecer, nem poderá jamais faltar.  Cresce eternamente na árvore da graça; em todos os tempos, desce dos  céus da justiça e misericórdia. Assim mesmo como Ele diz: “Não vês  aquilo a que Deus assemelha a boa palavra? – A uma boa árvore; sua raiz  está firmemente presa e seus ramos se estendem até o céu, dando seus  frutos em todas as estações.” (15)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oh, que lástima! o homem privar-se de tão boa dádiva, dessa graça  imperecível, dessa vida eterna! Cumpre-lhe apreciar esse alimento que  vem do céu, a fim de que, através dos maravilhosos favores do Sol da  Verdade, os mortos possam talvez ressuscitar e as almas decaídas serem  reanimadas pelo Espírito infinito. Apressa-te, ó meu irmão, para que  nossos lábios provem a poção imortal enquanto ainda houver tempo, pois o  alento da vida, que ora sopra da cidade do Bem-Amado, não poderá durar e  a copiosa corrente das palavras santas haverá forçosamente de parar;  nem poderão os portais do Ridván para sempre se manter abertos. Dia  virá, seguramente, em que o Rouxinol do Paraíso terá alçado vôo de sua  morada terrena para o ninho celestial. Então, sua melodia não mais se  fará ouvir, nem a beleza da rosa será realçada. Aproveita, pois, o  tempo, antes que finde a glória da primavera divina e a Ave da  Eternidade haja deixado de cantar Sua melodia, para que teu ouvido  interior não se prive de escutar o Seu chamado. É este Meu conselho a ti  e aos amados de Deus. Quem quiser, que a Ele se dirija; quem não  quiser, que se afaste. Deus, em verdade, é independente dele e daquilo  que ele possa ver e testemunhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São estas as melodias entoadas por Jesus, Filho de Maria, em acentos  de majestoso poder no Ridván do Evangelho, revelando aqueles sinais que  haverão de prenunciar o advento do Manifestante subseqüente. No primeiro  Evangelho, segundo São Mateus, está escrito: E quando perguntaram a  Jesus acerca dos sinais de Sua vinda, Ele lhes disse: “E, logo depois da  aflição (16) daqueles dias, escurecerá o sol e a lua não dará a sua  claridade, e as estrelas cairão do céu, e os poderes da terra serão  abalados; e então aparecerá o sinal do Filho do homem no céu; e, então,  todos os povos da terra chorarão e verão o Filho do homem, que virá  sobre as nuvens do céu com grande poder e majestade. E enviará os seus  anjos com trombetas e com grande voz.” (17) Traduzidas para a língua  persa, (18) essas palavras significam o seguinte: Quando se tiverem  realizado a opressão e as aflições destinadas a cair sobre a humanidade,  então o sol será impedido de brilhar e a lua de irradiar, as estrelas  do céu cairão sobre a terra e os pilares da terra tremerão. Nesse tempo,  os sinais do Filho do homem aparecerão no céu, isto é, Ele, a prometida  Beleza e Substância da vida, sairá do reino do invisível, quando  tiverem aparecido esses sinais, e entrará no mundo visível. E Ele diz:  nesse tempo todos os povos e raças que habitam a terra chorarão e  lamentarão e verão aquela Beleza divina vir do céu sobre as nuvens, com  poder, grandeza e magnificência, enviando Seus anjos com grande som de  trombeta. De modo semelhante, nos três outros Evangelhos, segundo São  Lucas, São Marcos e São João, as mesmas afirmações são relatadas. Já que  a elas nos temos referido minuciosamente, em Nossas Epístolas reveladas  na língua árabe, não as mencionamos nestas páginas; limitando-nos a uma  referência apenas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque os sacerdotes cristãos não puderam compreender o que  significam essas palavras, nem perceber seu fim e propósito, preferindo  ater-se à interpretação literal das palavras de Jesus, privaram-se,  portanto, da abundante graça da Revelação Maometana e de suas copiosas  bênçãos. Os ignorantes dentro da comunidade cristã, seguindo o exemplo  dos expoentes de sua Fé, forma de igual modo impedidos de contemplar a  beleza do Rei da Glória, por não se haverem realizado os sinais que  deveriam acompanhar o nascer do sol da Era Maometana. Assim têm passado  épocas e decorrido séculos, e aquele puríssimo Espírito já se retirou  para as plagas de sua soberania antiga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda outra vez o Espírito eterno soprou na trombeta mística e fez os  mortos apressarem-se, de suas sepulturas da negligência e do erro, para  o reino da guia e da graça. Entretanto, aquela comunidade, ansiosa,  ainda exclama: “Quando sucederão essas coisas? Quando se manifestará o  Prometido, objeto de nossas esperanças, de modo que nos possamos  levantar para o triunfo da Sua Causa, sacrificar a nossa substância por  amor a Ele e oferecer as nossas vidas em Seu caminho? De maneira  semelhante, por causa de tais imaginações falsas, outras comunidades têm  se desviado do Kawthar da infinita misericórdia da Providência e se  ocupado com seus próprios pensamentos vãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além desse trecho, há ainda outro versículo no Evangelho em que Ele  diz: “Passará o céu e a terra, mas as Minhas palavras não hão de  passar.” (19) Assim foi que os adeptos de Jesus afirmaram que a lei do  Evangelho jamais será anulada e que, ao manifestar-se a prometida Beleza  e revelarem-se todos os sinais, Ele deverá reafirmar e estabelecer a  lei proclamada no Evangelho, de modo a não deixar no mundo outra Fé  senão a Sua. É essa a crença fundamental que sustentam, e com tal  convicção que, se alguém se manifestasse com todos os sinais prometidos,  mas promovesse algo contrário à letra da lei do Evangelho, eles,  seguramente, haveriam de repudiá-lo, recusar submeter-se à sua lei,  declará-lo um infiel e rir-se dele até o escárneo. Isso é provado por  aquilo que sucedeu quando o sol da Revelação Maometana se revelou. Se  tivessem, com humildade de espírito, buscado dos Manifestantes de Deus,  em cada Era, o que realmente significam essas palavras reveladas nos  Livros Sagrados – palavras cuja interpretação errônea faz os homens se  privarem do conhecimento do Sadratu´l-Muntahá, o Objeto final – eles,  certamente, teriam sido guiados à luz do Sol da Verdade e teriam  descoberto os mistérios da sabedoria e dos conhecimentos divinos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este servo repartirá agora contigo uma gota do oceano insondável das  verdades entesouradas nessas sagradas palavras, a fim de que os corações  discernentes possam talvez compreender todas as alusões e implicações  contidas nas palavras dos Manifestantes da Santidade, de modo que a  inexcedível majestade da Palavra de Deus não os impeça de atingir o  oceano dos Seus nomes e atributos, nem os prive de reconhecer a Lâmpada  de deus, que é a sede da revelação de Sua glorificada Essência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto às palavras – “Logo depois da aflição daqueles dias” – elas se  referem ao tempo em que os homens serão oprimidos e aflitos; o tempo em  que nem sequer os mais ligeiros traços do Sol da Verdade restarão,  quando o fruto da Árvore do conhecimento e da sabedoria houver  desaparecido do meio dos homens e as rédeas da humanidade tiverem caído  nas mãos dos insensatos e ignorantes, quando se tiverem fechado os  portais da divina unidade e compreensão – desígnio essencial e o mais  elevado da criação – quando o conhecimento certo tiver cedido lugar à vã  fantasia e a corrupção usurpado a posição da justiça. Condições como  essas se verificam, hoje, havendo já as rédeas de cada comunidade caído  nas mãos de dirigentes insensatos, que guiam segundo os próprios  caprichos e desejos. A menção de Deus, na sua língua, tornou-se um nome  vazio; em seu meio, Sua santa Palavra é apenas uma letra morta. Tal é o  predomínio de seus desejos, que a lâmpada da consciência e do raciocínio  se acha apagada em seus corações e isso, não obstante haverem os dedos  do poder divino descerrado os portais do conhecimento de Deus, e a luz  do conhecimento divino e da graça celestial ter iluminado e inspirado a  essência de todas as coisas criadas, de modo que, em cada uma, desde a  menor, se abriu uma porta para o conhecimento e dentro de cada átomo os  sinais do sol se manifestaram. E, no entanto, apesar de todas essas  múltiplas revelações do conhecimento divino que têm circulado pelo  mundo, eles ainda imaginam, futilmente, que a porta do conhecimento está  fechada e as chuvas da graça têm cessado. Apegando-se à vã fantasia,  desviaram-se para longe do ´Urvatu´l-Vuthqá (20) do conhecimento divino.  Parece que os corações não se inclinam para o conhecimento, nem para a  porta que a este conduz, e tampouco pensam eles em suas manifestações,  havendo em sua vã fantasia encontrado a porta que conduz às riquezas  terrenas enquanto que, na manifestação do Revelador do conhecimento,  encontram apenas o apelo ao sacrifício. Naturalmente, pois, seguram a  primeira com tenacidade, enquanto fogem da última. Embora em seus  corações reconheçam ser uma só a Lei de Deus, emitem de toda parte, no  entanto, um novo mandamento e proclamam em cada estação um decreto novo.  Não se encontram duas pessoas que estejam de acordo sobre a mesma lei,  pois não procuram outro Deus senão o próprio desejo, e nenhum caminho  trilham exceto o do erro. Vêem no prestígio o objetivo final de seus  esforços; e consideram o orgulho e a arrogância como sendo o cumprimento  supremo do desejo de seu coração. Julgam que suas sórdidas maquinações  sejam superiores ao decreto divino; recusam resignar-se à vontade de  Deus; ocupam-se em planos egoístas e seguem pelos caminhos da hipócrita.  Com todo o seu poder e todas as suas forças, tentam assegurar-se em  suas ocupações triviais, receosos de que o menor descrédito venha a  minar-lhes a autoridade ou macular a magnificência que ostentam. Fossem  os seus olhos ungidos e esclarecidos com o colírio do conhecimento de  Deus, descobririam, certamente, que numerosos animais vorazes se têm  juntado para rapina, visando os cadáveres que são as almas dos homens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual a “aflição” maior do que essa a que aludimos? Qual a “aflição”  mais penosa do que a de uma alma em busca da verdade, desejosa de  atingir o conhecimento de Deus, mas que não sabe onde ir ou de quem  buscá-lo? Pois as opiniões têm divergido lastimavelmente e os caminhos  que conduzem a Deus se multiplicaram. Essa “aflição” é a característica  essencial de toda Revelação. Sem que isso suceda, o Sol da Verdade não  se manifestará, porque o amanhecer da luz divina só virá guiar-nos após  as trevas da noite do erro. Por essa razão, em todas as crônicas e  tradições, há referência a essas coisas, isto é, que a iniqüidade  cobrirá a superfície da terra e a escuridão envolverá a humanidade. Como  as referidas tradições são assaz conhecidas, e porque este servo deseja  brevidade, Ele não citará o texto dessas tradições.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se essa “aflição” (que significa, literalmente, pressão) fosse  interpretada como contração da terra, ou se a vã fantasia dos homens  imaginasse calamidades similares destinadas a cair sobre a humanidade, é  claro e óbvio que essas coisas jamais sucederão. Eles, seguramente,  objetarão que esse requisito da revelação divina não se manifestou. Tal  foi, e ainda é seu argumento. A “aflição”, porém, significa a falta de  capacidade para adquirir conhecimentos espirituais e compreender a  Palavra de Deus. Significa que, ao se pôr o Sol da Verdade e ao se  partirem os espelhos que refletem Sua luz, sofrerá a humanidade  “aflição” e dificuldades, não sabendo aonde se dirigir para ser guiada.  Assim Nós te instruímos na interpretação das tradições e te revelamos os  mistérios da sabedoria divina, para que tu possas talvez entender o seu  significado e ser um daqueles que sorveram do cálice da compreensão e  dos conhecimentos divinos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora, quanto às Suas palavras – “Escurecer-se-á o sol, e a lua não  dará a sua claridade e as estrelas cairão do céu”. Os termos “sol” e  “lua” mencionados nos escritos dos Profetas de Deus não só se referem ao  sol e à lua do universo visível, mas, antes, são múltiplos os sentidos  em que se usam esses termos; em cada instância, lhes tem sido dada uma  significação especial. Assim, por “sol”, em um sentido, entendem-se  aqueles Sóis da Verdade que surgem do amanhecer da glória antiga,  enchendo o mundo da graça abundante provinda do alto. Esses Sóis da  Verdade são os universais Manifestantes de Deus nos mundos dos Seus  atributos e nomes. Semelhantes ao sol visível que, segundo decretou  Deus, o Verdadeiro, o Adorado, assiste ao desenvolvimento de todas as  coisas terrenas – das árvores, frutas e suas cores, dos minerais da  terra e de tudo o que se vê no mundo criado – os Luminares divinos,  também, com seu terno cuidado e sua influência educativa, causam a  existência e a manifestação das árvores e dos frutos da unidade de Deus,  das folhas do desprendimento, das flores do saber e da certeza, e das  murtas da sabedoria e de sua expressão. Assim é que, com o surgir desses  Luminares de Deus, o mundo se renova, as águas da vida eterna manam, as  ondas da benevolência se intumescem; juntam-se as nuvens da graça e  sobre todas as coisas criadas sopra a brisa da generosidade. É o ardor  que desses Luminares de Deus promana, é a chama imorredoura por eles  acesa, que faz arder intensamente no coração da humanidade a luz do amor  de Deus. É mediante a graça abundante desses Símbolos do Desprendimento  que o Espírito da vida eterna se insufla nos corpos dos mortos.  Certamente, o sol visível é apenas um sinal do esplendor desse Sol da  Verdade, desse Sol que jamais terá igual, semelhante ou êmulo. É por Seu  intermédio que todas as coisas vivem, se movem e têm existência.  Através de Sua graça, manifestam-se e a Ele todos voltam. N´Ele, todas  as coisas se originaram e para o tesouro da Sua Revelação todas se têm  recolhido. D´Ele, procederam todas as coisas criadas e para os  depositários da Sua lei elas reverteram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses Luminares divinos parecem limitar-se, às vezes, a designações e  atributos específicos, assim como tendes observado e estais agora  observando, mas isso é só por causa da compreensão imperfeita, restrita,  de certas mentalidades. A não ser isso, eles sempre foram, em todos os  tempos, e continuarão sendo por toda a eternidade enaltecidos acima de  qualquer nome laudatório e santificados além de qualquer atributo  descritivo. A quinta-essência de nome algum pode esperar ter acesso à  sua corte de santidade, e os mais elevados e puros de todos os atributos  jamais se aproximarão do seu reino de glória. Os Profetas de Deus estão  incomensuravelmente elevados acima da compreensão dos homens e jamais  poderão estes os conhecer de outro modo senão por Eles mesmos. Longe de  Sua Glória permitir que Seus Escolhidos sejam enaltecidos por qualquer  outro, senão por si próprios. Glorificados estão Eles acima do louvor  dos homens; excelsos além da compreensão humana!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos escritos das “Almas imaculadas”, o termo “sóis” foi aplicado  muitas vezes aos Profetas de Deus, àqueles luminosos Emblemas do  Desprendimento. Entre esses escritos se encontram as seguintes palavras  registradas na “Oração de Nudbih”: (21) “Para onde foram os Sóis  resplandecentes? Para onde partiram aquelas Luas esplendorosas e  Estrelas cintilantes?” Tornou-se, assim, evidente que os termos “sol”,  “lua” e “estrelas” significam primariamente os Profetas de Deus, os  santos e seus companheiros – aqueles Luminares cujo conhecimento se  irradiou sobre os mundos visíveis e invisíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outro sentido, esses termos se referem aos sacerdotes da Era  passada que ainda vivem no tempo das Revelações subseqüentes, e que  seguram nas mãos as rédeas da religião. Se esses sacerdotes forem  iluminados com a luz da Revelação posterior, tornar-se-ão aceitáveis aos  olhos de Deus e brilharão com luz eterna. De outro modo, ainda que  sejam aparentemente os mais prestigiosos entre os homens, serão  declarados obscurecidos, já que a crença e a descrença, a certeza e o  erro, a felicidade e a desventura, a luz e a escuridão, dependem, todos  eles, da sanção de Quem é o Sol da Verdade. Qualquer um dentre os  sacerdotes de cada era que, no Dia do Juízo, vier a receber da Fonte do  conhecimento verdadeiro o testemunho da fé, será, em verdade, favorecido  com a graça divina, com a erudição e a luz da verdadeira compreensão.  Em caso contrário, será estigmatizado como um insensato, convicto de  negação, blasfêmia e opressão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro e evidente, a cada um que observe com discernimento, que,  assim como a luz da estrela se esvai ante o refulgente esplendor do sol,  do mesmo modo o luminar do conhecimento terreno, da compreensão e  sabedoria, se desvanece completamente diante das glórias resplandecentes  do Sol da Verdade, do Sol da iluminação divina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato de se haver aplicado aos dirigentes da religião o termo “sol” é  em virtude de sua alta posição, seu renome e fama. Referimo-nos aos  sacerdotes universalmente reconhecidos em cada época, os quais falam com  autoridade e cuja fama está seguramente confirmada. Se forem parecidos  com o Sol da Verdade, serão julgados, certamente, os mais nobres de  todos os luminares; em caso contrário, serão reconhecidos como pontos  irradiantes de fogo infernal. Assim como Ele diz: “Em verdade, o sol e a  lua são ambos condenados ao tormento do fogo infernal.” (22) Conheceis,  sem dúvida, a interpretação dos termos “sol” e “lua” mencionados nesse  versículo; desnecessária é, pois, a sua referência. E quem quer que  participe do elemento desse “sol” e dessa “lua”, isto é, que siga o  exemplo desses líderes que se dirigem à falsidade e se afastam daquilo  que é verdadeiro, provém, indubitavelmente, das trevas infernais e a  estas haverá de voltar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora, ó vós que buscais, cumpre-nos aderir firmemente ao  ´Urvatu´l-Vathqá, para que possamos, porventura, deixar atrás a  tenebrosa noite do erro e abraçar a luz nascente da guia divina. Não  deveremos fugir da face da negação e buscar o amparo da certeza? Não nos  deveremos livrar do horror das trevas satânicas e apressar-nos para a  luz matutina da Beleza celestial? De tal modo Nós vos concedemos o fruto  da Árvore do conhecimento divino para que possais habitar, com alegria e  regozijo, no Ridván da sabedoria divina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outro sentido, pelos termos “sol”, “lua” e “estrelas” se entendem  leis e ensinamentos estabelecidos e proclamados em cada Era, como, por  exemplo, as leis da oração e do jejum. Segundo a lei do Alcorão, tais  leis, quando a beleza do Profeta Maomé passara além do véu, foram  consideradas as mais fundamentais e invioláveis de Sua Era. Isso é  comprovado pelos textos das tradições e crônicas que, por serem tão  largamente conhecidas, não precisam de menção aqui. Ainda mais, em cada  Era, a lei relativa à oração ocupa um lugar saliente, sendo  universalmente executada. Isso atestam as tradições registradas que se  atribuíram às luzes provenientes do Sol da Verdade, da essência do  Profeta Maomé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As tradições estabeleceram o fato de que, em todas as Eras, a lei da  oração constitui elemento fundamental da Revelação de todos os Profetas  de Deus – lei essa cuja forma e cujo modo se adaptam às várias  necessidades próprias de cada época. Desde que cada Revelação  subseqüente venha a abolir os modos, hábitos e ensinamentos que a Era  anterior estabelecera clara, específica e firmemente, estes se  expressam, em sentido simbólico, pelos termos “sol” e “lua”. “A fim de  que Ele vos pudesse submeter à prova, para mostrar qual de vós sobressai  em ações.” (23)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, segundo as tradições, os termos “sol” e “lua” se aplicam à  oração e ao jejum, assim como se diz: “O jejum é iluminação, a prece é  luz.” Certo dia, um sacerdote muito conhecido veio Nos visitar. Enquanto  conversávamos, ele se referiu à tradição anteriormente citada, dizendo:  “Como o jejum faz aumentar o calor do corpo, nós o temos comparado,  pois, à luz do sol; e como a oração à noite refresca o homem, diz-se ser  semelhante ao esplendor da lua.” Percebemos então que esse pobre homem  não fora favorecido com nem sequer uma gota do oceano do verdadeiro  entendimento e se desviara muito longe da Sarça ardente da sabedoria  divina. Assim lhe dissemos gentilmente: “A interpretação que Vossa  Excelência deu a essa tradição é a corrente entre o povo. Não se poderia  interpretá-la de uma maneira diferente?” Ele perguntou, “Que poderia  ser”?” E replicamos: “Maomé, o Selo dos Profetas, o mais ilustre dos  Escolhidos de Deus, comparou a Era do Alcorão ao céu, por causa de seu  elevado grau, sua influência predominante, sua majestade, e porque  compreende todas as religiões. E como o sol e a lua constituem os astros  mais brilhantes e proeminentes do céu, do mesmo modo foram ordenados,  no céu da religião de Deus, dois orbes radiantes – o jejum e a oração.  “O islã é o céu; o jejum é seu sol, e a oração sua lua.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse é o propósito fundamental das palavras simbólicas dos  Manifestantes de Deus. Por conseguinte, a aplicação dos termos “sol” e  “lua” às coisas já citadas, se demonstrou e justificou segundo o texto  dos sagrados versículos e das tradições registradas. Assim, pois, está  claro e evidente que as palavras – “escurecer-se-á o sol, e a lua não  dará a sua claridade e as estrelas cairão do céu” – se referem à  perversidade dos sacerdotes e à anulação das leis firmemente  estabelecidas pela Revelação Divina, tudo o que foi predito, em  linguagem simbólica, pelo Manifestante de Deus. Ninguém, a não ser o  justo, participará desse cálice; ninguém, salvo o piedoso, dele terá um  quinhão. “O justo beberá de um cálice temperado na fonte de cânfora.”  (24)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Indiscutivelmente, nas sucessivas Revelações, o “sol” e a “lua” dos  ensinamentos, leis, mandamentos e proibições que se estabeleceram na Era  precedente e que abrigaram o povo daquele tempo, obscurecem-se, isto é,  estão esgotados e já não exercem sua influência. Considerai agora:  tivesse o povo do Evangelho reconhecido o que significam os termos  simbólicos de “sol” e “lua” e – diferentemente dos refratários e  perversos – buscado o esclarecimento d´Aquele Que é o Revelador do  conhecimento divino, teria certamente compreendido o propósito desses  termos e não ficado aflito e oprimido pela escuridão de seus desejos  egoístas. Sim, mas porque esse povo não adquirira da própria Fonte o  verdadeiro conhecimento, definhou, no perigoso vale da perversidade e da  descrença. Não acordou ainda para perceber que todos os sinais preditos  já se manifestaram, que o prometido Sol se levantou sobre o horizonte  da Revelação divina e o “sol” e a “lua” dos ensinamentos, das leis e da  erudição de uma Era anterior já se tornaram obscuros e desapareceram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora deves tu, com olhar fixo e asas firmes, entrar no caminho da  certeza e da verdade. “Dize: É Deus; deixa, então, que eles se  entretenham a si mesmos com suas cavilações.” (25) Assim serás tido por  um dos companheiros de quem Ele diz: “Aqueles que dizem – Nosso Senhor é  Deus – e continuam fiéis em Seu caminho, sobre eles, em verdade,  descerão os anjos.” (26) Então serás tu testemunha, com os próprios  olhos, de todos esses mistérios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ó meu irmão! Dá o passo do espírito e assim tão veloz como um abrir e  fechar de olhos, poderás transpor as solidões do afastamento e da  desolação, alcançar o Ridván da eterna reunião e, em um só sopro,  comungar com os Espíritos celestiais. Pois com pés humanos não podes  esperar jamais atravessar essas desmedidas distâncias, nem atingir teu  objetivo. Paz esteja com aquele que for guiado pela luz da verdade, para  alcançar toda a verdade, e que, em nome de Deus, se mantiver firme no  caminho de Sua Causa, nas plagas da verdadeira compreensão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis o que significa o sagrado versículo: “Mas não! Juro pelo Senhor  dos Orientes e dos Ocidentes”, (27) desde que os referidos “Sóis” têm  cada um seu lugar próprio para se levantar e se pôr. E como não puderam  os comentadores do Alcorão compreender o sentido simbólico desses  “Sóis”, encontraram grande dificuldade em interpretar o versículo já  citado. Sustentaram alguns que, em vista do fato de nascer o sol cada  dia num ponto diferente, os termos “orientes” e “ocidentes” foram  mencionados no plural. Outros escreveram que esse versículo se refere às  quatro estações do ano, porque os pontos em que o sol nasce e se põe  variam com a mudança de estação. Tal é a profundeza do seu entendimento!  Entretanto, persistem em imputar erro e insensatez àquelas Jóias do  conhecimento, àqueles irrepreensíveis, puríssimos Símbolos da sabedoria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esforça-te, então, a fim de compreenderes, mediante essas exposições  lúcidas, poderosas, concludentes e inequívocas, o que significa o  “romper do céu” – um dos sinais que deverá anunciar a vinda da Hora  Final, do Dia da Ressurreição. Assim como Ele disse: “Quando o céu se  romper”. (28) Por “céu” se quer dizer o céu da Revelação Divina, que se  eleva com a vinda de cada Manifestante e se rompe ao aparecer o  subseqüente. “Romper” significa que a Era anterior é substituída e  anulada. Afirmo por testemunho de Deus! Romper esse céu é, para quem  possui discernimento, um ato mais poderoso do que romper a abóbada  celeste! Pondera um pouco. Uma Revelação Divina que desde muitos anos se  acha firmemente estabelecida – à sombra da qual se educaram e nutriram  todos os que a abraçaram; à luz de cuja lei gerações de homens têm sido  disciplinadas; a excelência de cuja palavra os homens têm ouvido ser  elogiada por seus pais; de tal modo que olhos humanos nada perceberam a  não ser a influência predominante de sua graça e ouvidos mortais não  escutaram senão a majestade ressonante de seu mando – qual o ato maior  do que “romper”, pelo poder de Deus, uma Revelação como essa e aboli-la,  com o aparecimento de uma só alma? Reflete: não é um ato maior que  aquilo que esses homens desprezíveis, insensatos, imaginam ser o sentido  de “romper o céu”?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, considera tu as dificuldades e amarguras das vidas  daqueles Reveladores da Beleza Divina. Reflete como eles só, sem apoio  algum, enfrentaram o mundo e todos os seus povos e promulgaram a Lei de  Deus! Apesar das mais severas perseguições infligidas a essas almas  santas, preciosas e ternas, elas ainda se mantiveram pacientes, na  plenitude de seu poder e, não obstante sua ascendência, as sofreram e  suportaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De modo semelhante, esforça-te para compreenderes o que significa a  “transformação da terra”. Deves saber que, quando caem sobre quaisquer  corações as copiosas chuvas da misericórdia, procedendo do “céu” da  Revelação Divina, a terra desses corações se transforma,  verdadeiramente, na terra da sabedoria e do conhecimento divinos. Vê que  mirtos de unidade são produzidos no solo dos seus corações! Que flores  de verdadeiro conhecimento e sabedoria crescem em seus peitos  iluminados! Não fosse transformada a terra dos seus corações, como seria  possível a essas pessoas, que não haviam aprendido uma letra sequer e  que jamais viram instrutor algum nem freqüentaram escola – proferir tais  palavras e mostrar conhecimentos tão acima da compreensão comum? Foram  moldadas, parece-me, com a argila do conhecimento infinito e amassados  com a água da sabedoria divina. Assim, pois, foi dito: “O conhecimento é  uma luz que Deus faz penetrar no coração de quem Ele queira.” É essa a  espécie de conhecimento que é, e sempre foi louvável, e não o  conhecimento limitado oriundo das mentes veladas e obscurecidas. Esse  conhecimento limitado eles até o tomam emprestado um do outro,  furtivamente, e disso se vangloriam!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oxalá pudessem os corações humanos purificar-se dessas limitações  feitas pelo homem e desses pensamentos obscuros que lhes foram impostos!  Assim, talvez, poderiam iluminar-se com a luz do Sol do verdadeiro  conhecimento e compreender os mistérios da sabedoria divina. Considera  tu agora: se continuasse seco e estéril o solo dos seus corações, como  haveriam de receber, jamais, a revelação dos mistérios de Deus e  tornar-se os Reveladores da Essência Divina? Assim Ele disse: “No dia em  que a terra se transformar em outra terra.” (29)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A brisa da generosidade do Rei da criação causou até uma  transformação no mundo físico – se apenas ponderásseis nos corações os  mistérios da Revelação Divina!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E deves compreender agora o sentido deste versículo: “Toda a terra no  Dia da Ressurreição será apenas uma mão-cheia e em Sua mão direita se  conterão os céus. Louvores a Ele! E enaltecido seja Ele, muito além dos  companheiros que eles Lhe associam!” (30) E agora, sê justo em teu  juízo. Tivesse este versículo o sentido que os homens supõem, traria  isso, podemos perguntar, proveito ao homem? Além disso, evidentemente,  nenhuma mão visível a olhos humanos poderia realizar tais atos, nem ser  atribuída, em absoluto, à exaltada Essência de Deus, Uno e Verdadeiro.  Não, admitir tal coisa nada mais é que pura blasfêmia, uma completa  perversão da verdade. E fôssemos supor que esse versículo se referisse  aos Manifestantes de Deus, que a realização de tais atos Lhes fosse  exigida no Dia do Juízo, isso também pareceria estar longe da verdade e  seria, certamente, de nenhum proveito. Ao contrário, o termo “terra”  significa a terra do entendimento e conhecimento, e o “céu”, o da  Revelação Divina. Reflete como, por um lado, Ele com Sua poderosa mão,  transformou num mero punhado a terra do conhecimento e da sabedoria,  anteriormente estendida, e, por outro, desdobrou nos corações humanos  uma terra nova e sumamente elevada, fazendo assim brotarem no peito  iluminado do homem as mais frescas e encantadoras flores e as árvores  mais altas e poderosas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que reflitas, também, como os altos céus das Eras passadas se  dobraram na mão direita do poder, como os céus da Revelação Divina se  ergueram pelo imperativo de Deus e se adornaram com o sol, a lua e as  estrelas de Seus maravilhosos mandamentos. Tais são os mistérios do  Verbo de Deus que agora se desvendaram e se tornaram manifestos, para  que tu possas, quiçá, perceber a luz matinal da guia divina e extinguir,  pelo poder da confiança o da renúncia, a lâmpada da vã fantasia, das  imaginações fúteis, da hesitação e da dúvida, e possas acender no mais  íntimo recôndito do teu coração, a luz recém-nascida da certeza e dos  conhecimentos divinos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe tu, verdadeiramente, que o propósito fundamental de todos esses  termos simbólicos e alusões abstrusas que emanam dos Reveladores da  santa Causa de Deus, é a provação dos povos do mundo; para que, deste  modo, o terreno dos corações puros e iluminados se distinga do solo  estéril e perecedor. Desde tempos imemoriais, é este o método de Deus  entre Suas criaturas, segundo atestam os livros sagrados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, igualmente, deves meditar sobre o versículo revelado no que se  refere ao “Qiblih”. (31) Quando Maomé, o Sol profético, fugira da aurora  de Bathá (32) para Yathrib, (33) Ele continuava a voltar o rosto,  enquanto orava, na direção de Jerusalém, a cidade santa, até o tempo em  que os judeus começaram a pronunciar palavras indecorosas contra Ele –  palavras indignas de ser mencionadas nestas páginas e fatigantes para o  leitor. Maomé ressentia-se fortemente dessas palavras. Enquanto,  absorvido em meditação e êxtase, contemplava o céu, ouviu a voz benévola  de Gabriel, dizendo: “Nós Te vemos do alto, a dirigir a face para o  céu; mas Nós queremos que Te voltes para um Qiblih que Te aprouver.”  (34) Num dia subseqüente, enquanto o Profeta, com Seus companheiros,  proferia a oração do meio-dia, e quando já executara duas das Rik´ ats  prescritas, (35) ouviu Ele novamente a voz de Gabriel: “Volta Tua face  para a sagrada Mesquita.” (36) (37) Em meio a essa mesma oração, Maomé  virou a face subitamente de Jerusalém e dirigiu-se ao Ka´bih. De pronto,  profunda consternação apoderou-se dos companheiros do Profeta. Isso  lhes abalou severamente a fé. Tamanho foi seu alarme que muitos deles  interromperam a oração e cometeram apostasia. Em verdade, Deus não causa  essa perturbação pro outro motivo senão o de por à prova Seus servos. A  não ser isso, Ele, o Rei ideal, facilmente teria deixado de alterar o  Qiblih, podendo ter permitido que Jerusalém continuasse a ser o Ponto de  Adoração para Sua Era, e assim não teria privado essa cidade santa da  distinção que lhe fora concedida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jamais fora a lei do Qiblih alterada por qualquer dos muitos Profetas  enviados como Mensageiros da Palavra de Deus desde que Moisés se  manifestara, tais como David, Jesus, e outros dos mais excelsos  Manifestantes que apareceram durante o período entre as Revelações de  Moisés e de Maomé. Cada um desses Mensageiros do Senhor da criação  ensinou Seu povo a dirigir-se ao mesmo ponto. Aos olhos de Deus, o Rei  ideal, todos os lugares da terra são iguais e idênticos, exceto aquele  lugar que Ele, no tempo de Seu Manifestante, designa para um fim  especial. Assim como Ele revelou: “Oriente e Ocidente pertencem a Deus;  em qualquer direção que vos vireis, pois, aí está o semblante de Deus.”  Como, então, foi que, (38) não obstante a verdade destes fatos, se  alterou o Qiblih e assim causa tanta angústia entre o povo, fazendo  vacilarem os companheiros do Profeta e criando em seu meio tão grande  confusão? Sim, tais coisas que lançam consternação nos corações de todos  os homens sucedem somente para provar cada alma com a pedra de toque  ordenada por Deus, para que se conheça a verdadeira e se a distinga da  falsa. Após a divergência entre o povo, Ele assim revelou: “Nós não  apontamos o que Tu querias fosse o Qiblih, para somente assim  conhecermos aquele que segue o Apóstolo e podermos distingui-lo daquele  que tergiversa.” (39) “Asnos amedrontados fugindo de um leão.” (40)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se ponderásseis essas explicações no coração, só um pouco, haveríeis  seguramente de encontrar descerrados diante de vossa face os portais do  entendimento e contemplaríeis todo o conhecimento com seus mistérios  desvendados ante vossos olhos. Tais coisas sucedem apenas a fim de que  as almas dos homens se desenvolvam e se livrem da prisão do eu e do  desejo em que se acham encerradas. De outro modo, aquele Rei ideal é, em  Sua Essência, desde toda a eternidade, independente da compreensão de  todos os seres e continuará para sempre enaltecido em Seu próprio Ser,  além da adoração de qualquer alma. Um simples sopro de Sua exuberância é  suficiente para adornar toda a humanidade com as vestes da riqueza;  apenas uma gota do oceano de Sua abundante graça basta para conferir a  todos os seres a glória da vida eterna. Como, porém, o Desígnio Divino  exigiu que o verdadeiro fosse distinguido do falso, e o sol, da sombra,  Ele, em todas as épocas, tem feito caírem sobre a humanidade, provindas  de Seu reino de glória, chuvas de provações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se os homens meditassem sobre as vidas dos Profetas da antiguidade,  viriam a conhecer e compreender tão facilmente os métodos desses  Profetas, que deixariam de ser confundidos por tais ações e palavras  contrárias a seus próprios desejos mundanos e assim consumiriam com o  fogo ardente na Sarça do conhecimento divino todo véu que se  interpusesse, e permaneceriam seguros sobre o trono da paz e da certeza.  Considerai, por exemplo, Moisés, filho de ´Imrán, um dos Profetas  excelsos e Autor de um Livro divinamente revelado. Um dia, Ele, ainda na  juventude, antes de haver proclamado Seu ministério, passava pelo  mercado, quando viu dois homens lutando. Um deles pediu a Moisés socorro  contra o adversário e então Moisés interveio e matou a este. Assim  atesta a narrativa do Livro Sagrado. Se fossem citados os detalhes, o  curso do argumento seria interrompido e prolongado em demasia.  Divulgou-se por toda a cidade a notícia desse incidente e Moisés estava  cheio de medo, como afirmava o texto do Livro. E quando chegou a seus  ouvidos esta advertência: “Ó Moisés! em verdade, os chefes estão em  conselho para Te matar”, (41) Ele partiu da cidade e foi residir em  Midian, a serviço de Shoeb. Ao regressar, Moisés entrou no vale santo,  na solidão do Sinai, e aí, da “Árvore que não pertence nem ao Este nem  ao Oeste”, teve a visão do Rei da glória. Ai ouviu Ele a Voz comovedora  do Espírito, que do Fogo ardente Lhe falava, mandando que irradiasse  sobre as almas faraônicas a luz da guia divina; de modo que, livrando-as  do vale sombrio do ego e do desejo, Ele as fizesse alcançar os prados  do deleite celestial e, através do Salsabil da renúncia, as salvasse da  perplexidade oriunda de sua separação e as fizesse entrar na cidade  tranqüila da Presença Divina. Quando Moisés veio a Faraó e, segundo Deus  ordenara, lhe transmitiu a Mensagem divina, Faraó falou de maneira  ofensiva, dizendo: “Não és aquele que cometeu assassínio e se tornou  infiel?” Assim o Senhor da majestade relatou as palavras de Faraó a  Moisés: “Que ato foi esse que Tu cometeste! És um dos ingratos.” Disse  Ele: “Eu o fiz, em verdade, e fui um dos que erraram. E fugi de vós  quando vos receei, mas Meu Senhor Me deu sabedoria e Me fez um de Seus  Apóstolos.” (42)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora pondera em teu coração que tumulto Deus provoca. Reflete:  como são múltiplas e estranhas as provações com que Ele experimenta Seus  servos. Considera tu como Ele escolheu subitamente dentre Seus servos e  Lhe confiou a exaltada missão de ser um Guia divino, Àquele conhecido  como homicida, que confessara, Ele mesmo, Sua crueldade e que por quase  trinta anos fora, aos olhos do mundo, criado na casa de Faraó e  alimentado à sua mesa. Não poderia Deus, o Rei Onipotente, ter impedido  de cometer assassínio a mão de Moisés para que Lhe não fosse atribuído,  fato este que tanta perplexidade e aversão causou entre o povo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outrossim, deves tu refletir sobre o estado e condição de Maria. Tão  profunda foi a ansiedade desse mais belo semblante, tão penosa sua  situação, que ela deplorava amargamente haver nascido. Isso é comprovado  pelo texto do sagrado versículo que diz haver Maria, após o nascimento  de Jesus, lamentado seu embaraço e exclamado: “Oxalá tivesse eu morrido  antes disto e sido uma coisa esquecida, inteiramente esquecida!” (43)  Deus é Nossa testemunha! Tais lamentos consomem o coração e abalam o  próprio ser. Tão grande consternação de alma, tamanho abatimento de  espírito, não poderia ter sido causado senão pela censura do inimigo e  pelas cavilações dos infiéis e perversos. Pensa: qual a resposta que  Maria poderia dar ao povo a seu redor? Como poderia ela afirmar que uma  Criança, cujo pai era desconhecido, tivesse sido concebida do Espírito  Santo? Por isso foi que Maria, aquele Semblante velado e imortal, tomou  sua Criança e voltou para sua casa. Mal caíram sobre ela os olhos do  povo, quando se levantaram as vozes, dizendo: “Ó irmã de Arão! Teu pai  não foi um homem iníquo; tampouco tua mãe impudica.” (44)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora deves meditar sobre essa tão grande convulsão, essa provação  penosa. Apesar de todas essas coisas, Deus concedeu àquela Essência do  Espírito, Àquele conhecido entre o povo como um que não teve pai, a  glória de ser Profeta, e d´Ele fez Sua testemunha para todos aqueles que  estão no céu e na terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vê tu como os métodos dos Manifestantes de Deus, segundo ordena o Rei  da criação, são contrários aos métodos e desejos dos homens! À medida  que vieres a compreender a essência desses mistérios divinos, perceberás  o desígnio de Deus, o Encantador divino, o Mais-Amado. Virás a  considerar as palavras e os atos daquele Soberano todo-poderoso como  sendo uma e a mesma coisa; de tal modo que, seja qual for o que vejas em  Seus atos, o mesmo encontrarás em Suas palavras, e o que leres em Suas  palavras, isso perceberás também em Seus atos. Assim é que tais atos e  palavras são, exteriormente, o fogo da vingança para os ímpios, e  interiormente, as águas da compaixão para os justos. Se os olhos do  coração se abrissem, perceberiam, seguramente, que as palavras reveladas  do céu da vontade de Deus estão em harmonia com os atos que emanaram do  Reino do poder divino e lhes são idênticas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora atende, ó irmão! Se aparecessem coisas semelhantes nesta Era,  se houvesse incidentes iguais no tempo atual, que faria o povo? Juro  por Aquele que é o verdadeiro Educador da humanidade e Revelador do  Verbo de Deus, que instantânea e inquestionavelmente, haveria o povo de O  chamar de infiel e sentenciá-Lo à morte. Quanto estão eles longe de  escutar a voz que declara: Eis que um Jesus apareceu do sopro do  Espírito Santo e um Moisés foi chamado para uma tarefa a que Deus O  destinara! Ainda que se levantassem miríades de vozes, ouvido algum  escutaria se Nós disséssemos que a uma Criança sem pai fora dada a  missão de Profeta, ou que um homicida houvera trazido da chama da Sarça  ardente esta mensagem: “Em verdade, em verdade, Eu sou Deus!”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se os olhos da justiça se abrirem, reconhecerão prontamente, à luz  daquilo já mencionado, que Aquele que é a Causa e o Objeto final de  todas essas coisas, se tornou manifesto neste dia. Embora não tenham  havido na Era atual acontecimentos comparáveis, o povo apega-se, no  entanto, às mesmas vãs fantasias tão caras ao ímpio. Como são penosas as  acusações que Lhe infligiram! E quão severas as perseguições de que é  alvo – acusações e perseguições, cujo igual jamais homem algum tem visto  ou ouvido!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grande Deus! Quando o fluxo de palavras atingiu este ponto,  contemplamos e eis que as suaves fragrâncias de Deus emanavam da Aurora  da Revelação e a brisa matinal soprava do Sheba do Eterno. Suas novas  regozijaram mais uma vez o coração e proporcionaram à alma alegria  incomensurável. Renovou Ela todas as coisas, e trouxe, do Amigo  incognoscível, dádivas sem conta e de inestimável valor. As vestes dos  louvores humanos não podem esperar jamais ser adequadas à Sua nobre  estatura; o manto das palavras jamais se poderá ajustar a Sua figura  resplandente. Sem palavra, desvenda os mistérios mais recônditos; sem  falar, revela os segredos das expressões divinas. Aos rouxinóis que  cantam nos ramos do afastamento e da privação, ensina lamentos e  gemidos, instrui-os na sutil arte do amor e esclarece-lhes o mistério  que há na entrega do coração. Às flores do Rivdán da união celestial,  revela a ternura do apaixonado e desvenda o encanto da formosa amada.  Concede os mistérios da verdade às anêmonas do jardim do amor, e aos  corações dos que amam, confia os símbolos das mais íntimas sutilezas.  Nesta hora, tão generosa é a emanação de Sua graça, que o próprio  Espírito Santo sente inveja! À gota concedeu as ondas do mar; à ínfima  partícula, favoreceu com o esplendor do sol. Tal é a exuberância de Suas  dádivas, que o mais desprezível besouro tem buscado o perfume do  almíscar, e o morcego a luz do sol. Ressuscitou os mortos com o alento  da vida e os fez apressarem-se a sair dos sepulcros dos seus corpos  mortais. Estabeleceu no assento da erudição o ignorante, e elevou o  opressor ao trono da justiça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O universo está prenhe dessas múltiplas graças, aguardando a hora em  que os efeitos de Suas dádivas invisíveis se tornem manifestos neste  mundo, quando o sedento e aquele que languesce atinjam o Kawthar  vivificante do Bem-Amado e o errante, perdido nas solidões do  afastamento e da inexistência, entre no tabernáculo da vida e alcance a  reunião com Aquele por quem seu coração anseia. De quem será o coração  em cujo solo germinem estas santas sementes? Do jardim de que alma  brotarão as flores das realidades invisíveis? Em verdade, digo, tão  intensa é a flama na Sarça do amor, acesa no Sinai do coração, que  jamais as águas transbordantes das palavras sagradas lhe poderão aplacar  a chama. Oceanos jamais aliviarão a sede ardente desse Leviatã, e essa  Fênix do imorredouro fogo em parte alguma pode habitar, a não ser no  esplendor que irradia do Semblante do Bem-Amado. Portanto, ó irmão! com o  óleo da sabedoria, acende no âmago de teu coração a lâmpada do  espírito, e protege-a com o globo da compreensão, para que o sopro do  infiel não lhe possa extinguir a flama, nem diminuir o brilho. Assim  temos iluminado os céus das palavras com os esplendores do Sol da  sabedoria e compreensão divinas, para que teu coração encontre paz e tu  sejas um dos que voaram com as asas da certeza, para o céu do amor de  seu Senhor, o Todo-Misericordioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora, quanto a Suas palavras: “E então aparecerá o sinal do Filho  do homem no céu.” Significam estas palavras que, quando se tiver  eclipsado o sol dos ensinamentos celestiais, quando tiverem caído as  estrelas das leis divinamente estabelecidas, e a lua do verdadeiro  conhecimento – o educador da humanidade – estiver obscurecida; quando os  estandartes do esclarecimento e da felicidade estiverem virados e a  manhã da verdade e retidão se tiver mergulhado na treva da noite, então  aparecerá no céu o sinal do Filho do homem. O “céu” quer dizer o céu  visível, pois, ao aproximar-se a hora em que o Sol do céu da justiça  deverá se manifestar e a Arca da sabedoria divina sulcar o oceano da  glória, aparecerá no céu uma estrela para anunciar ao povo o advento  daquela mais grandiosa luz. Do mesmo modo, no céu invisível, haverá de  se manifestar uma estrela que será um arauto proclamando, aos povos da  terra, o romper daquela Manhã verdadeira e sublime. Esses sinais duplos,  no céu visível e no invisível, têm anunciado a Revelação de cada um dos  Profetas de Deus, como geralmente se acredita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos Profetas foi Abraão, o Amigo de Deus. Antes de Ele se  manifestar, Nimrod teve um sonho. Chamou então os adivinhos, que lhe  informaram haver surgido uma estrela no céu. Apareceu, outrossim, um  arauto que anunciou por toda a terra a vinda de Abraão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois d´Ele, veio Moisés, Aquele que conversava com Deus. Os  adivinhos de Seu tempo advertiram a Faraó nestes termos: “Surgiu uma  estrela no céu! Ei-la! Prognostica a concepção de uma Criança que segura  nas mãos o vosso destino e o de vosso povo.” Assim também apareceu, na  escuridão da noite, um sábio trazendo novas de júbilo ao povo de Israel,  consolando-lhe a alma e tranqüilizando-lhe o coração. Testemunho disso  se encontra nos relatos dos Livros Sagrados. Fossemos mencionar os  detalhes, esta epístola se tornaria um livro. Além disso, não é Nosso  desejo contar histórias dos dias passados. Deus é Nossa Testemunha de  que até mesmo isto que agora mencionamos é devido somente à Nossa terna  afeição por ti, para que os pobres da terra talvez possam atingir a orla  do mar da riqueza e os ignorantes ser conduzidos ao oceano do  conhecimento divino, e aqueles que têm sede de compreensão possam  participar do Salsabíl da sabedoria divina. De outro modo, este servo  consideraria um erro grave e uma transgressão lastimável levar em conta  tais relatos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semelhantemente, ao aproximar-se a hora da Revelação de Jesus, alguns  dos Magos, cientes de que aparecera no céu a estrela de Jesus,  procuraram-na e seguiram-na, até que vieram à cidade que era a sede do  Reino de Herodes. O domínio de sua soberania naquele templo abrangia  toda aquela terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disseram os Magos: “Onde está o Rei dos Judeus, que é nascido? porque  nós vimos no oriente a Sua estrela e viemos adorá-Lo.” (45) Depois de  haverem procurado, descobriram que em Belém, na terra da Judéia, a  Criança nascera. Foi este o sinal que se manifestou no céu visível.  Quanto ao sinal no céu invisível – céu do conhecimento e da compreensão  divinos – foi Yahyá, filho de Zacarias, quem deu ao povo as boas novas  da Manifestação de Jesus. Assim mesmo como Ele revelou: “Deus te anuncia  Yahyá, que dará testemunho do Verbo de Deus, de um Ser grande e puro.”  (46) O termo “Verbo” refere-se a Jesus, Cuja vinda Yahyá predisse. Ainda  mais, encontra-se nas sagradas Escrituras: “Veio João Batista pregando  no deserto da Judéia e dizendo: Fazei penitência; porque está próximo o  Reino dos céus.” (47) Por João se entende Yahyá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E também, antes de se desvelar a beleza de Maomé, manifestaram-se os  sinais do céu visível. Quanto aos sinais no céu invisível, apareceram  quatro homens que sucessivamente anunciaram ao povo as boas novas de que  nascera aquele Luminar divino. Rúz-bih, mais tarde chamado Salmán, teve  a honra de estar a seu serviço. Ao aproximar-se o fim da vida de um  deles, este mandava Rúz-bih a um outro, até que o quarto desses homens,  percebendo estar próxima sua morte, se dirigiu a Rúz-bih, dizendo: “Ó  Rúz-bih! Quando tiveres tomado meu corpo e o enterrado, vá a Hijaz, pois  aí há de nascer o Sol de Maomé. Feliz és tu, porque verás Seu  semblante!”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora a respeito desta Causa maravilhosa e excelsa: Sabe tu, em  verdade, que muitos astrônomos anunciaram o aparecimento de sua estrela  no céu visível. Também apareceram na terra Ahmad e Kázim, (48) aquelas  esplendorosas luzes gêmeas – que Deus lhes santifique o lugar de  descanso!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De tudo o que já dissemos, torna-se claro e evidente que, antes da  revelação de cada um dos Espelhos refletores da Essência Divina, os  sinais anunciantes de Seu advento devem por força se manifestar no céu  visível, bem como no invisível, no qual se encontra a sede do sol do  conhecimento, da lua da sabedoria e das estrelas da compreensão e das  palavras. O sinal do céu invisível tem de ser revelado na pessoa daquele  homem perfeito que, antes do aparecimento de cada Manifestante, educa e  prepara as almas dos homens para o advento do Luminar divino, da Luz da  Unidade de Deus entre os homens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Referindo-se, agora, a Suas palavras: “E então todos os povos da  terra chorarão e verão o Filho do homem, que virá sobre as nuvens do céu  com grande poder e majestade.” Estas palavras significam que naqueles  dias os homens lamentarão a perda do Sol da Beleza Divina, da Lua do  conhecimento e das Estrelas da sabedoria divina. Depois, verão o  semblante do Prometido, a Beleza adorada, descer do céu e mover-se sobre  as nuvens. Quer isso dizer que a Beleza Divina se manifestará do céu da  Vontade de Deus e aparecerá na forma do “templo humano”. O termo “céu”  significa sublimidade e exaltação, desde que é a sede da revelação  desses Manifestantes da Santidade, Auroras da Glória antiga. Embora  nasçam do ventre materno, esses Seres antigos descem, na realidade, do  céu da Vontade de Deus. Ainda que habitem nesta terra, suas verdadeiras  moradas são, entretanto, as plagas gloriosas nos reinos do além.  Enquanto andam entre os homens mortais, voam no céu da Presença Divina.  Sem pés, trilham o caminho do espírito e, sem asas, se elevam às  sublimes alturas da Unidade Divina. Com cada alento fugaz, atravessam a  imensidade do espaço e a todo instante passam pelos domínios do visível e  do invisível. Sobre seus tronos está escrito: “Nada em absoluto O  impede de se ocupar em alguma outra coisa.” E nos seus assentos se  inscreveu: “Em verdade, os métodos d´Ele diferem todo dia.” (49) Esses  Seres são enviados através do poder transcendente do Ancião dos Dias e  surgem de acordo com a excelsa Vontade de Deus, o Rei poderosíssimo. Eis  o que significa a expressão: “virá sobre as nuvens do céu.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas palavras dos divinos Luminares, o termo “céu” indica muitas  coisas diferentes, tais como o “céu do Mando”, o “céu da Vontade”, o  “céu do Desígnio divino”, o “céu do Conhecimento divino”, o “céu da  Certeza”, o “céu das Palavras”, o “céu da Revelação”, o “céu da  Ocultação” e outros semelhantes. Em cada caso, Ele dá ao termo “céu” um  sentido especial que não se revela, salvo àqueles iniciados nos  mistérios divinos, àqueles que tenham sorvido do cálice da vida imortal.  Diz Ele, por exemplo: “O céu tem sustento para vós e contém o que vos é  prometido”, (50) embora seja a terra que dá tal sustento. De modo  igual, se tem dito: “Os nomes descem do céu”; entretanto, procedem da  boca dos homens. Se limpasses o espelho de teu coração, tirando-lhe o pó  da malícia, compreenderias o sentido dos termos simbólicos revelados  pelo Verbo de Deus, que a tudo abarca, tornado manifesto em cada Era, e   descobririas os mistérios do conhecimento divino. Antes de consumires,  no entanto, com a chama do desprendimento absoluto, aqueles véus de vã  erudição usual entre os homens, não poderás contemplar o brilhante  amanhecer do conhecimento verdadeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe tu que há, em verdade, duas espécies de Conhecimento: a divina e  a satânica. Uma emana da fonte da inspiração divina; a outra é apenas o  reflexo de pensamentos vãos e obscuros. A origem daquela é o próprio  Deus; a força motriz desta são os sussurros do desejo egoístico. Uma é  guiada pelo princípio de: “Temei a Deus; Deus ensinar-vos-á.” A outra  nada mais é que a confirmação desta verdade: “A erudição é o mais  lastimável véu entre o homem e seu Criador.” Aquela dá o fruto da  paciência, do anelo, da verdadeira compreensão e do amor; enquanto esta  nada pode produzir senão a arrogância, a vanglória e o orgulho. Nas  palavras daqueles Mestres do santo Verbo, que têm esclarecido o  significado do verdadeiro conhecimento, não se pode perceber, de modo  algum, o odor destes ensinamentos obscuros que turvaram o mundo. A  árvore de tais ensinamentos não dará outro resultado que a iniqüidade e a  rebeldia, e nenhum fruto produzirá, a não ser o ódio e a inveja. Seu  fruto é veneno mortal; sua sombra, um fogo voraz. Bem se há dito:  “Apega-te ao manto do Desejo do teu coração, e põe de lado toda  vergonha; manda que se afastem os versados nos conhecimentos do mundo,  por grandes que sejam seus nomes.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O coração, pois, deve ser purificado das vãs palavras dos homens e  santificado de todo afeto terreno, a fim de que possa descobrir o  sentido oculto da inspiração divina e se tornar o tesouro dos mistérios  do conhecimento divino. Assim se tem dito: “Quem trilhar o Caminho níveo  e seguir as pegadas do Pilar Carmesim, jamais alcançará a sua morada, a  não ser que suas mãos se desapeguem daquelas coisas do mundo estimadas  pelos homens.” É o primeiro requisito para quem quer que trilhe esse  caminho. Pondera isso, pois, para que, com teus olhos desvendados, tu  possas perceber a verdade destas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fizemos uma digressão do propósito de Nosso argumento; no entanto,  qualquer coisa que seja mencionada serve apenas para confirmar Nosso  propósito. Por Deus, embora seja grande Nosso desejo de ser breve,  sentimos, todavia, que não podemos restringir Nossa pena. A despeito de  tudo o que já mencionamos, quão inúmeras são as pérolas que permanecem  intactas na concha do Nosso coração! Quantas são as húris do sentido  interior que ainda estão veladas dentro dos aposentos da sabedoria  divina! Delas ninguém, ainda, se aproximou; - húris “que nem homem nem  espírito até agora tem tocado.” (51) Apesar de tudo quanto se já disse,  parece que nenhuma letra de Nosso intuito foi ainda pronunciada, nem  sequer um sinal divulgado em relação a Nosso objeto. Quando será  encontrado alguém que busque fielmente e consinta em vestir as roupagens  de peregrino; que atinja o Ka´bih do desejo do coração e descubra, sem  ouvido ou língua, os mistérios das palavras divinas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por estas explicações luminosas, concludentes e lúcidas, se tornou  claro e evidente o sentido de “céu” no versículo já mencionado. E agora  com referência a Suas palavras, que o Filho do homem “virá sobre as  nuvens do céu”, o termo “nuvens” significa aquelas coisas que são  contrárias aos métodos e aos desejos dos homens. Assim mesmo como Ele  revelou no versículo já citado: “Todas às vezes que vem um Apóstolo  trazendo-nos o que vossas almas não desejam, vós vos inchais de orgulho,  acusando alguns de impostores e a outros matando.” (52) Essas “nuvens”  significam, em um sentido, a anulação das leis, a revogação das  Revelações anteriores e dos ritos e costumes correntes entre os homens, o  enaltecimento dos iletrados fiéis acima dos eruditos que se opõem à Fé.  Em outro sentido, referem-se ao aparecimento daquela Beleza Eterna na  imagem do homem mortal, com tais limitações humanas como a necessidade  de comer e beber, a pobreza e a riqueza, a glória e a humilhação, o  dormir e o despertar e outras coisas semelhantes que criam dúvida na  mente dos homens e causam seu afastamento. Todos esses véus são  chamados, simbolicamente, “nuvens”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas são as “nuvens” que fazem com que se rompam os céus do  conhecimento e da compreensão de todos os que habitam a terra. Assim  como Ele revelou: “Naquele dia o céu será rompido pelas nuvens.” (53) Do  mesmo modo que as nuvens impedem os olhos dos homens de ver o sol,  também essas coisas impedem suas almas de reconhecer a luz do Luminar  Divino. A isso testifica o que procedeu da boca dos descrentes, segundo  revela o Livro Sagrado: “E disseram: Que espécie de apóstolo é esse?  Toma alimentos e anda nas ruas. A não ser que um anjo seja enviado e  apóie Suas advertências, nós não acreditaremos.” (54) Outros Profetas,  igualmente, têm estado sujeitos à pobreza e às aflições, à fome e aos  males e vicissitudes deste mundo. Porque essas Pessoas santas estavam  sujeitas a tais necessidades, o povo, em conseqüência disso, perdia-se  nas solidões de desconfianças e dúvidas, aflito pela confusão e  perplexidade. Como seria possível – queriam eles saber – uma pessoa ser  enviada por Deus, declarar Sua ascendência sobre todos os povos e todas  as raças da terra e se proclamar o objetivo de toda a criação – assim  mesmo como Ele disse: “Se não fosses tu, Eu não teria criado todos os  que estão no céu e na terra”, - e, apesar de tudo isso, ainda ficar  sujeita a coisas tão triviais? Deveis ter sido informados, sem dúvida,  das tribulações, da pobreza, das adversidades e da degradação que  sobrevieram a todo Profeta de Deus e Seus companheiros. Deveis ter  sabido como as cabeças de Seus discípulos foram enviadas de presente a  várias cidades e como se os impediu, lastimavelmente, daquilo que lhes  fora ordenado. Cada um deles caiu vítima nas mãos dos inimigos de Sua  Causa, tendo que sofrer tudo o que estes decretassem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Evidentemente, as modificações efetivadas em cada Era constituem as  nuvens negras interpostas entre os olhos do entendimento do homem e o  divino Luminar que se irradia da aurora da Essência Divina. Considerai  como os homens, desde muitas gerações, imitam cegamente os pais, sendo  ensinados de acordo com os costumes e normas que os ditames de sua Fé  estabeleceram. Se esses homens, pois, descobrissem subitamente que um  Homem que vivia entre eles e lhes era igual no que diz respeito a todas  as limitações humanas, viera a levantar-se com o fito de abolir todos os  princípios impostos pela sua Fé – princípios segundo os quais eles  haviam sido educados desde séculos, tendo-se habituado a considerar como  infiel, corrupto e perverso, qualquer um que os negasse ou lhes fizesse  oposição – ficariam, certamente, velados e impedidos de reconhecer Sua  verdade. Tais coisas são como “nuvens” que velam os olhos daqueles cujo  ser interior não saboreou o Salsabil do desprendimento, nem bebeu do  Kawthar do conhecimento de Deus. Esses homens, ao saberem dessas  circunstâncias, ficam tão velados que, sem a menor dúvida, pronunciam o  Manifestante de Deus um infiel e O sentenciam à morte. Deveis ter sabido  como tais coisas aconteciam no decorrer dos séculos e agora, nestes  dias, as estais observando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cumpre-nos, portanto, fazer o máximo esforço para que, graças ao  invisível amparo de Deus, esses véus obscuros, essas nuvens que são  provações mandadas pelo céu, não nos possam impedir de ver a beleza do  Seu Semblante luminoso, e para que O possamos reconhecer somente por Ele  Próprio. E se pedíssemos um testemunho de Sua verdade, nós nos  deveríamos contentar com um, e um só; para que assim atingíssemos Àquele  Que é a Fonte Primitiva da infinita graça, em Cuja Presença toda a  abundância do mundo se esvaece, e deixássemos de cavilar d´Ele, todos os  dias, e de nos apegar à nossa própria vã fantasia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus bondoso! Não obstante a advertência pronunciada em tempos  passados, expressa em linguagem maravilhosamente simbólica e em sutis  alusões, com o intuito de despertar os povos do mundo e não os deixar se  privarem de sua parte do oceano encapelado da graça divina, sucederam  ainda tais coisas como já presenciamos! Também no Alcorão há referência a  essas coisas, como se vê pelo seguinte versículo: “Que podem essas  pessoas esperar senão que Deus desça para elas encoberto de nuvens?”  (55) Alguns sacerdotes, que se prendem firmemente à letra da Palavra de  Deus, vieram a considerar esse versículo como um dos sinais daquela  esperada ressurreição oriunda de sua vã fantasia. E isso, apesar do fato  de haverem sido feitas referências semelhantes na maioria dos Livros  celestiais e inscritas em todas as passagens que tratam dos sinais do  Manifestante vindouro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz Ele também: “No dia em que o céu emitir uma fumaça palpável, a  qual haverá de amortalhar a humanidade; isto será um tormento aflitivo.”  (56) O Todo-Glorioso decretou estas coisas contrárias aos desejos dos  homens perversos, exatamente para serem a pedra de toque, o padrão pelo  qual Ele prova Seus servos, de modo que o justo se distinga do ímpio, e o  fiel do infiel. O termo simbólico “fumaça” refere-se a graves  dissensões, à revogação e ao desmoronamento dos padrões reconhecidos,  com a destruição completa daqueles de mentalidade estreita que lhes são  os expoentes. Que fumaça poderia ser mais densa e acabrunhadora do que  aquela que atualmente amortalha todos os povos do mundo,  tornando-se-lhes um suplício, e do qual eles nenhuma esperança têm de  livrar-se, por mais que lutem? Tão feroz é esse fogo do eu, ardendo no  seu íntimo, que, a cada momento, parecem ser atingidos por tormentos  novos. Quanto mais se lhes diz que esta maravilhosa Causa de Deus, esta  Revelação proveniente do Altíssimo, se tornou manifesta para toda a  humanidade e dia a dia progride e se fortifica, mais se enfurece o ardor  do fogo em seus corações. Quanto mais observam o poder indomável, a  renúncia sublime, a constância inabalável dos santos companheiros de  Deus, os quais, por Ele ajudados, se tornam cada vez mais nobres e  gloriosos, tanto mais profunda é a consternação que lhes consome a alma.  Nestes dias – louvado seja Deus – o poder de Sua Palavra adquiriu tal  ascendência sobre os homens que não se atrevem a murmurar nem sequer uma  palavra. Fossem eles encontrar um dos companheiros de Deus disposto a  oferecer, se pudesse, dez mil vidas livre e alegremente, em holocausto  pelo Amado, tão grande seria seu medo que logo professariam sua fé  n´Ele, enquanto, porém, secretamente, Lhe vilipendiando e execrando o  Nome! Assim mesmo como Ele revelou: “E quando vos encontram, dizem –  Acreditamos – mas quando estão afastados, mordem de ira as pontas dos  dedos. Dizei – Morri em vossa ira! (57) – Deus conhece, em verdade, os  próprios recônditos de vossos corações.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro em breve teus olhos verão desdobrarem-se os estandartes do  poder divino por todas as regiões e os sinais de Sua soberania e  grandeza triunfantes manifestarem-se em todos os recantos da terra.  Desde que a maioria dos sacerdotes não pode entender o sentido desses  versículos, nem compreendeu o que significa o Dia da Ressurreição, eles,  pois, interpretaram esses versículos insensatamente, de acordo com sua  concepção vã e errada. Deus, Uno e Verdadeiro, é Minha Testemunha! Pouca  percepção é necessária para que possam inferir, da linguagem simbólica  desses dois versículos, tudo o que intentamos expor, e assim possam  atingir, através da graça do Todo-Misericordioso, o resplandente  amanhecer da certeza. Tais são os acordes da melodia celestial que a Ave  imortal do Céu, chilreando no Sadrih de Bahá, faz manar sobre ti, a fim  de que tu possas, pela permissão de Deus, trilhar o caminho da  sabedoria e dos conhecimentos divinos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora, com referência às Suas palavras: “E Ele enviará Seus  anjos...” Por “anjos” se quer dizer aqueles que, reforçados pelo poder  do espírito, consumiram todas as qualidades e limitações humanas com o  fogo do amor de Deus, e se adornaram com os atributos dos Seres mais  excelsos e dos Querubins. Aquele homem santo, Sádiq, (58) em seu elogio  dos Querubins, diz: “Há uma companhia de nossos irmãos xiitas atrás do  Trono.” Diversas e múltiplas sãos as interpretações das palavras “atrás  do Trono.” Em um sentido, indicam que não existe nenhum xiita  verdadeiro. Assim como ele diz em outra passagem: “Um verdadeiro crente  assemelha-se à pedra filosofal.” Dirigindo-se em seguida ao ouvinte,  pergunta: “Tu já viste a pedra filosofal?” Reflete como esta linguagem  simbólica, mais eloqüente do que qualquer afirmação, por mais direta que  seja, atesta a inexistência do verdadeiro crente. Tal é o testemunho de  Sádiq. Que consideres agora como são injustos e como são numerosos, os  homens que, mesmo não conseguindo aspirar a fragrância da fé, condenam  como infiéis, no entanto, aqueles por cuja palavra é reconhecida e  estabelecida a própria fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora, por haverem estes santos seres se purificado de todas as  limitações humanas, se dotado dos atributos espirituais e se adornado  com as nobres qualidades dos bem-aventurados, eles, pois, foram  denominados “anjos”. Eis o que significam esses versículos, dos quais  cada palavra tem sido explicada por meio dos mais lúcidos textos, dos  mais convincentes argumentos e das provas com maior firmeza  estabelecidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como os seguidores de Jesus jamais compreenderam o sentido oculto  dessas palavras, e como os sinais esperados por eles e pelos dirigentes  de sua Fé não apareceram, eles, por isso, se recusaram a admitir – e  ainda hoje se recusam – a verdade dos Manifestantes da Santidade que têm  vindo desde os dias de Jesus. Assim se privaram das emanações da santa  graça de Deus e das maravilhas de Suas palavras divinas. Tal é seu baixo  grau neste Dia, o Dia da Ressurreição! Nem mesmo perceberam que, se os  sinais do Manifestante de Deus em cada era aparecessem no reino visível  de acordo com o texto das tradições estabelecidas, seria impossível que  pessoa alguma o negasse ou d´Ele se afastasse, e assim o bem-aventurado  não se distinguiria do desventurado, o transgressor do piedoso. Julgai  imparcialmente: se as profecias registradas no Evangelho fossem  cumpridas literalmente: se Jesus, Filho de Maria, acompanhado de anjos,  descesse do céu visível sobre as nuvens, quem se atreveria a descrer,  quem ousaria rejeitar a verdade e se tornar desdenhoso? Não, tamanha  consternação logo se apoderaria de todos os que habitam a terra, que  nenhuma alma se sentiria capaz de pronunciar uma palavra e, muito menos,  de rejeitar ou aceitar a verdade. Foi por não haverem compreendido  essas verdades, que muitos sacerdotes cristãos fizeram objeção a Maomé,  expressando seu protesto em palavras como estas: “Se Tu és, em verdade, o  Profeta prometido, por que, então não vens acompanhado daqueles anjos  preditos pelos nossos Livros Sagrados, que devem descer com a prometida  Beleza para Lhe ajudar em Sua Revelação e admoestar Seu povo?” Assim  mesmo como o Todo-Glorioso registrou as palavras deles: “Por que não Lhe  foi enviado um anjo, de modo a ser um admoestador com Ele?” (59)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Objeções e divergências como estas têm persistido em todas as eras e  todos os séculos. Sempre os homens se ocupam com discursos ilusórios,  protestando futilmente: “Por que não apareceu este ou aquele sinal?” E  têm passado por tais vicissitudes somente porque se prenderam aos  caminhos apontados pelos sacerdotes do tempo em que viviam e os imitavam  cegamente na aceitação ou negação destas Essências dos Desprendimentos,  destes Seres santos, divinos. Esses líderes, estando imergidos em  desejos egoístas e preocupados com coisas efêmeras e sórdidas, têm  considerado estes Luminares divinos como opostos aos padrões de seu  conhecimento e sua compreensão e inimigos de seus juízos e normas. Por  haverem interpretado literalmente a Palavra de Deus e as declarações e  tradições das Letras da Unidade, e as explicado de acordo com sua  própria compreensão deficiente, eles privaram-se a si mesmos e a todo o  seu povo, dos abundantes favores e dádivas de Deus. E dão testemunho, no  entanto, desta bem conhecida tradição: “Em verdade, Nossa Palavra é  abstrusa, tão abstrusa que confunde.” Em outra instância se diz: “Nossa  Causa traz severas  provações e grande perplexidade; ninguém pode  suportá-la exceto um favorecido do céu, ou um Profeta inspirado, ou  aquele cuja fé Deus tenha provado.” Esses dirigentes religiosos admitem  que nenhuma dessas três condições especificadas lhes é aplicável. As  duas primeiras estão, evidentemente, além de seu alcance; quanto à  terceira, é claro que jamais ficaram inabaláveis diante daquelas  provações mandadas por Deus e que, ao aparecer a Pedra de Toque divina,  demonstraram-se nada ser senão escória.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grande Deus! Apesar de aceitarem a verdade desta tradição, esses  sacerdotes que ainda discutem e têm dúvidas acerca das obscuras questões  teológicas em sua Fé, pretendem, mesmo assim, ser os intérpretes das  sutilezas da lei de Deus e dos mistérios essenciais de Sua Santa  Palavras. Afirmam com toda confiança não terem ainda sido cumpridas as  tradições relativas ao advento do esperado Qá´im. Eles mesmos não  puderam aspirar a fragrância do significado dessas tradições, nem  tampouco estão cientes do fato de que já se realizaram todos os sinais  preditos e se revelou o caminho da santa Causa de Deus, onde mesmo agora  já passa, tão veloz como o relâmpago, a assembléia dos fiéis, enquanto  eles, estultos sacerdotes, ainda esperam presenciar os sinais preditos.  Dize: “Ó vós, insensatos! Esperai, assim como esperam aqueles que vos  antecederam!”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se fossem interrogados a respeito dos sinais que deveriam  necessariamente anunciar a revelação e o nascer do sol da Era Maometana,  aos quais já nos referimos e dos quais nenhum se cumpriu literalmente, e  se lhes fosse perguntado: “Por que rejeitastes as pretensões dos  cristãos e dos povos de outras crenças e os considerais infiéis?”, eles,  por não saberem que resposta dar, replicariam: “Esses Livros têm sido  corrompidos e não são de Deus, nem o foram jamais.” Refleti: as palavras  dos próprios versículos dão testemunho eloqüente do fato de serem de  Deus. Um versículo semelhante foi revelado no Alcorão – fosseis vós  daqueles que compreendem. Digo, em verdade, que durante todo esse  período não conseguiram compreender, em absoluto, o que significa  corromper o texto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, nos escritos e discursos dos Espelhos que refletem o Sol da Era  Maometana, se tem mencionado a “Modificação pelos seres elevados”, e a  “alteração pelos desdenhosos”. Tais passagens, porém, referem-se somente  a casos especiais, encontrando-se entre estes a história de  Ibn-i-Súríyá. Quando o povo de Khaybar perguntou à Fonte da Revelação  Maometana acerca da pena estabelecida para adultério entre um homem  casado e uma mulher casada, Maomé respondeu: “Segundo a lei de Deus, é  morte por apedrejamento.” Então protestaram, dizendo: “Não foi revelada  no Pentateuco tal lei.” Replicou então Maomé: “Quem entre vossos rabinos  é considerado por vós uma autoridade reconhecida e possuidor de seguros  conhecimentos da verdade?” Concordaram em designar Ibn-i-Súríyá. A  este, pois, Maomé mandou chamar, e disse: “Adjuro-te por Deus – Aquele  que para vós dividiu o mar, que fez o maná descer sobre vós e a nuvem  vos abrigar em sua sombra, vos livrou de Faraó e seu povo e vos exaltou  acima de todos os seres humanos – para que nos digas o que decretou  Moisés acerca do adultério entre um homem casado e uma mulher casada.”  Ele respondeu: “O Maomé! Morte por apedrejamento é a lei.” “Por que,  então”, observou Maomé, “essa lei está anulada, não mais vigorando entre  os judeus?” Disse ele em resposta: “Quando Nabucodonosor entregou  Jerusalém às chamas e trucidou os judeus, sobreviveram muito poucos. Os  sacerdotes daquele tempo, levando em conta o número extremamente  limitado de judeus e a multidão de amalekitas, deliberaram e chegaram à  conclusão de que, se executassem a lei do Pentateuco, todo sobrevivente  que fora livrado da mão de Nabucodonosor, haveria de ser morto, segundo o  veredicto do Livro. Em vista dessas considerações, revogaram totalmente  a pena de morte.” Entrementes, Gabriel inspirou ao coração iluminado de  Maomé estas palavras: “Eles pervertem o texto da Palavra de Deus.” (60)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse é um dos exemplos a que nos referimos. Em verdade, “perverter” o  texto não significa o que aquelas pessoas néscias e desprezíveis  imaginam, assim como alguns alegam haverem sacerdotes judaicos e  cristãos apagado do Livro quaisquer versículos que exaltassem e  elogiassem o semblante de Maomé, e inserido em seu lugar outros de  sentido contrário. Quão completamente vãos e falsas são tais palavras!  Pode um homem que acredita num livro e o considera inspirado por Deus,  mutilá-lo? Além disso, o Pentateuco havia sido espalhado sobre a  superfície de toda a terra e não se confinava à Meca e Medina de modo  que lhes fosse permitido corromper e perverter seu texto secretamente.  Ao contrário, corromper o texto significa aquilo em que todos os  sacerdotes muçulmanos estão hoje ocupados, ou seja, na interpretação do  Sagrado Livro de Deus de acordo com suas vãs imaginações e seus desejos  fúteis. E uma vez que os judeus, no tempo de Maomé, interpretaram  segundo sua própria fantasia os versículos do Pentateuco relativas à Sua  Manifestação, não querendo se contentar com Suas santas palavras,  pronunciou-se contra eles a acusação de “perverter” o texto. Do mesmo  modo, hoje está claro que também o povo do Alcorão tem pervertido o  texto do santo Livro de Deus, no tocante aos sinais do esperado  Manifestante, interpretando-o de acordo com sua própria inclinação e  seus próprios desejos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em ainda outra instância, Ele diz: “Uma parte deles ouviu a Palavra  de Deus, e então, depois de havê-la compreendido, perverteu-a, sabendo o  que fazia.” (61) Este versículo indica também que se perverteu o  sentido da Palavra de Deus, e não que tivessem sido obliteradas as  próprias palavras. Testificam desta verdade os de mente sã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outra ocasião ainda, Ele diz: “Ai daqueles que com as próprias  mãos transcrevem o Livro corruptamente e dizem então – Isto é de Deus – a  fim de poderem vendê-lo por algum preço desprezível.” (62) Este  versículo foi revelado com relação aos sacerdotes e expoentes da Fé  Judaica. Esses sacerdotes, para agradar aos ricos, adquirir emolumentos  materiais e se desafogar de sua inveja e falsa crença, escreveram vários  tratados, nos quais refutaram as pretensões de Maomé, sustentando seus  argumentos com evidências indignas de menção, alegando que esses  argumentos foram tirados do texto do Pentateuco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mesmo se pode ver hoje. Considerai como são abundantes as denúncias  escritas pelos insensatos sacerdotes da época atual contra esta  admirável Causa! Como inutilmente fantasiam que essas calúnias estejam  de acordo com os versículos do Sagrado Livro de Deus e em harmonia com  as palavras dos homens do discernimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nosso propósito em relatar essas coisas é advertir-vos de que, se  eles alegassem haverem sido pervertidos aqueles versículos que mencionam  os sinais aos quais o Evangelho se refere, se os rejeitassem e se  apegassem a outros versículos e tradições em seu lugar, deveríeis saber  serem absolutamente falsas suas palavras, - serem pura calúnia. Sim, tem  havido, realmente, “corrupção” do texto, no sentido que Nós  mencionamos, em casos especiais. A alguns destes já nos referimos, a fim  de tornar manifesto – a quem observar com discernimento – que alguns  poucos Homens santos, embora nunca instruídos, têm sido dotados de todos  os conhecimentos humanos, para que assim o malévolo opositor cesse de  sustentar ser corrupção do texto indicada por certo versículo e deixe de  insinuar havermos Nós mencionado tais coisas só por falta de  conhecimentos. Além disso, a maior parte dos versículos que indicam  “corrupção” do texto foi revelada com referência ao povo judaico –  fosseis vós explorar as ilhas da Revelação alcoranista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos ouvido também numerosas pessoas insensatas na terra asseverarem  que o genuíno texto do Evangelho celestial não existe entre os  cristãos, havendo subido para o céu. Que erro lastimável! Como são  inconscientes do fato de que tal asseveração imputa a maior injustiça e  tirania a uma Providência clemente e benévola! Como poderia Deus – uma  vez que o Sol da beleza de Jesus havia desaparecido da vista do Seu povo  e ascendido para o quarto céu – fazer desaparecer também Seu Livro  Sagrado, Seu maior testemunho entre Suas criaturas? Que restaria como  esteio desse povo depois do ocaso do Sol de Jesus até o nascer do Sol da  Era Maometana? Que lei seria seu apoio e guia? Como se poderia fazer  esse povo vítima da ira vingativa de Deus, o Vingador onipotente? Como  poderia o Rei celestial afligi-lo com o açoite da punição? E, acima de  tudo, como seria possível fazer para o fluxo da graça do Todo-Generoso, e  aquietar o oceano da Sua terna compaixão? Refugiamo-nos em Deus, para  que nos proteja daquilo que Suas criaturas sobre Ele têm imaginado!  Excelso é Ele acima da compreensão que elas possuem!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estimado amigo! Agora, ao romper da luz da eterna Manhã de Deus,  quando o esplendor de Suas santas palavras: “Deus é a luz dos céus e da  terra” (63) está iluminando toda a humanidade; quando Sua sagrada  declaração: “Deus quis aperfeiçoar Sua luz” (64) proclama inviolável Seu  tabernáculo; e quando a Mão da Onipotência, dando testemunho de que:  “Em Suas Mãos Ele segura o reino de todas as coisas” se estende a todos  os povos e raças da terra, cumpre-nos fazer o máximo esforço para que,  porventura, através da graça e bondade de Deus, possamos entrar na  Cidade celestial de “Em verdade, somos de Deus” e permanecer na excelsa  morada de: “E a Ele regressamos”. Incumbe-te, pela permissão de Deus,  purificar das coisas do mundo a vista do teu coração, de modo a poderes  compreender a infinitude do conhecimento divino e discernir a Verdade  tão claramente que não precisarás de prova para demonstrar Sua  realidade, nem de evidência alguma para corroborar Seu testemunho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ó tu que buscas com afeto! Se voasses no santo domínio do espírito,  haverias de reconhecer Deus manifesto e elevado acima de todas as  coisas, de tal modo que pelos teus olhos ninguém seria visto senão Ele.  “Deus estava só; não havia outro além d´Ele.” Tão elevado é esse grau,  que testemunho algum o pode confirmar, nem qualquer evidência fazer jus à  sua verdade. Se explorasses o sagrado domínio da verdade, descobririas  que todas as coisas se conhecem somente à luz do Seu reconhecimento;  saberias que Ele sempre foi – e para sempre continuará a ser – conhecido  através de Si próprio. E se habitas na terra do testemunho, contenta-te  com aquilo que Ele mesmo revelou: “Não lhes basta havermos feito descer  a Ti, o Livro?” (65) É este o testemunho que Ele próprio ordenou; maior  prova que esta não há, nem haverá jamais: “Esta prova é Sua Palavra;  Seu próprio Ser, o testemunho de Sua verdade.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora pedimos ao povo do Bayán, a todos os eruditos, sábios,  sacerdotes e testemunhas entre eles, que não se esqueçam dos desejos e  admoestações revelados em seu Livro. Que eles, em todos os tempos, fixem  o olhar nas coisas essenciais de Sua Causa, para evitar que – quando se  manifestar Aquele que é a Quinta-essência da verdade, a Realidade mais  íntima de todas as coisas e a Fonte de toda a luz – eles se prendam a  certas passagens do Livro e Lhe inflijam o que se infligiu na Era do  Alcorão. Pois, em verdade, poderoso é Ele, Rei de onipotência divina,  para extinguir com apenas uma letra de Suas palavras maravilhosas, o  alento da vida em todo o Bayán e seu povo e, com apenas uma letra,  conceder-lhe uma vida nova e sempiterna e fazê-lo apressar-se para sair  dos sepulcros dos seus desejos vãos e egoístas. Sede atentos e  vigilantes; e lembrai-vos de que todas as coisa atingem sua consumação  ao crerem n´Ele, ao alcançarem Seu dia e elevarem-se à Sua Divina  Presença. “Não há piedade em voltardes vossa face para o este ou para o  oeste; piedoso, sim, é aquele que crê em Deus e no Último Dia.” (66) Daí  ouvidos, ó povos do Bayán, à verdade a que Nós vos admoestamos, para  que vos possais abrigar, porventura, à sombra que se estende sobre toda a  humanidade no Dia de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;FIM DA PRIMEIRA PARTE&lt;br /&gt;SEGUNDA PARTE&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veramente, Aquele Que é o Sol da Verdade e o Revelador do Ser  Supremo, possui inquestionável soberania, em todos os tempos, sobre tudo  o que está no céu e sobre a terra, embora se não encontre na terra  homem algum que Lhe obedeça. Ele, em verdade, é independente de todo o  domínio terreno, ainda que esteja desprovido de tudo. Assim Nós te  revelamos os mistérios da Causa de Deus e te conferimos as jóias da  sabedoria divina, a fim de poderes voar, porventura, com as asas da  renúncia, para aquelas alturas veladas aos olhos dos homens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A significação e o propósito essencial implícito nessas palavras  consistem em revelar e demonstrar, aos puros de coração e santificados  de espírito, que Aqueles que são os Luminares da verdade e os Espelhos  que refletem a luz da Divina Unidade – em qualquer época ou ciclo em que  sejam enviados de suas moradas invisíveis de glória antiga e desçam  para este mundo, a fim de educar as almas dos homens e conceder graça a   todas as coisas criadas – são dotados, invariavelmente, de predominante  poder e investidos de uma soberania invencível. Pois essas Jóias  ocultas, esses Tesouros invisíveis, em si mesmos, manifestam e sustentam  a realidade destas santas palavras: “Em verdade, Deus faz qualquer  coisa que queira e ordena o que Lhe apraz.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É evidente a todo coração iluminado e possuidor de discernimento, que  Deus, a Essência incognoscível, o Ser Divino, é imensamente elevado  além de todos os atributos humanos, tais como existência corpórea,  ascensão e descida, saída e regresso. Longe esteja de Sua glória que a  língua humana celebre adequadamente Seu louvor, ou o coração humano  compreenda Seu insondável mistério. Ele está, e sempre esteve, velado na  eternidade antiga de Sua Essência, e permanecerá em Sua Realidade, para  todo o sempre, escondido da vista dos homens. “Nenhuma visão O abrange,  mas Ele abrange toda a visão; Ele é o Sutil, Aquele que a tudo  percebe.” (1) Nenhum laço de relação direta pode, em absoluto, ligá-Lo  às Suas criaturas. Ele se mantém elevado além e acima de toda separação e  união, toda proximidade e todo afastamento. Nenhum sinal pode indicar  Sua presença ou Sua ausência; já que foi por uma palavra de Seu mando  que todos no céu e na terra vieram a existir, e pelo Seu desejo – o qual  é a própria Vontade Primaz – que todos emergiram do nada absoluto e  entraram no reino da existência, no mundo das coisas visíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus bondoso! Como poderia se conceber uma relação ou conexão  existente entre Sua Palavra e aqueles que foram por ela criados? O  versículo: “Deus adverte que vos acauteleis d´Ele Mesmo” (2) dá  evidência inequívoca da realidade de Nosso argumento, e as palavras:  “Deus estava só; ninguém havia além d´Ele” são um testemunho seguro de  sua verdade. Todos os Profetas de Deus e Seus Eleitos, todos os  sacerdotes, eruditos e sábios de toda geração reconhecem unanimemente  sua própria incapacidade de atingir à compreensão daquela  Quinta-Essência de toda a verdade, e se confessam impotentes para  abranger Aquele que é a mais íntima Realidade de todas as coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estando a porta do conhecimento do Ancião dos Dias assim fechada ante  a face de todos os seres, determinou Aquele Que é a Fonte da graça  infinita – segundo Suas palavras: “Sua graça transcendeu todas as  coisas; Minha graça abarcou a todos” – que aparecessem do reino do  espírito, aquelas luminosas Jóias da Santidade na nobre forma do templo  humano, manifestando-se a todos os homens, para que dessem ao mundo o  conhecimento dos mistérios do Ser imutável e relatassem as sutilezas de  Sua Essência imperecedoura. Esses Espelhos santificados, essas Auroras  da glória antiga, são – cada um e todos – os Expoentes na terra d´Aquele  Que é o Orbe central do universo, sua Essência e seu Propósito final.  D´Ele recebem o conhecimento e o poder; d´Ele derivam a soberania. A  formosura que lhes adorna o semblante é apenas um reflexo de Sua imagem e  o que revelam, um sinal de Sua glória imorredoura. São os Tesouros do  conhecimento divino e os Repositórios da sabedoria celestial. Por eles é  transmitida uma graça que é infinita, e revelada a luz que jamais se  esvairá. Assim mesmo como Ele disse: “Não há distinção alguma entre Ti e  Eles, exceto que Eles são Teus servos e criados por Ti.” Eis o que  significa a tradição: “Eu sou Ele, Ele mesmo, e Ele Eu, Eu mesmo.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diversas e numerosas são as tradições e as asserções que se referem  diretamente ao Nosso tema; deixamos de citá-las por motivo de brevidade.  Ainda mais, qualquer coisa que esteja nos céus e qualquer coisa que  esteja sobre a terra, é evidência direta da revelação, no seu imo, dos  atributos e nomes de Deus, já que dentro de cada átomo estão encerrados  os sinais que dão eloqüente testemunho da revelação daquela mais  grandiosa Luz. Se não fosse a potência dessa revelação, jamais poderia  existir, parece-me, ser algum. Como são resplandecentes os luminares de  conhecimento que brilham num átomo e vastos os oceanos de sabedoria que  se encapelam dentro de uma gota! Em grau supremo é isso verdade no caso  do homem, pois ele dentre todas as coisas criadas, foi adornado com as  vestes desses dons e só a ele se concedeu a glória de tal distinção.  Todos os atributos e nomes de Deus nele se revelam, potencialmente, num  grau mais excedido por qualquer outro ser criado. Todos esses nomes e  atributos lhe são aplicáveis. Assim mesmo como Ele disse: “O homem é Meu  mistério, e Eu sou seu mistério.” Numerosos e variados são os  versículos revelados, repetidamente, em todos os Livros celestiais e nas  Sagradas Escrituras, que tratam desse tema, o mais sutil e elevado.  Assim mesmo como Ele revelou: “Nós seguramente mostrar-lhes-emos os  Nossos sinais no mundo e dentro deles mesmos.” (3) E diz Ele ainda: “E  também dentro de vós mesmos: não quereis então ver os sinais de Deus?”  (4) E ainda outra vez Ele revela: “E não sejais semelhantes àqueles que  se esquecem de Deus e a quem Ele, por isso, fez esquecerem-se de si  mesmos.” (5) Com referência a isso, Aquele que é o Rei eterno – que as  almas de todos os que habitam no Tabernáculo místico Lhe sejam  oferecidas em holocausto – disse: “Quem tiver conhecido a si próprio,  terá conhecido a Deus.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus é Minha testemunha, ó estimado e honrado amigo! Se ponderasses  no coração estas palavras, haverias certamente de encontrar as portas da  sabedoria divina e do infinito conhecimento abertas de par em par, ante  a tua face.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do que se tem dito, torna-se claro que todas as coisas, em sua mais  íntima realidade, evidenciam a revelação dos nomes e atributos de Deus  dentro de si mesmas. Cada uma, de acordo com sua capacidade, indica e  expressa o conhecimento de Deus. Esta revelação é tão potente e tão  universal que abrangeu todas as coisas, visíveis e invisíveis. Assim Ele  revelou: “Possui alguma coisa além de Ti um poder de revelação por Ti  não possuído, de modo que ela Te possa ter manifestado? Cegos são os  olhos que não Te percebem.” De igual modo falou o Rei eterno: “Nenhuma  coisa tenho percebido, sem que eu percebesse Deus dentro dela, Deus  antes dela, ou Deus depois dela.” Também na tradição de Kumayl está  escrito: “Eis aí, resplandeceu uma luz na Manhã da eternidade, e ei-la!  suas ondas penetraram a mais íntima realidade de todos os homens.” O  homem – de todas as coisas criadas, a mais nobre e perfeita – excede a  todas na intensidade desta revelação e é uma expressão mais completa de  sua glória. E dentre todos os homens, os mais perfeitos, os que mais se  distinguem, os excelsos, são os Manifestantes do Sol da Verdade. Ainda  mais, todos os outros, além dos Manifestantes, vivem pela operação da  Vontade deles, existem e movem-se através das emanações de sua graça.  “Se não fosses Tu, Eu não teria criado os céus.” Mais que isto, todos em  sua santa presença se esvaem, se tornam simplesmente nada, uma coisa  esquecida. Língua humana jamais poderá cantar, de um modo digno, os seus  louvores, nem as palavras humanas terão o poder de desvendar seu  mistério. Estes Tabernáculos de santidade, estes Espelhos primazes que  refletem a luz da glória perene, são apenas expressões d´Aquele que é o  Invisível dos Invisíveis. Pela revelação destas Jóias de virtude divina,  manifestam-se todos os nomes e atributos de Deus, tais como poder e  conhecimento, majestade e domínio, misericórdia e sabedoria, glória,  generosidade e clemência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes atributos de Deus não são e nunca foram concedidos  especialmente a certos Profetas e negados a outros. Não, todos os  Profetas de Deus, Seus favorecidos, santos e escolhidos Mensageiros,  são, sem exceção, os portadores de Seus nomes e incorporam Seus  atributos. Diferem somente na intensidade de suas revelações, na  potência comparativa de sua luz. Assim mesmo como Ele revelou: “A alguns  dos Apóstolos Nós fizemos exceder a outros.” (6) Está, pois, claro e  evidente que, dentro dos tabernáculos destes Profetas e Eleitos de Deus  se reflete a luz dos Seus nomes infinitos e atributos excelsos, ainda  que a luz de alguns destes atributos talvez não seja revelada por estes  Templos luminosos, exteriormente, aos olhos dos homens. Por não haverem  estas Essências do Desprendimento manifestado, aparentemente, certo  atributo de Deus, não se deve inferir, em absoluto, que estas Auroras de  Seus atributos, os Tesouros de Seus santos nomes, realmente não o  tivessem possuído. Assim, pois, todas estas Almas iluminadas, estes  belos Semblantes, foram dotados de todos os atributos de Deus, tais como  a soberania, o domínio, e outros semelhantes, embora fossem,  aparentemente, privados de toda majestade terrena. Aos olhos que  discernem, isto é evidente e manifesto; não exige argumento ou prova.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, já que os povos do mundo não se dirigiram às Fontes luminosas,  cristalinas, do conhecimento divino, em busca do sentido interior das  santas palavras de Deus, por isso languesceram, aflitos e sequiosos no  vale da vã fantasia e da desobediência. Desviaram-se muito das águas  frescas que aliviam a sede e juntaram-se ao redor do sal que arde  amargamente. Referindo-se a eles, disse o Pombo da Eternidade: “E se  virem o caminho da retidão, não o tomarão para seu caminho; mas se virem  o caminho do erro, para si o tomarão. E isso porque consideraram  mentiras os Nossos sinais e os desprezaram.” (7)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso é testificado por aquilo que se já viu nesta Era maravilhosa e  sublime. Miríades de sagrados versículos desceram do céu do poder e da  graça, mas ninguém para eles se voltou, tampouco pessoa alguma deixou de  se prender àquelas palavras dos homens, das quais nenhuma letra é  compreendida por aqueles que as pronunciaram. Por esta razão tem o povo  duvidado das verdades incontestáveis, tais como estas, e se privado do  Ridván do conhecimento divino e dos prados eternos da sabedoria  celestial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora, voltando a Nosso argumento relativo à seguinte pergunta:  Como é que a soberania do Qá´im, afirmada no texto das tradições  registradas e transmitida pelas estrelas brilhantes da Era Maometana,  nem no mínimo grau, se manifestou? De fato, sucedeu o contrário. Não  foram Seus discípulos e companheiros afligidos pelos homens? Não são  eles ainda as vítimas da violenta oposição de seus inimigos? Não levam  hoje a vida de mortais rebaixados e sem poder? Sim, a soberania  atribuída ao Qá´im e mencionada nas Escrituras, é um fato, a verdade do  qual ninguém pode duvidar. Essa soberania, porém, não é aquela que as  mentes dos homens têm, falsamente, imaginado. Além disso, os Profetas da  antiguidade – todos sem exceção – sempre que anunciavam ao povo de seu  tempo o advento da Revelação vindoura, referiam-se invariável e  especificamente àquela soberania da qual o prometido Manifestante  haveria de ser investido. As Escrituras do passado atestam isso. Essa  soberania não foi atribuída única e exclusivamente ao Qá´im. Não, o  atributo da soberania e todos os outros nomes e qualidades de Deus  sempre foram e serão concedidos a todos os Seus Manifestantes, antes  d´Ele, e também depois, visto que estes Manifestantes, como já foi  explicado, incorporam os atributos de Deus, o Invisível, e são os  Reveladores dos mistérios divinos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, por soberania se entende o poder que a tudo abarca, a  tudo penetra, e que é exercido inerentemente pelo Qá´im, quer apareça ao  mundo ou não, adornado com a majestade do domínio terreno. Depende  isso, tão somente, da vontade e do beneplácito do próprio Qá´im.  Reconhecereis prontamente que os termos soberania, riqueza, vida, morte,  juízo e ressurreição, mencionados nas Escrituras do passado, não são o  que essa geração concede e futilmente imagina. Não, por soberania se  quer dizer aquela soberania que em cada era reside dentro da pessoa do  Manifestante – o Sol da Verdade – e é por Ele exercida. Tal soberania é a  ascendência espiritual que Ele exerce no máximo grau, sobre tudo o que  está no céu e na terra, soberania essa que, no devido tempo, se revela  ao mundo em proporção direta à sua capacidade e receptividade  espiritual, assim como a soberania de Maomé, o Mensageiro de Deus, está  hoje evidente e manifesta entre o povo. Bem sabeis o que aconteceu à Sua  Fé nos primeiros dias de Sua Era. Que sofrimentos lastimáveis infligiu a  mão dos infiéis e errados – os sacerdotes daquela era e seus seguidores  – àquela Essência espiritual, àquele puríssimo e santo Ser! Quão  abundantes os espinhos que Lhe espargiram no caminho! Evidentemente,  aquela geração vil, em sua fantasia perversa e satânica, pensava que  toda ofensa àquele Ser imortal fosse um meio de atingir uma felicidade  imperecível; desde que os reconhecidos sacerdotes daquela era, tais como  ´Abdu´lláh-i-Ubayy, Abú´Ámir, o eremita, Ka´b-Ibn-i-Ashraf, e  Nadr-Ibn-i-Hárith, todos, O trataram como impostor e O pronunciaram um  lunático e caluniador. Fizeram contra Ele tão penosas acusações que, ao  querermos relatá-las, Deus proíbe que a tinta corra, que Nossa pena se  mova, ou a página as suporte. Essas imputações maliciosas provocaram o  povo a levantar-se e atormentá-Lo. E quão feroz é esse tormento quando  os sacerdotes do tempo são os instigadores principais, quando estes O  denunciam a seus adeptos, O expulsam do seu meio e O declaram um ímpio!  Não sucedeu o mesmo a este Servo, e não foi testemunhado por todos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por esta razão Maomé exclamou: “Nenhum Profeta de Deus sofreu tanta  injúria quanto Eu tenho sofrido.” E no Alcorão estão registradas todas  as calúnias e repreensões pronunciadas contra Ele, como também todas as  aflições que sofreu. Procurai este Livro, a fim de que possais, talvez,  vos informar daquilo que aconteceu à Sua Revelação. Tão aflitiva era Sua  situação que, por algum tempo, todos deixaram de ter contato com Ele e  Seus companheiros. Qualquer um que a Ele se associasse caía vítima da  implacável crueldade de Seus inimigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre esse ponto citaremos apenas um versículo daquele Livro. Se o  observares com olhos discernentes, lamentarás e deplorarás, durante  todos os dias restantes de tua vida, a injúria a Maomé, àquele tão  ultrajado e oprimido Mensageiro de Deus. Revelou-se esse versículo num  tempo em que Maomé languescia, fatigado e aflito sob o peso da oposição e  do tormento incessante por parte do povo. Em meio à Sua angústia, a Voz  de Gabriel, chamando do Sadratu´l-Muntahá, fez-se ouvir, dizendo: “Mas  se sua oposição Te for penosa – se puderes, busca uma abertura para  dentro da terra, ou uma escada para o céu.” (8) Estas palavras  significaram que Seu caso não tinha remédio, que d´Ele o povo não  haveria de deter as mãos, a não ser que Ele se escondesse nas  profundezas da terra ou alçasse vôo para o céu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considera tu, como é grande a transformação, hoje! Vê quantos  soberanos se ajoelham ante Seu Nome! Quão numerosos os povos e reinos  que têm buscado abrigo à Sua sombra, que prestam lealdade à Sua Fé, e  disso se orgulham! Do alto do púlpito ascendem hoje as palavras de  louvor que, em completa humildade, glorificam Seu Nome abençoado; e das  alturas dos minaretes ressoa o chamado que convoca a assembléia de Seu  povo a adorá-Lo. Até aqueles reis da terra que recusaram abraçar Sua Fé e  tirar as vestes da descrença, confessam, no entanto, e reconhecem a  grandeza e a inexcedível majestade daquele Sol de benevolência. Tal é  Sua soberania terrena, da qual tu vês, de todos os lados, as evidências.  Essa soberania há forçosamente de ser revelada e estabelecida, quer  seja durante a vida de cada Manifestante de Deus, quer depois de haver  Ele ascendido à Sua verdadeira morada nos domínios do além. O que hoje  vês é apenas uma confirmação desta verdade. A ascendência espiritual,  porém, à qual se queria referir, primeiramente, reside dentro d´Eles e a  Seu redor se move, de eternidade à eternidade. D´Eles nem por um  momento sequer, pode ser divorciada. Seu domínio abrange tudo o que está  no céu e na terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O seguinte comprova a soberania exercida por Maomé, o Sol da Verdade.  Não ouviste dizer que Ele, com um simples versículo, separou a luz da  escuridão, os retos dos ímpios, e os fiéis dos infiéis? Todos os sinais e  alusões no tocante ao Dia do Juízo, os quais já ouviste, tais como a  ressurreição dos mortos, o Dia do Julgamento, o Juízo Final e outros,  tornaram-se manifestos, ao ser revelado esse versículo. Essas palavras  reveladas foram uma bênção para os justos, que, ao ouvi-las, exclamaram:  “Ó Deus, nosso Senhor, ouvimos e obedecemos.” Foram uma maldição para o  povo da iniqüidade, o qual, ao ouvi-las, afirmou: “Ouvimos e nos  rebelamos.” Essas palavras, aguçadas como a espada de Deus, separaram os  fiéis dos infiéis, e apartaram do pai o filho. Já viste, seguramente,  como aqueles que n´Ele confessaram sua fé e aqueles que O rejeitaram,  guerrearam entre si e ambicionaram a propriedade uns dos outros. Quantos  pais se alienaram dos filhos; quantos que amavam abandonaram o objeto  de seu amor! Tão implacavelmente cortante foi essa maravilhosa espada de  Deus, que rompeu todo laço! Por outro lado, que consideres o poder de  unir que Sua Palavra exerce. Observa como aqueles em cujo meio o satã do  ego desde anos lançara as sementes da malícia e do ódio, atingiram tal  harmonia e união, através de sua lealdade a essa maravilhosa Revelação,  que pareciam haver nascido do mesmo ventre. Tal é a força unificadora da  Palavra de Deus, que liga os corações daqueles que renunciaram tudo,  salvo a Ele, acreditaram em Seus sinais e beberam do Kawthar da santa  graça de Deus, oferecido pela Mão da glória. Além disso, como são  numerosos aqueles povos, de crenças diversas, de credos contraditórios e  temperamentos opostos, que, através da fragrância ressuscitadora da  Primavera Divina, emanada do Ridván de Deus, se adornaram com as novas  vestes da Unidade divina e sorveram do cálix de Sua unicidade!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso é o que significam as conhecidas palavras: “O lobo e o carneiro  pastarão juntos.” (9) Vede a ignorância e a insensatez daqueles que,  semelhantes às nações antigas, esperam ainda ver o tempo em que esses  animais se apascentem na mesma pastagem! Tão obscurecido é seu estado.  Nunca, parece-me, seus lábios tocaram o cálice da compreensão, nem seus  pés trilharam o caminho da justiça. Além disso, de que proveito seria ao  mundo, se sucedesse tal coisa? Bem disse Ele a seu respeito: “Corações  eles os têm, com os quais não compreendem, e olhos, com os quais não  vêem!” (10)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considerai: só com este versículo que emanou do céu da Vontade de  Deus, o mundo e tudo o que nele existe foi chamado para Lhe prestar  contas. De todo aquele que confessou Sua verdade e para Ele se volveu,  as boas ações foram consideradas como excedentes às más e todos os  pecados lhe foram remidos e perdoados. Assim se torna manifesta a  verdade destas palavras a Ele referentes: “Veloz é Ele em julgar.” Assim  Deus transforma a iniqüidade em retidão – fosseis vós explorar os  reinos do conhecimento divino e sondar os mistérios de Sua sabedoria.  Semelhantemente, qualquer um que participasse do cálix do amor, obteve  seu quinhão do oceano da graça eterna na vida de fé – vida celestial e  sempiterna. Quem rejeitou esse cálix, porém, foi condenado à morte  eterna. Pelos termos “vida” e “morte” mencionados nas Escrituras,  entende-se a vida de fé e a morte que é a descrença. O povo em geral,  não podendo compreender o sentido destas palavras, rejeitou e desprezou a  pessoa do Manifestante, privando-se da luz de Sua orientação divina e  recusando seguir o exemplo daquela Beleza imortal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a luz da Revelação Alcoranista se acendeu no recesso do santo  coração de Maomé, Ele pronunciou sobre o povo a sentença do Último Dia, a  sentença da ressurreição, do juízo, da vida e da morte. Com isso se  levantaram os estandartes da revolta e as portas do escárneo abriram-se.  Assim Ele, o Espírito de Deus, registrou as palavras dos infiéis: “E se  disseres: - Após a morte vós, seguramente, sereis ressuscitados -, os  infiéis por certo exclamarão: - Isso nada mais é que magia manifesta. –“  (11) Diz Ele outra vez: “Se tu alguma vez admirares, admiráveis são, de  certo, as palavras deles: - Como! Depois de sermos reduzidos a pó,  seremos restaurados em uma nova criação? –“ (12) Assim exclama Ele, com  ira, em outra passagem: “Estamos Nós fatigados com a primeira criação?  Eles, no entanto, têm dúvida sobre uma criação nova!” (13)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por haverem os comentadores do Alcorão e aqueles que o seguem à  letra, interpretado erradamente o sentido interior das palavras de Deus,  e por não terem podido perceber seu propósito essencial, tentaram  demonstrar que, segundo as regras gramaticais, quando o termo “idhá”  (que significa “se” ou “quando”) precede o tempo passado, se refere  invariavelmente ao futuro. Mais tarde ficaram seriamente embaraçados ao  tentarem explicar aqueles versículos do Livro em que esse termo não  aparece. Assim mesmo como Ele revelou: “E houve um som de trombeta – Oh!  É o Dia que ameaçava nos sobrevir! E cada alma é chamada para o  julgamento – e com ela um impulsor e uma testemunha.” (14) Ao explicarem  este versículo e outros semelhantes, sustentaram em alguns casos que se  devia inferir o termo “idhá”. Em outros casos, eles argüiram futilmente  que, por ser inevitável o Dia do Juízo, se referia a ele como sendo um  acontecimento passado em vez de futuro. Que vãos seus sofismas! E  lastimável sua cegueira! Recusam-se a reconhecer o som de trombeta que  se fez ouvir tão explicitamente nesse texto, através da revelação de  Maomé. Privam-se do Divino Espírito regenerador que nele soprou e  estultamente esperam ouvir o som de trombeta do Serafim de Deus, daquele  que é apenas um de Seus servos! Pelas próprias palavras de Maomé, não  foi ordenado mesmo ao Serafim, o anjo do Dia do Juízo, bem como aos  outros que lhe eram semelhantes? Dize: Como! Quereis dar aquilo que é  para vosso bem em troca daquilo que é mau? Desprezível é aquilo que vós  falsamente trocastes! Certamente, sois um povo mau, que sofreu uma perda  lastimável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, “trombeta” significa o toque de trombeta que foi a Revelação de  Maomé, soando no coração do universo, e a “ressurreição” quer dizer Seu  próprio aparecimento com o fim de proclamar a Causa de Deus. Ele ordenou  aos iníquos e refratários que se levantassem e se apressassem para sair  dos sepulcros que eram seus corpos; Ele os adornou com as belas vestes  da fé e os ressuscitou com o alento de uma vida nova e maravilhosa.  Assim na hora em que Maomé, aquele Ser de beleza divina, intentou  desvendar um dos mistérios ocultos nos termos simbólicos “ressurreição”,  “juízo”, “paraíso” e “inferno”, ouviu-se Gabriel, a Voz da Inspiração,  dizer: “Breve sacudirão eles as cabeças perante Ti, dizendo: - Quando  será isso? – Dize: - Talvez esteja próximo. –“ (15) As inferências a  serem tiradas só deste versículo seriam suficientes para os povos do  mundo, se o ponderassem nos corações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus bondoso! Quanto esse povo se desviou do caminho de Deus! Embora o  Dia da Ressurreição tivesse amanhecido através da Revelação de Maomé e  Sua luz e Seus sinais tivessem cingido a terra e tudo o que nela está,  esse povo, não obstante, d´Ele zombou, submeteu-se àqueles ídolos que os  sacerdotes do tempo, em sua vã e fútil fantasia, haviam concebido, e se  privou da luz da graça celestial e dos copiosos favores divinos. Sim, o  besouro vil nunca poderá perceber a fragrância da santidade, nem o  morcego das trevas encarar jamais o esplendor do sol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tais coisas têm sucedido nos dias de cada um dos Manifestantes de  Deus. Assim como disse Jesus: “Importa-vos nascer outra vez.” (16) E  ainda: “Quem não renascer da água e do Espírito Santo, não poderá entrar  no Reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido  do Espírito é espírito.” (16-A) O intuito destas palavras é que, em cada  era, quem nasce do Espírito e se vivifica pelo alento do Manifestante  da Santidade, é, em verdade, dos que atingiram a “vida” e a  “ressurreição”, e entraram no “paraíso” do amor de Deus. E quem quer que  não seja desses, é condenado à “morte” e “privação”, ao “fogo” da  descrença e à “ira” de Deus. Em todos os livros, em todas as Escrituras e  crônicas, a sentença de morte, de fogo, de cegueira, de falta de  compreensão e de surdez, foi pronunciada contra aqueles cujos lábios não  provaram a taça etérea do verdadeiro conhecimento e cujos corações  foram privados da graça do Espírito Santo em seu tempo. Assim mesmo como  foi anteriormente registrado: “Corações eles os têm, com os quais não  compreendem.” (16-B)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outra passagem do Evangelho está escrito: “E aconteceu que, certo  dia, morrera o pai de um dos discípulos de Jesus. Esse discípulo,  relatando a Jesus a morte do pai, pediu que lhe fosse permitido ir  enterrá-lo. Com isso respondeu Jesus, aquela Essência do Desprendimento,  dizendo: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos.” (16-C)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De modo semelhante, foram a ´Alí, Comandante dos Fiéis, dois homens  de Kúfih. Um possuía uma casa e desejava vendê-la; o outro seria o  comprador. Haviam combinado que se realizasse a transação e escrevesse o  contrato com o conhecimento de ´Alí. Este, o expoente da lei de Deus,  dirigindo-se ao escrivão, disse: “Escreve: - Um morto comprou de outro  morto uma casa. Essa casa está demarcada por quatro limites. Um se  estende em direção ao túmulo, outro para o arco do sepulcro, o terceiro  para o Sirát, e o quarto limite, ou para o Paraíso, ou para o inferno.  –“ Reflete: se essas duas almas tivessem sido ressuscitadas pelo toque  de trombeta de ´Alí, e, através do poder de Seu amor se tivessem  levantado do sepulcro do erro, não se haveria pronunciado contra elas,  certamente, a sentença de morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em cada era e século, os Profetas de Deus e Seus eleitos não tiveram  outro objetivo senão o de afirmar o sentido espiritual dos termos  “vida”, “ressurreição” e “juízo”. Se se ponderar no coração, apenas por  pouco tempo, essa afirmação de ´Alí, se haverá, seguramente, de  descobrir todos os mistérios ocultos nos termos “túmulo”, “sepulcro”,  “sirát”, “paraíso”, e “inferno”. Mas oh! que estranho e lastimável! Vê,  todo o povo está aprisionado dentro do túmulo do ego e jaz enterrado nas  ínfimas profundezas do desejo mundano! Fosse tu atingir uma simples  gota de orvalho das águas cristalinas do conhecimento divino, haverias  de compreender, prontamente, que a vida verdadeira não é a vida da  carne, mas sim, a do espírito. Pois a vida da carne é comum aos homens e  animais, enquanto que a do espírito é possuída somente pelos puros de  coração, por aqueles que sorveram do oceano da fé e participaram do  fruto da certeza. Essa vida não conhece morte alguma; essa existência é  coroada pela imortalidade. Assim mesmo como se disse: “Quem é um crente  verdadeiro, vive em ambos os mundos, neste e no vindouro.” Se por “vida”  se entende a vida terrena, evidentemente, a morte há de alcançá-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outrossim, todas as Escrituras dão testemunho desta verdade sublime,  desta palavra excelsa. Além disso, este versículo do Alcorão, revelado a  respeito de Hamzih, “Príncipe dos Mártires” (17) , e Abú-Jahl, é  evidência luminosa e prova segura, da verdade de Nossas palavras:  “Deverá o morto, que Nós temos vivificado e para quem ordenamos uma luz  pela qual pudesse andar entre os homens, ser igual àquele cuja  semelhança está na escuridão, donde ele não quer sair?” (17-A) Este  versículo baixou do céu da Vontade Primaz, num tempo em que Hamzih já  vestira o sagrado manto da fé e Abú-Jahl se tornara implacável em sua  oposição e descrença. Do Manancial da onipotência e da Fonte da  santidade eterna, veio o juízo que conferiu a Hamzih a vida eterna e  condenou Abú-Jahl a castigo perpétuo. Foi isso o sinal que fez arderem  os fogos da descrença com a mais intensa chama no coração dos infiéis, e  os instigou a repudiar abertamente Sua verdade. Clamaram em altas  vozes: “Quando foi que Hamzih morreu? Quando ressuscitou? A que hora se  lhe concedeu tal vida?” Por que não compreenderam o sentido dessas  nobres palavras, nem procuraram ser esclarecidos pelos autorizados  expositores da Fé – para que estes lhes pudessem conceder umas gotas do  Kawthar do conhecimento divino – por isso, se acenderam tais fogos  daninhos entre os homens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tu vês hoje como, apesar do radiante esplendor do Sol do  conhecimento, todos os homens, sejam de alto grau ou humildes, se  prendem aos caminhos daquelas desprezíveis manifestações do Príncipe da  Treva, a elas recorrendo continuamente para que sejam auxiliados no  desenredar dos pontos intrincados de sua Fé, e delas recebendo, por  falta de conhecimento, somente respostas que de modo algum lhes possam  prejudicar a fama e fortuna. É claro que aquelas almas, vis e miseráveis  como o próprio besouro, nenhum quinhão tiveram na brisa almiscarada da  eternidade e nunca entraram no Ridván do deleite celestial. Como, pois,  podem conceder aos outros a imperecível fragrância da santidade? Tal é  seu modo e assim continuará sendo para sempre. Só atingirá o  conhecimento da  Palavra de Deus, quem a Ele se tiver dirigido,  repudiando as manifestações de Satanás. Assim Deus reafirmou a lei do  dia de Sua Revelação e a inscreveu com a pena do poder sobre a Epístola  mística, encoberta pelo véu da glória celestial. Se atentasses para  essas palavras, se ponderasses no coração seu sentido exterior bem como o  interior, compreenderias o que significam todos os problemas obscuros  que, neste dia, se tornaram barreiras insuperáveis entre os homens e o  conhecimento do Dia do Juízo. Não mais, então, terás perguntas para te  confundir. Esperemos que, permitindo-o Deus, tu não regresses  privado e  sequioso ainda, da orla do oceano da graça divina, nem destituído  voltes do Santuário imperecível almejado pelo teu coração. Que seja  visto agora o resultado de tua busca e de teus esforços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando a nosso assunto: Ao expormos estas verdades, visamos  demonstrar a soberania d´Aquele que é o Rei dos reis. Sê justo: Será  superior esta soberania que, mediante uma só Palavra, manifestou tal  preponderância, tal ascendência e tão imponente majestade, ou será  superior o domínio mundano daqueles reis da terra, que, apesar de sua  solicitude pelos súditos e seu auxílio aos pobres, não podem contar  senão com uma lealdade aparente e fugaz, pois nos corações dos homens  eles não inspiram nem afeição nem respeito? Não pôde esta soberania,  através da potência de uma só palavra, dominar o mundo inteiro, animá-lo  e revivificá-lo? Como! Pode-se comparar o humilde pó da terra com  Aquele Que é o Senhor dos Senhores? Que língua se atreve a mencionar a  imensurável diferença que existe entre eles? Não! Toda comparação está  longe de atingir o sagrado santuário de Sua soberania. Fosse o homem  refletir, perceberia certamente que, até o servo em Seu limiar rege  todas as coisas criadas! Isso já se viu e futuramente se tornará  manifesto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é apenas um dos sentidos da soberania espiritual que temos  exposto de acordo com a capacidade e a receptividade do povo. Pois Ele, O  que dá impulso a todos os seres, aquele Semblante glorificado, é a  fonte de tais potências como nem este Injuriado pode revelar, nem esse  povo indigno pode compreender. Imensamente elevado é Ele acima dos  elogios que os homens fazem de Sua soberania; glorificado é Ele além  daquilo que Lhe atribuem!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora pondera isto em teu coração: Se por soberania se quisesse  dizer a soberania terrena, o domínio temporal, que implicasse na  sujeição e lealdade exterior de todos os povos e raças da terra – pela  qual Seus amados fossem enaltecidos, podendo viver em paz, e Seus  inimigos fossem rebaixados e atormentados – tal forma de soberania nem  se poderia atribuir ao próprio Deus, Fonte de todo o domínio, de Cuja  majestade e poder todas as coisas dão testemunho. Pois não verificas que  a humanidade em geral está sob o jugo de Seus inimigos? Todos não se  desviaram do caminho de Seu beneplácito? Não fizeram o que Ele proibira e  deixaram de fazer – até mais, se opuseram e repudiaram – aquelas coisas  que Ele ordenara? Não foram Seus amigos sempre vítimas da tirania de  Seus adversários? Todas essas coisas estão mais óbvias do que o  esplendor do sol do meio-dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe, pois, Ó tu que interrogas e buscas, que a soberania terrena  nenhum valor tem e nem jamais terá, aos olhos de Deus e de Seus Eleitos.  Além disso, se interpretarmos ascendência e domínio como sendo  supremacia terrena e poder temporal, quão impossível te será, assim,  explicar estes versículos: “E em verdade, Nossa hoste vencerá.” (17-B)  “Bem queriam eles extinguir a luz de Deus com suas bocas: Mas Deus quis  aperfeiçoar Sua luz, ainda que os infiéis a detestassem.” (17-C) “Ele é o  Dominante, acima de todas as coisas.” Do mesmo modo, a maior parte do  Alcorão evidencia esta verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fosse verdadeira a vã alegação dessas almas insensatas e  desprezíveis, não teriam outro recurso senão o de rejeitar todas estas  santas afirmações e alusões celestiais. Pois não se podia encontrar na  terra um guerreiro mais excelente e mais próximo de Deus do que Husayn,  filho de Áli, tão excelso e incomparável era ele. “Não havia no mundo  quem o igualasse ou lhe fosse semelhante.” No entanto, deves ter ouvido  contar o que lhe sucedeu. Que a maldição de Deus esteja sobre a cabeça  do povo da tirania! (17-D)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fosse interpretado literalmente, o versículo “E em verdade, Nossa  hoste vencerá”, é claro que não seria aplicável, de modo algum, aos  Eleitos de Deus e Suas Hostes, desde que Husayn, cujo heroísmo estava  manifesto como o sol, foi derrotado e subjugado e, finalmente, bebeu do  cálice do martírio em Karbilá, na terra de Taff. Também o sagrado  versículo “Bem queriam extinguir a luz de Deus com suas bocas: Mas Deus  quis aperfeiçoar Sua luz, ainda que os infiéis a detestassem.” Se fosse  interpretado à letra, nunca poderia corresponder à verdade. Pois, em  cada era, a luz de Deus é, aparentemente, apagada pelos povos da terra, e  as Lâmpadas de Deus por eles extinguidas. Como, então, explicar a  ascendência da soberania dessas Lâmpadas? Qual seria o significado da  potência da Vontade Divina para “aperfeiçoar Sua luz”? Segundo já se  verificou, tamanha foi a inimizade dos infiéis, que nenhum desses  Luminares divinos jamais encontrou lugar de abrigo, nem saboreou a taça  da tranqüilidade. Tão aflitivamente foram oprimidos, que o mais  insignificante dos homens infligia o que quisesse, a essas Essências da  vida. Estes sofrimentos têm sido observados e avaliados pelo povo. Como,  pois, podem tais pessoas ser capazes de compreender e explicar estas  palavras de Deus, estes versículos de glória eterna?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O intuito desses versículos, porém, não é o que imaginam. Ao  contrário, dos termos “ascendência”, “poder” e “autoridade” devemos  inferir um grau e um sentido totalmente diversos. Que consideres, por  exemplo, o poder penetrante daquelas gotas do sangue de Husayn que se  espargiram sobre a terra. Que ascendência e poder o próprio pó, através  da santidade e da eficácia daquele sangue, tem exercido sobre os corpos e  as almas dos homens! Tanto que, quando alguém buscava alívio de seus  males, ele era curado ao tocar o pó daquela terra santa, e aquele que,  querendo proteger sua propriedade, entesourava dentro de sua casa, com  fé absoluta e compreensão, um pouco dessa sagrada terra, salvaguardava  todas as possessões. São estas as manifestações exteriores de sua  potência. E se fôssemos relatar suas virtudes ocultas, eles certamente  diriam: “Ele, em verdade, considerou o pó como se fosse o Senhor dos  Senhores e abandou inteiramente a Fé Divina.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, recorda tu as circunstâncias vergonhosas que acompanharam  o martírio de Husayn. Reflete sobre sua soledade, como não foi  encontrado, aparentemente, quem o socorresse, ou quem levasse seu corpo  para enterrar. No entanto, vê como são numerosos hoje aqueles que vêm  dos mais remotos cantos da terra, trajando-se como peregrinos, em busca  do sítio de seu martírio, a fim de lá deitarem as cabeças sobre o limiar  de seu sagrado túmulo! Tal é a ascendência e tal o poder de Deus! Tal é  a glória de Seu domínio e Sua majestade!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não penses que, por haverem essas coisas sucedido após o martírio de  Husayn, toda essa glória lhe tivesse sido improfícua. Pois essa alma  santa é imortal, vive a vida de Deus e habita nas plagas da glória  celestial, sobre o Sadrih da reunião divina. Essas Essências da  existência são os brilhantes Exemplos do sacrifício. Têm oferecido e  continuarão a oferecer suas vidas, sua substância, suas almas, seus  espíritos – tudo, no caminho do Bem-Amado. Por eles, nenhuma posição,  por elevada que fosse, seria mais estimada. Pois quem ama, desejo algum  alimenta, senão o beneplácito do Amado e a nada aspira, salvo à reunião  com Ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se quiséssemos te conceder um vislumbre dos mistérios do martírio de  Husayn e te revelar seus frutos, estas páginas nunca seriam suficientes,  nem poderiam esgotar seu significado. É Nossa esperança que, Deus  querendo, a brisa da misericórdia venha a soprar e a Primavera divina  revista a árvore da existência com o manto de uma vida nova; de modo que  possamos descobrir os mistérios da Sabedoria divina e, através de Sua  Providência, nos tornar independentes do conhecimento de todas as  coisas. Não temos discernido, até agora, mais que uma mão cheia de almas  – e estas completamente destituídas de renome – que tenham atingido  esse grau. Oxalá mostre o futuro o que o Juízo de Deus haverá de ordenar  e o Tabernáculo do Seu decreto revelar. Assim te relatamos as  maravilhas da Causa de Deus e a teus ouvidos emitimos os tons da melodia  celestial, para que talvez possas alcançar o grau do verdadeiro  conhecimento e de seus frutos participar. Sabe tu, pois, com certeza,  que embora esses Luminares de majestade celestial habitem no pó, sua  verdadeira morada é o trono da glória nos reinos do além. Embora  destituídos de todas as possessões terrenas, voam, não obstante, nos  domínios das riquezas imensuráveis. E enquanto sujeitos a provações  penosas nas mãos do inimigo, estão sentados à direita do poder e da  supremacia celestial. Em meio às trevas de sua humilhação, brilha sobre  eles a luz de uma glória que não esvaece, e sobre seu estado de  desamparo, chovem os emblemas de uma soberania invencível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, Jesus, Filho de Maria, enquanto um dia sentado, proferiu, por  inspiração do Espírito Santo, palavras como estas: “Ó povo! Meu alimento  é a grama dos campos, com a qual satisfaço a fome. Meu leito é o pó;  minha lâmpada, o luar, à noite, e meu corcel, os próprios pés. Vê, quem  na terra é mais rico do que eu?” Pela justiça de Deus! Milhares de  tesouros giram em volta desta pobreza e miríades de reinos de glória  anelam tal rebaixamento! Se tu atingisses a uma gota do oceano do  sentido interior dessas palavras, abandonarias, seguramente, o mundo e  tudo o que nele está e assim como a Fênix, consumir-te-ias nas chamas do  Fogo imorredouro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semelhantemente, conta-se que, certo dia, um dos companheiros de  Sádiq em sua presença queixou-se de ser pobre. Então Sádiq – aquele Ser  de beleza imortal – respondeu: “Em verdade, tu és rico e tens bebido a  poção da riqueza.” Perplexo diante das palavras pronunciadas por aquele  Semblante luminoso, esse homem, tão aflito pela pobreza, replicou: “Onde  estão as riquezas que eu possuo – eu, que careço de uma simples moeda?”  Observou então Sádiq: “Não possues tu nosso amor?” E ele respondeu:  “Sim, possuo-o, ó tu, descendente do Profeta de Deus!” E Sádiq lhe  perguntou: “Trocarias esse amor por mil dinares?” Replicou ele: “Não,  nunca trocá-lo-ei, ainda que me sejam dados o mundo e tudo o que nele  está!” Sádiq perguntou, então: “Como se pode chamar de pobre a quem  possui tal tesouro?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa pobreza e essa riqueza, essa humilhação e essa glória, esse  domínio, poder, e coisas semelhantes, às quais se apegam os olhos e  corações dessas pessoas vãs e ineptas – tudo se esvai e se torna  simplesmente nada, naquela Corte! Assim como por Ele foi dito: “Ó  homens! Nada mais sois que indigentes que precisam de Deus; mas Deus é o  Rico, o Suficiente por Si Mesmo.” (18) Por “riqueza”, pois, se quer  dizer a independência de tudo, menos de Deus, e por “pobreza”, a falta  das coisas que a Deus pertencem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outrossim, recorda tu o dia em que os judeus, a redor de Jesus, Filho  de Maria, Lhe instavam que confessasse Sua pretensão de ser o Messias e  Profeta de Deus, a fim de que pudessem declará-Lo infiel e contra Ele  pronunciar a sentença de morte. Então levaram-No embora – Aquele que era  o Sol do céu da Revelação divina, e O entregaram a Pilatos e a Caifás,  que era o sumo sacerdote daquele tempo. Os príncipes dos sacerdotes  estavam todos reunidos no palácio como também uma multidão que se  ajuntara a fim de presenciar Seus sofrimentos, escarnecê-Lo e  injuriá-Lo. Embora O interrogassem repetidas vezes, esperando que Ele  confessasse Sua pretensão, Jesus, entretanto, guardou silêncio, nenhuma  palavra proferindo. Finalmente levantou-se um maldito de Deus e,  aproximando-se de Jesus, Lhe adjurou, dizendo: “Tu não pretendeste ser o  Divino Messias? Não disseste – Sou o Rei dos Reis, Minha Palavra é a  Palavra de Deus, e sou o Violador do Sábado -?” Então levantou Jesus a  cabeça e disse: “Não vês o Filho do Homem sentado à direita do Poder e  da Grandeza?” Foram estas Suas palavras, e consideremos, porém, como  estava Ele destituído, aparentemente, de todo poder, salvo aquele poder  interior, que era de Deus e que abrangera tudo o que existe no céu e  sobre a terra. Como posso relatar tudo o que Lhe sucedeu depois que  pronunciou essas palavras? Como descrever a conduta odiosa de que foi  alvo? Amontoaram sobre Sua abençoada Pessoa, afinal, tais angústias que  Ele alçou vôo para o quarto Céu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está escrito também no Evangelho Segundo São Lucas que, certo dia,  Jesus passou junto a um judeu enfermo de paralisia, deitado num leito.  Quando o judeu O viu, ele O reconheceu e chamou, pedindo-Lhe socorro.  Disse-lhe Jesus: “Levanta-te do teu leito; perdoados te são os teus  pecados.” Certos judeus que estavam perto, protestaram, dizendo: “Quem  pode perdoar pecados, senão Deus só?” Conhecendo logo no seu espírito  que eles pensavam desta maneira dentro de si, Jesus lhes disse: “Qual é  mais fácil? dizer ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito, e anda;  ou dizer: Os teus pecados te são perdoados? Ora, para que saibais que o  Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados.” (18-A) É esta a  soberania verdadeira; é este o poder dos Eleitos de Deus! Todas essas  coisas que temos mencionado repetidamente e os detalhes que temos citado  de diversas fontes, não têm outro propósito senão o de te tornar capaz  de compreender o significado das alusões nas palavras dos Eleitos de  Deus, para que certas palavras Suas não façam vacilarem teus pés e  desfalecer teu coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, com passos firmes, podemos trilhar o Caminho da certeza, para  que, porventura, a brisa que sopra dos prados do beneplácito de Deus nos  possa transmitir as doces fragrâncias da aprovação divina e a nós –  mortais efêmeros que somos -  fazer atingir o Reino da glória  sempiterna. Compreenderás, então, o sentido interior da soberania e  coisas semelhantes mencionadas nas tradições e escrituras. Além disso,  já te é evidente e sabido que aquelas mesmas coisas a que se atêm os  judeus e cristãos, e as cavilações que amontoaram sobre a Beleza de  Maomé, foram sustentadas nesta era pelo povo do Alcorão e vistas em suas  acusações contra o “Ponto do Bayán” – que as almas de todos os que  habitam no reino das Revelações divinas Lhe sejam oferecidas em  holocausto! Vê sua insensatez: pronunciam as mesmíssimas palavras  pronunciadas pelos judeus da antigüidade e não o sabem! Bem ditas e  verdadeiras são Suas palavras referentes a eles: “Deixa-os entreterem-se  a si mesmos com suas cavilações!” (19) “Pela Tua vida, ó Maomé!  apoderou-se deles o frenesi de suas vãs fantasias.” (20)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o Invisível, o Eterno, a Essência Divina, fez levantar-se  sobre o horizonte do conhecimento o Sol de Maomé, figurou entre as  cavilações que os sacerdotes judeus contra Ele pronunciaram, que após  Moisés nenhum Profeta seria enviado por Deus. Sim, foi mencionada nas  Escrituras uma Alma que haveria de se manifestar, de promover a Fé e  servir os interesses do povo de Moisés, para que a Lei da Era Mosaica  pudesse abranger toda a terra. Assim o Rei da glória eterna se referiu,  em Seu Livro, às palavras pronunciadas por aqueles que vagavam no vale  do afastamento e do erro: “Dizem os judeus – A mão de Deus está  encadeada. – Encadeadas estejam suas próprias mãos! E por causa daquilo  que disseram, foram amaldiçoados. Não, estendidas estão ambas as Suas  mãos!” (21) “A mão de Deus está acima de suas mãos.” (22)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora tenham os comentadores do Alcorão relatado de maneiras  diversas as circunstâncias que atenderam à revelação deste versículo, tu  te deves esforçar, no entanto, por compreender seu intuito. Diz Ele:  Como é falso aquilo que os judeus têm imaginado! Como pode a mão  d´Aquele que é em verdade o Rei, que fez manifestar-se o semblante de  Moisés e Lhe conferiu o manto de Profeta – como pode estar encadeada e  agrilhoada a mão de tal Ser? Como seria concebível que a Ele faltasse o  poder de fazer surgir outro Mensageiro após Moisés? Vê como é absurdo o  que dizem; quanto sua afirmação se desviou do caminho do conhecimento e  da compreensão! Observa tu como, neste tempo também, todas essas pessoas  se têm ocupado com coisas igualmente tolas e absurdas. Há mais de mil  anos recitam esse versículo e pronunciam sua censura contra os judeus,  completamente inconscientes de que elas mesmas, tanto aberta como  secretamente, estão expressando os sentimentos e as crenças do povo  judaico. Deves conhecer seu vão argumento de que haja terminado toda a  Revelação, estando fechados os portais da Misericórdia Divina; que não  mais se levantará um sol dos alvoreceres da santidade eterna; que o  oceano da perene generosidade se tenha aquietado para sempre e os  Mensageiros de Deus tenham deixado de se manifestar do Tabernáculo da  glória antiga. A tal ponto é falho o entendimento dessas pessoas  desprezíveis, de mentalidade estreita. Imaginam que haja cessado a  emanação da onipresente graça de Deus e de Seus copiosos favores,  cessação esta em que mente alguma pode pensar. De todos os lados se  levantaram e se cingiram da tirania, esforçando-se o mais possível para  extinguir com as águas amargas de sua vã fantasia a chama da Sarça  ardente de Deus, esquecidos de que o globo do poder haveria de proteger a  Lâmpada Divina dentro de sua própria fortaleza inexpugnável. Basta,  certamente, a destituição completa em que essas pessoas caíram, pois  lhes foi impedido reconhecer o Propósito essencial e perceber o Mistério  e a Substância da Causa de Deus – e a maior e mais excelente graça  concedida aos homens é a de “atingir a Presença de Deus” e de  reconhecê-Lo, o que a todos é prometido. É este o grau supremo de graça  que o Todo-Generoso, o Ancião dos Dias, concede ao homem, e a plenitude  da Sua generosidade absoluta para com Suas criaturas. Desta graça e  destas dádivas, nenhuma dessas pessoas participou, nem foi honrada com  esta excelsa distinção. Como são numerosos aqueles versículos revelados  que dão testemunho explícito desta mais ponderável verdade, deste  elevado Tema! Rejeitaram-no, entretanto, e segundo seu próprio desejo,  lhe interpretaram erroneamente o sentido. Assim mesmo como Ele revelou:  “Quanto àqueles que não crêem nos sinais de Deus nem acreditam que em  algum tempo hão de encontrá-Lo, esperança alguma terão eles de Minha  misericórdia e um castigo aflitivo os espera.” (23) Também diz Ele: “Os  que estão lembrados de que há de atingir a Presença de seu Senhor e a  Ele voltar.” (24) E diz ainda em outra passagem: “Aqueles que tinham por  certo que haveriam de encontrar a  Deus, disseram – Quantas vezes, pela  vontade de Deus, uma pequena hoste tem vencido uma hoste numerosa! –“  (25) Em ainda outra passagem, Ele revela: “Que aquele, pois, que espera  atingir a presença de seu Senhor, faça uma obra justa.” (26) E diz  também: “Ele ordena todas as coisas. Ele torna claros Seus sinais, a fim  de que tenhais fé firme em alcançar a presença do vosso Senhor.” (27)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas pessoas repudiaram todos esses versículos que atestam  inequivocamente a realidade de “alcançar a Presença Divina.” Tema algum  foi mais enfaticamente afirmado nas sagradas escrituras. Não obstante,  privaram-se desse grau elevado e sublime, dessa posição suprema e  gloriosa. Sustentam alguns que “alcançar a Presença Divina” se refere à  “Revelação” de Deus no Dia da Ressurreição. Se asseverassem que a  “Revelação” de  Deus significa uma “Revelação Universal”, é claro e  evidente que tal revelação já existe em todas as coisas. A verdade  disso, Nós já a estabelecemos, tendo demonstrado que todas as coisas  recebem e revelam os esplendores daquele Rei ideal e que os sinais da  revelação daquele Sol, Fonte de todo o esplendor, existem e se  manifestam nos espelhos dos seres. Ainda mais, se o homem contemplasse  com os olhos do discernimento espiritual, divino, ele reconheceria  prontamente que nada, em absoluto, pode existir, sem que revele o  esplendor de Deus, o Rei ideal. Pondera tu como todas as coisas criadas  dão eloqüente testemunho de que existe em seu âmago aquela Luz interior.  Vê como dentro de todas as coisas se abrem as portas do Ridván de Deus,  e assim os que buscam podem alcançar as cidades da compreensão e da  sabedoria e entrar nos jardins do conhecimento e do poder. Em cada  jardim haverão eles de ver a noiva mística do sentido interior encerrada  dentro dos aposentos das palavras, na maior formosura e em pleno  adorno. A maioria dos versículos do Alcorão indica e atesta este tema  espiritual. O versículo, “Nem há coisa alguma que não celebre Seu  louvor”, (28) dá testemunho eloqüente, disso; e “Notamos todas as coisas  e as registramos”, (29) é evidência fiel. Ora, se por “Alcançar a  Presença de Deus”, se quer dizer alcançar o conhecimento de tal  revelação, é evidente que todos os homens já atingiram a presença do  Semblante imutável daquele Rei sem igual. Por que, então, restringir tal  revelação ao Dia da Ressurreição?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se sustentassem que “Presença Divina” se referente à “Específica  Revelação de Deus”, a qual certos súfis denominaram “Mais Santa  Emanação”, se isto for na própria Essência, é claro que esteve  eternamente no Conhecimento Divino. Admitindo-se a verdade desta  hipótese, “alcançar a Presença Divina”, neste sentido, obviamente, não é  possível a pessoa alguma, já que esta revelação se limita à mais íntima  Essência, à qual homem algum pode atingir. “O caminho está obstruído e  toda busca é vedada.” As mentes dos favorecidos do céu, por mais  altamente que voem, nunca poderão atingir esta condição; quanto menos  poderá a compreensão da qual são dotadas as mentes obscurecidas e  limitadas!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se dissessem que “Presença Divina” significa a “Revelação  Secundária de Deus”, interpretada como a “Santa Emanação”, esta seria,  admissivelmente, aplicável ao mundo da criação, ou seja, no reino da  manifestação primaz e original de Deus. Tal revelação confina-se a Seus  Profetas e Eleitos, pois ninguém mais poderoso que eles veio a viver no  mundo da existência. Esta verdade é por todos conhecida e atestada.  Esses Profetas e Eleitos de Deus recebem e revelam todos os Seus  atributos e nomes imutáveis. São os espelhos que refletem fiel e  verdadeiramente a Luz de Deus. Qualquer coisa que Lhes seja aplicável é,  na realidade, aplicável ao próprio Deus, Quem é tanto o Visível como o  Invisível. É impossível se conhecer Aquele que é a Origem de todas as  coisas, ou d´Ele se aproximar, sem que se conheça a esses Seres  luminosos que procedem do Sol da Verdade e deles se aproxime. Ao  atingir, pois, a presença desses santos Luminares, se atinge a “Presença  do próprio Deus”. Do conhecimento deles, se revela o conhecimento de  Deus, e da luz do seu semblante, se manifesta o esplendor da Face de  Deus. Através dos numerosos atributos dessas Essências do  Desprendimento, as quais são tanto as primeiras como as últimas, as  visíveis como as ocultas, torna-se evidente que Aquele que é o Sol da  Verdade é “o Primeiro e o Último, o Visível e o Oculto.” (30) Assim é  também com os outros nomes excelsos e atributos elevados de Deus. Quem,  pois, em qualquer Era, tiver reconhecido e atingido a presença destes  Luminares gloriosos, resplandecentes e sublimes, terá atingido, em  verdade, a “Presença do próprio Deus” e entrado na cidade da vida  imortal, da vida eterna. Atingir esta presença é possível somente no Dia  da Ressurreição, o qual é o Dia em que surge o próprio Deus através de  Sua Revelação que a tudo abrange.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isso o que significa o “Dia da Ressurreição”, mencionado em todas  as escrituras e anunciado a todos os povos. Reflete: pode-se conceber um  dia mais precioso, de maior poder e glória do que o atual, para que o  homem consentisse em renunciar à graça deste Dia e privar-se de suas  dádivas, as quais caem do céu da misericórdia tão copiosamente como as  chuvas primaveris, sobre toda a humanidade? Havendo-se demonstrado, de  modo concludente, que não há dia maior do que este Dia, nem revelação  mais gloriosa que esta Revelação, e tendo-se exposto todas estas provas  ponderáveis e infalíveis, das quais nenhuma mente esclarecida pode  duvidar, nem sábio algum menosprezar, como pode o homem, por causa dos  vãos argumentos do povo da dúvida e da fantasia, privar-se de tão  abundante graça? Não ouviram a conhecida tradição: “O dia em que aparece  o Qá´im, é o Dia da Ressurreição.”? Do mesmo modo, os Imames, aquelas  luzes inextinguíveis de orientação divina, interpretaram como referentes  ao Qá´im e Seu Manifestante, o versículo: “Que podem tais pessoas  esperar senão que Deus lhes desça encoberto de nuvens?” (31) – sinal  esse que eles consideram, sem dúvida, como uma das características do  Dia da Ressurreição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esforça-te, pois, Ó meu irmão, a fim de compreenderes o sentido da  “Ressurreição”, e purifica os teus ouvidos das palavras vãs daquelas  pessoas rejeitadas. Se entrares no reino do desprendimento completo,  atestarás prontamente não haver dia maior do que este Dia e que jamais  se poderá conceber uma ressurreição mais temível do que esta. Uma só boa  obra realizada neste Dia iguala todos os atos virtuosos que desde  incontáveis séculos os homens vêm praticando – não, rogamos a Deus  perdoar-Nos tal comparação! Pois, em verdade, a recompensa merecida por  tal ação está imensamente além e acima do poder dos homens em avaliá-la.  Desde que aquelas almas desprezíveis e destituídas de discernimento não  lograram perceber o verdadeiro sentido da “Ressurreição” e do “alcance  da Presença Divina”, ficaram, por isso, inteiramente privadas de sua  graça. Embora o objetivo único e fundamental de toda a erudição, com sua  fadiga e seu labor, consista em reconhecer esse grau e em atingi-lo,  todas essas pessoas, no entanto, estão imersas em seus estudos  materiais. Não se permitem a si mesmas nenhum momento de lazer e ignoram  completamente Aquele Que é a Essência de toda a erudição, o Objeto  único de suas pesquisas! Seus lábios, penso, jamais tocaram o cálice do  Conhecimento divino, nem parecem ter atingido uma gota de orvalho,  sequer, da copiosa graça celestial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pondera tu: se alguém no dia da Revelação de Deus, não tiver podido  atingir a graça da “Presença Divina” e reconhecer Seu Manifestante –  ainda que tenha dedicado um tempo desmedido à busca do saber e adquirido  toda a limitada erudição material dos homens – como poderá tal pessoa  ser com justiça chamada de sábia? É claro, certamente, que se não pode,  em absoluto, considerá-la o possuidor do verdadeiro conhecimento,  enquanto o mais iletrado de todos os homens, se for honrado com esta  suprema distinção, será contado, em verdade, entre aqueles homens que  possuem a erudição divina, cujo conhecimento vem de Deus; pois tal homem  atingiu o ápice do saber e alcançou o pináculo da erudição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este grau é também um dos sinais do Dia da Revelação, assim como se  diz: “Os rebaixados entre vós, estes, Ele há de enaltecer; e aqueles que  estão enaltecidos, Ele os rebaixará.” E, outrossim, revelou Ele no  Alcorão: “E desejamos mostrar favor àqueles que foram rebaixados na  terra e fazê-los dirigentes espirituais entre os homens e deles fazer  Nossos herdeiros.” (32) Vê-se, neste dia, quantos entre os sacerdotes,  pro causa de sua rejeição da Verdade, caíram e permanecem ainda nas  ínfimas profundezas da ignorância e tiveram seus nomes apagados do  pergaminho dos gloriosos e eruditos. E quantos entre os iletrados, por  haverem aceito a Fé, se elevaram e alcançaram o mais alto ápice do  conhecimento e tiveram seus nomes inscritos pela Pena do Poder sobre a  Epístola do Conhecimento divino. Assim, “Deus há de revogar ou confirmar  o que Lhe aprouver; pois com Ele está a Fonte da Revelação.” (33) Por  isso, se tem dito: “Buscar evidência, quando já se estabeleceu a Prova,  não é senão um ato indigno, e ocupar-se em adquirir conhecimento após  haver atingido o Objeto de toda a erudição, é, em verdade, censurável.”  Dize, ó povo da terra! Vê este Jovem, semelhante a uma chama, que  velozmente atravessa as ilimitadas profundezas do Espírito,  anunciando-vos as boas novas: “Eis que a Lâmpada de Deus está  brilhando”, e convocando-vos para atender Sua Causa, a qual, embora se  oculte atrás dos véus do esplendor antigo, brilha na terra do Iraque,  sobre a aurora da santidade eterna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ó meu amigo, fosse a ave de tua mente explorar os céus da Revelação  do Alcorão e contemplar o reino do conhecimento divino ai descerrado, tu  haverias, seguramente, de encontrar abertas diante de ti inúmeras  portas ao conhecimento. Por certo, reconhecerias que todas essas coisas  que neste tempo têm impedido esse povo de alcançar as orlas do oceano da  graça eterna, do mesmo modo na Era maometana, impediram o povo da época  de reconhecer aquele Luminar divino e testemunhar Sua verdade.  Compreenderias também os mistérios do “regresso” e da “revelação”, e  habitarias com segurança nas mais altas moradas da certeza e convicção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aconteceu que, certo dia, alguns dos que se opunham àquele Ser de  beleza incomparável – havendo-se desviado para longe do imperecível  Santuário de Deus -, dirigiram desdenhosamente a Maomé estas palavras:  “Em verdade, Deus entrou num convênio conosco segundo o qual não  deveríamos acreditar em nenhum apóstolo antes de por ele nos ser  apresentado um sacrifício que será devorado por fogo proveniente do  céu.” (34) O significado deste versículo é que Deus fez um convênio com  eles, pelo qual não devessem acreditar em nenhum mensageiro a não ser  que fizesse o milagre de Abel e Caim, isto é, que oferecesse um  sacrifício e o fogo do céu o consumisse; assim como haviam ouvido contar  na história de Abel, segundo a narram as Escrituras. A isso, Maomé  replicou: “Já vos têm vindo, antes de mim, Apóstolos com testemunhos  seguros e com aquilo de que falais. Por que os matastes? Dizei-me, se  sois homens da verdade.” (35) Ora, sê justo; como seria possível que  aquelas pessoas vivendo nos dias de Maomé tivessem existido milhares de  anos antes, na era de Adão ou de outros Profetas? Por que Maomé, aquela  Essência da veracidade, acusou o povo de Seu tempo de haver assassinado  Abel ou outros Profetas? Não tens outra alternativa: ou considerar Maomé  um impostor ou um tolo – do que Deus nos defenda! – ou manter que  aqueles perversos foram as mesmíssimas pessoas que em cada era se  opuseram e zombaram dos Profetas e Mensageiros de Deus, até causarem,  finalmente, o martírio de todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pondera isso em teu coração, para que os ventos suaves do  conhecimento divino, soprando dos prados da misericórdia, te possam  transmitir a fragrância das palavras do Amado e fazer tua alma atingir o  Ridván da compreensão. Como os refratários de cada era não souberam  penetrar até o sentido mais profundo dessas palavras ponderáveis e  significativas, e imaginaram ser a resposta dos Profetas de Deus  inaplicável às perguntas que lhe faziam, atribuíram ignorância e  insensatez Àquelas Essências do conhecimento e da compreensão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do mesmo modo, em outro versículo, Maomé pronuncia Seu protesto  contra o povo daquela época. Diz ele: “Embora tivessem, anteriormente,  suplicado por vitória sobre aqueles que não acreditavam, eles,  entretanto, ao lhes vir Aquele de Quem tinham conhecimento, n´Ele não  acreditaram. A maldição de Deus esteja sobre os infiéis!” (36) Reflete  como este versículo significa, também, que as pessoas vivendo nos dias  de Maomé eram as mesmas que, nos dias dos Profetas da Antigüidade,  haviam combatido e lutado a fim de promover a Fé e ensinar a Causa de  Deus. E no entanto, como poderiam as gerações que viviam no tempo de  Jesus e no de Moisés, e aquelas que viviam no tempo de Maomé, ser  consideradas como sendo realmente as mesmas pessoas? Ainda mais, aqueles  conhecidos de antanho eram Moisés, o Revelador do Pentateuco, e Jesus,  Autor do Evangelho. Por que disse, não obstante, Maomé: “Quando lhes  veio Aquele de Quem tinham conhecimento” – isto é, Jesus ou Moisés –  “não acreditaram n´Ele”? Não foi Maomé chamado, aparentemente, por um  nome diferente? Não veio de uma cidade diferente? Não falou outra língua  e revelou outra Lei? Como é possível, então, se estabelecer a verdade  deste versículo, e se esclarecer seu significado?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esforça-te, pois, a fim de compreender o significado de “volta”, que,  apesar de tão explicitamente revelado no próprio Alcorão, ninguém até  agora entendeu. Que dizes? Se disseres que Maomé foi a “Volta” dos  Profetas da Antigüidade, assim como atesta este versículo, também devem  Seus Companheiros ser a “volta” dos Companheiros antigos, do mesmo modo  que a “volta” do povo anterior é claramente afirmada pelo texto dos  versículos acima mencionados. E se a isto negares, terás repudiado,  certamente, a verdade do Alcorão, o mais seguro testemunho de Deus aos  homens. Esforça-te também para compreender o que significam “volta”,  “revelação” e “ressurreição”, verificadas nos dias dos Manifestantes da  Essência Divina, para que possas contemplar com teus próprios olhos a  “volta” das almas santas em corpos santificados e iluminados, e possas  eliminar a poeira da ignorância e, com as águas da misericórdia que  emanam da Fonte do Conhecimento divino, limpar o ego obscurecido, de  modo a conseguires, porventura, através do poder de Deus e da iluminação  divina, distinguir entre a tenebrosa noite do erro e o Amanhecer do  esplendor imperecível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, está evidente a ti que Aqueles a quem foi confiada a  incumbência de Deus, se manifestam aos povos da terra como os Expoentes  de uma nova Causa e os Portadores de uma Mensagem nova. Como estas Aves  do Trono Celestial são todas enviadas do céu da Vontade Divina e todas  se levantam para proclamar Sua Fé irresistível, são por isso,  consideradas uma só alma, uma mesma pessoa. Pois todas bebem do mesmo  Cálice do amor de Deus, e todas participam do fruto da mesma Árvore da  Unidade. Cada um Destes Manifestantes de Deus tem uma dupla posição. Uma  é a da pura abstração e da unidade essencial. Neste respeito, se os  chamares a todos por um só nome e lhes conferires o mesmo atributo, não  te terás desviado da verdade. Assim como Ele revelou: “Nenhuma distinção  fazemos Nós entre quaisquer de Seus Mensageiros!” (37) Pois todos eles  convocam o povo da terra para reconhecer a Unidade de Deus e lhe  anunciam o Kawthar de uma infinita graça e generosidade. Todos são  trajados com as vestes de Profeta e honrados com o manto da glória.  Assim Maomé, o Ponto do Alcorão, revelou: “Eu sou todos os Profetas.” E  diz também: “Sou o primeiro Adão, Noé, Moisés e Jesus.” Afirmações  semelhantes foram feitas por Álí. Expressões no mesmo sentido, que  indicam a unidade essencial daqueles Expoentes da Unicidade, emanaram  também dos Portadores das palavras imortais de Deus e dos Tesouros que  encerram as jóias do conhecimento divino, e foram registradas nas  escrituras. Esses Semblantes são os receptores do Mandado divino e os  pontos do alvorecer de Sua Revelação. Esta Revelação está elevada acima  dos véus da pluralidade e das exigências de número. Assim Ele diz:  “Nossa Causa é apenas uma.” (37-A) Já que a Causa é uma e a mesma, seus  Expoentes também devem forçosamente ser um só. Outrossim, os Imames da  Fé Maometana – aquelas lâmpadas da certeza – disseram: “Maomé é nosso  primeiro, Maomé nosso último, Maomé nosso tudo.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro e evidente a ti que todos os Profetas são os Templos da Causa  de Deus, embora aparecendo adornados de vestes diversas. Se observares  com olhos discernentes, verás que todos habitam no mesmo tabernáculo,  voam no mesmo céu, se sentam no mesmo trono, proferem as mesmas palavras  e proclamam a mesma Fé. Tal é a unidade destas Essências da Existência,  destes Luminares de infinito e imensurável esplendor. Se um destes  Manifestantes da Santidade proclamasse, pois, dizendo: “Sou a volta de  todos os Profetas”, Ele diria, realmente, a verdade. Também, em cada  Revelação subseqüente, a volta da Revelação anterior é um fato, a  verdade do qual está firmemente estabelecida. Desde que a volta dos  Profetas de Deus, assim como atestam os versículos e as tradições, foi  concludentemente demonstrada, também a volta de Seus eleitos é, em  definitivo, provada. Esta volta é por si demasiadamente óbvia para  necessitar de qualquer evidência ou prova. Considera, por exemplo, que  um dos Profetas foi Noé. Quando Ele se revestiu do manto de Profeta e se  sentiu impelido pelo Espírito de Deus a levantar-se e proclamar Sua  Causa, qualquer um que acreditasse n´Ele e confessasse Sua Fé, era  dotado da graça de uma nova vida. Podia-se dizer que tal pessoa, em  verdade, nascera de novo, fora ressuscitada, pois antes de crer em Deus e  aceitar Seu Manifestante, se apegara às coisas do mundo, tais como bens  terrestres, esposa, filhos, alimento, bebida e coisas semelhantes,  tanto que havia sido sua preocupação única, dia e noite, acumular  riquezas e obter para si aquilo que lhe proporcionasse prazer e gozo.  Além de tudo isso, antes de participar das águas revivificantes da fé,  se prendera tão tenazmente às tradições dos antepassados e se dedicara  tão apaixonadamente à observância de seus costumes e suas leis, que  teria preferido sofrer a morte a violar uma letra sequer daquelas formas  supersticiosas e daqueles padrões correntes entre seu povo. Assim como  exclamou o povo: “Em verdade, encontramos os nossos pais com uma fé e,  em verdade, suas pegadas seguimos.” (38)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As mesmas pessoas, embora envoltas em todos esses véus de limitação e  a despeito das restrições impostas por tais observâncias, logo que  sorveram a poção imortal da fé, da taça da certeza, oferecida pela mão  do Manifestante do Todo-Glorioso, a tal ponto se transformaram que  prontas estavam a renunciar por Sua Causa parentes, crenças, substância e  a própria vida – sim, tudo, salvo Deus! Tão veemente foi seu anelo de  Deus, tão arrebatador seu deleite extático, que o mundo e tudo o que  nele existe desvaneceu-se ante seus olhos, tornando-se simplesmente  nada. Não exemplificaram, pois, essas pessoas, os mistérios do  “renascimento” e da “volta”? Não se verificou que essas mesmas pessoas,  antes de serem dotadas das novas e admiráveis graças de Deus, procuravam  de inúmeras maneiras salvaguardar suas vidas contra a destruição? Não  as amedrontava um simples espinho e avistar uma raposa não as fazia  fugirem? Uma vez honradas, porém, com a suprema distinção de Deus e  favorecidas com Sua exuberante graça, prontamente teriam oferecido, se  pudessem, dez mil vidas em Seu caminho! Ainda mais, suas almas  abençoadas, desdenhosas da prisão que lhes era o corpo, almejavam a  libertação. Um só guerreiro daquela hoste ousava enfrentar e combater  uma multidão! Todavia, se não fosse a transformação operada em suas  vidas, como seriam capazes de manifestar tais atos contrários aos  costumes dos homens e incompatíveis com seus desejos terrenos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Evidentemente, nada menos que esta transformação mística poderia  fazer manifestarem-se, no mundo da existência, tal espírito e tal  conduta, tão completamente distintos de seus hábitos e modos anteriores.  Pois sua agitação converteu-se em paz, sua dúvida em certeza, sua  timidez em coragem. Eis a potência do Elixir Divino, o qual, tão veloz  como um abrir e fechar de olhos, transmuta as almas dos homens!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considera tu, por exemplo, a substância do cobre. Se fosse protegido  na própria mina contra a solidificação, atingiria, num prazo de setenta  anos, o estado do outro. Há quem sustente, entretanto, que o próprio  cobre é ouro, o qual, por se haver solidificado, está numa condição  defeituosa, não tendo, pois, alcançado seu estado próprio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seja isso como for, o verdadeiro elixir, em um só instante, fará a  substância do cobre atingir o estado do ouro e atravessar em apenas um  momento as etapas de setenta anos. Poderia se chamar de cobre este ouro?  Poderia se afirmar que não tivesse atingido o estado do ouro, uma vez  que esteja disponível a pedra de toque para ensaiá-lo e distingui-lo do  cobre?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do mesmo modo, mediante a potência do Elixir Divino, essas almas  atravessam o mundo de pó em um abrir e fechar de olhos e avançam para o  reino da santidade; com um só passo, deixam a terra das limitações e  alcançam o domínio do Ilimitado. Cumpre-te fazer o máximo esforço para  que atinjas este Elixir que, em apenas um sopro fugaz, leva o oeste da  ignorância a alcançar o leste do conhecimento, ilumina a escuridão da  noite com o esplendor matinal, guia aquele que vagueia no deserto da  dúvida para o manancial da Presença Divina e a Fonte da Certeza, e  concede às almas mortais a honra de serem aceitas no Ridván da  imortalidade. Ora, se esse ouro pudesse ainda ser considerado nobre,  seria possível pensar, de igual modo, que aquelas pessoas fossem as  mesmas de antes de serem dotadas de fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ó irmão, vê como cada um dos mistérios íntimos do “renascimento”, da  “volta” e da “ressurreição” foi desvendado e esclarecido ante teus olhos  por meio dessas exposições completas, irrefutáveis e concludentes.  Permita Deus que, através de Seu auxílio generoso e invisível, tu possas  despir das roupas velhas, teu corpo e tua alma, e te adornar com as  vestes novas e imperecíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqueles, pois, que em cada Era subseqüente precederam aos demais da  humanidade em abraçar a Fé de Deus, que saborearam as águas límpidas do  conhecimento oferecidas pela mão do Ser de Beleza divina, e atingiram os  mais elevados cumes da fé e da certeza, podem ser considerados, no  tocante a nome, realidade, ações, palavras e grau, como a “volta”  daqueles que haviam adquirido, em uma Era anterior, distinções  semelhantes. Pois qualquer coisa que o povo de uma Era anterior tenha  manifestado, a mesma tem sido mostrada pelo povo desta geração  subseqüente. Considera a rosa: quer floresça no este, quer no oeste, não  deixa de ser uma rosa, pois o que importa não é a forma exterior da  rosa, mas, antes, a fragrância que ela exala.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Purifica tua vista, portanto, de todas as limitações terrenas, para  que eles todos se te afigurem como portadores de apenas um Nome, os  expoentes de uma só Causa, os manifestantes do mesmo Ser, os reveladores  de uma única Verdade, e assim tu possas compreender a “volta” mística  dos Verbos de Deus, segundo a expõem essas afirmações. Reflete um pouco  sobre a conduta dos companheiros da Era Maometana. Considera como,  através do alento revivificante de Maomé, foram purificados da  contaminação das vaidades terrenas, libertos dos desejos egoístas e  desprendidos de tudo, menos d´Ele. Vê como precederam a todos os povos  da terra em atingir Sua santa Presença – Presença do próprio Deus – e  como renunciaram ao mundo e a tudo o que nele existe, sacrificando suas  vidas, espontânea e alegremente, aos pés daquele Manifestante do  Todo-Glorioso. E agora, observa a “volta” da mesma determinação, da  mesma constância e abnegação, manifestadas pelos companheiros do Ponto  do Bayán. (39) Já viste como esses companheiros, através da admirável  graça do Senhor dos Senhores, içaram os estandartes da renúncia sublime  sobre as inacessíveis alturas da glória. Essas Luzes não procederam  senão de uma só Fonte e esses frutos são os frutos da mesma Árvore. Nem  diferença nem distinção podes entre eles discernir. Tudo isso é pela  graça de Deus! A quem Ele queira, concede Sua graça. Permita Deus que  evitemos a terra da negação e nos aproximemos do oceano da aceitação, de  modo a percebermos – com os olhos purificados de todos os elementos  discordantes – os mundos da unidade e da diversidade, da variação e da  uniformidade, da limitação e do desprendimento, e alçarmos vôo para o  mais alto e íntimo santuário do sentido interior da Palavra de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Destas exposições, pois, se tornou claro e evidente que, se uma Alma,  no “Fim que não conhece fim”, se manifestar e se erguer para proclamar e  sustentar uma Causa que, no “Princípio que não tem princípio”, outra  Alma proclamara e sustentara, se poderá declarar com exatidão que Aquele  que é o Último e Aquele que foi o Primeiro são um só, o mesmo, já que  ambos são os Expoentes de uma mesma Causa. Por esta razão, o Ponto do  Bayán – que a vida de tudo, salvo Ele, Lhe seja um sacrifício! –  comparou os Manifestantes de Deus ao sol, o qual, embora nasça desde o  “Princípio que não teve princípio” até o “Fim que não conhece fim”, é,  no entanto, o mesmo sol. Ora, se dissesses ser este sol o anterior,  dirias a verdade; e se dissesses ser este sol a “volta” daquele, também  dirias a verdade. Outrossim, dessa exposição se tornou evidente que o  termo “último” é aplicável ao “primeiro”, e o termo “primeiro” é  aplicável ao “último”; desde que ambos, “primeiro” e “último”, se hajam  levantado para proclamar uma e a mesma Fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de ser tão óbvio esse tema, aos olhos dos que beberam do vinho  do conhecimento e da certeza, quão numerosos, entretanto, são aqueles  que, por não poderem compreender o que significava, deixaram o termo  “Selo dos Profetas” obscurecer-lhes a compreensão e privá-los da graça  de todas as Suas múltiplas dádivas! Não declarou o próprio Maomé: “Eu  sou todos os Profetas”? Não disse Ele, como já mencionamos: “Sou Adão,  Noé, Moisés e Jesus”? Se Maomé, aquele Ser de beleza imortal, disse:  “Sou o primeiro Adão”, por que seria Ele incapaz de dizer também: “Sou o  último Adão”? Pois assim como Ele se considerava o “Primeiro dos  Profetas” – isto é, Adão – do mesmo modo, o “Selo dos Profetas” é também  aplicável àquele Ser de Beleza Divina. É indubitavelmente óbvio que,  sendo Ele o “Primeiro dos Profetas”, é também seu “Selo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mistério deste tema foi, nesta Era, uma provação severa para toda a  humanidade. Vê como são numerosos aqueles que, aderindo a estas  palavras, não acreditaram n´Aquele que é seu verdadeiro Revelador. Que,  perguntamos, poderia esse povo imaginar que os termos “primeiro” e  “último”, quando se referem a Deus – Glorificado seja Seu Nome –  significam? Se afirma que esses termos se referem ao universo material,  como seria isso possível, quando a visível ordem das coisas ainda existe  manifestamente? Não, neste caso, “primeiro”, não quer dizer outra coisa  que “último”, e “último”, nada mais é que “primeiro”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como no “Princípio que não tem princípio” o termo “último” é  realmente aplicável Àquele que é o Educador do visível e do invisível,  de modo semelhante são os termos “primeiro” e “último” aplicáveis aos  Seus Manifestantes. Eles são a um tempo os Expoentes tanto do “primeiro”  como do “último”. Enquanto estabelecidos no assento do “primeiro”,  ocupam o trono do “último”. Fossem encontrados olhos que discernem, e  perceberiam prontamente que os expoentes do “primeiro” e do “último”, do  “manifesto” e do “oculto”, do “princípio” e do “selo”, outros não são  senão esses santos Seres, essas Essências do Desprendimento, essas Almas  divinas. E se voares no santo domínio de “Deus estava só; não havia  outro além d´Ele”, verificarás que, naquela Corte, todos esses nomes  estão completamente olvidados e são inexistentes. Assim teus olhos não  mais ficarão obscurecidos por esses véus, esses termos e essas alusões.  Como é etéreo e elevado esse grau, o qual nem mesmo Gabriel, sem ser  guiado, jamais atingirá e nunca a Ave do Céu, sem ajuda, poderá  alcançar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora esforça-te para compreender o que significam estas palavras  de Áli, Comandante dos Fiéis: “Penetrando os véus da glória, sem ajuda.”  Entre estes “véus da glória” há os sacerdotes e doutos que vivem nos  dias do Manifestante de Deus e que, por falta de discernimento e por  ambição e amor à autoridade, não quiseram submeter-se à Causa de Deus –  ainda mais, se recusaram a inclinar os ouvidos à Melodia divina.  “Puseram os dedos nos ouvidos.” (40) E o povo também, desprezando  inteiramente a Deus e tomando-os por seus mestres, submeteu-se  incondicionalmente à autoridade desses líderes pomposos e hipócritas,  pois lhe faltam visão, ouvido e coração próprio para poder distinguir  entre a verdade e a falsidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não obstante as admoestações, divinamente inspiradas, feitas por  todos os Profetas, Santos e Eleitos de Deus, as quais exortam os homens a  ver com seus próprios olhos e ouvir com seus próprios ouvidos, eles  rejeitam com desdém seus conselhos, seguindo às cegas – e continuarão a  seguir – os dirigentes de sua Fé. Se uma pessoa pobre, obscura, privada  da insígnia dos eruditos, e lhes dirigisse, dizendo: “Segue, ó povo! os  Mensageiros de Deus”, (40-A) o povo, muito admirado desta exortação,  replicaria: “Como! Queres dizer que todos esses sacerdotes, todos esses  expoentes da erudição, com toda a sua autoridade, sua pompa e seu  fausto, tenham errado e não sabido distinguir entre a verdade e a  falsidade? E tens tu e outros iguais a ti, a pretensão de haver  compreendido o que eles não compreenderam?” Se o número e a excelência  de trajes devessem ser adotados como critérios para se julgar da  erudição e da verdade, então os povos de tempos idos – aos quais os de  hoje nunca excederam em número, magnificência ou poder – deveriam,  certamente, ser considerados superiores e mais dignos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro e evidente que, todas às vezes que os Manifestantes da  Santidade se revelavam, os sacerdotes do tempo impediam o povo de  atingir o caminho da verdade. Isso é atestado por todas as Escrituras e  todos os Livros Celestiais. Nenhum Profeta de Deus se manifestou que não  caísse vitima do ódio implacável, da calúnia, negação e execração por  parte do clero de Seu tempo! Infelizes são eles pelas iniqüidades que  suas mãos outrora cometeram! Infelizes por aquilo que agora fazem!  Existem véus da glória mais lastimáveis do que essas personificações do  erro? Pela justiça de Deus! Romper tais véus é o maior de todos os atos,  e dissipá-los o mais meritório de todos os feitos! Que Deus ajude a nós  e a vós, Ó assembléia do Espírito, a fim de que possais, quiçá, no  tempo de Seu Manifestante, ser auxiliados pela Sua graça a realizar  ações iguais e a atingir, em Seus dias, a Presença de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda mais, entre os “véus da glória” há tais termos como o “Selo dos  Profetas” e outros semelhantes, a remoção dos quais é uma realização  suprema, aos olhos dessas almas ignóbeis e erradas. Todos, por causa  dessas expressões misteriosas, desses lastimáveis “véus da glória”,  foram impedidos de contemplar a luz da verdade. Não teriam eles ouvido a  melodia daquela ave do Céu, (41) pronunciando este mistério: “Mil  Fátimihs tenho eu desposado, todas as quais filhas de Maomé, Filho de  ´Abdu´lláh, o Selo dos Profetas”? Vê, quantos mistérios, ainda não  desvendados, jazem no tabernáculo do conhecimento de Deus, e como são  numerosas as jóias da Sua sabedoria que ainda se ocultam em Seus  tesouros invioláveis! Se tu ponderasses isso em teu coração, perceberias  que a obra de Sua mão não conhece nem princípio nem fim. O domínio de  Seu decreto é vasto demais para ser descrito pela língua dos mortais, ou  atravessado pela ave da mente humana; e as dispensações de Sua  providência são tão misteriosas que a inteligência do homem não as pode  compreender. Nenhum fim atingiu à Sua criação e desde o “Princípio que  não tem princípio”, ela existe; e os Manifestantes de Sua Beleza,  princípio algum os viu, e eles continuarão até o “Fim que não conhece  fim”. Pondera isso em teu coração e considera como é aplicável a todas  essas Almas santas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esforça-te, também, para que possas compreender o que significa a  melodia daquele ser de beleza eterna, Husayn, filho de Álí, que,  dirigindo-se a Salmán, proferiu palavras como estas: “Estive com mil  Adãos, sendo o intervalo entre cada Adão e o próximo, cinqüenta mil  anos, e a cada um deles declarei o grau de Sucessão conferido a meu  pai.” Ele então relata certos detalhes, até que diz: “No caminho de  Deus, lutei em mil batalhas, das quais a menor e mais insignificante era  a de Khaybar, na qual meu pai combateu e lutou contra os infiéis.”  Esforça-te agora para compreender por meio dessas duas tradições, os  mistérios de “fim”, “volta” e “criação sem princípio ou fim”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ó meu amado! Imensuravelmente elevada é a Melodia celestial acima dos  esforços do ouvido humano para ouvir, ou da mente para lhe abranger o  mistério! Como pode a formiga impotente entrar na corte do  Todo-Glorioso? E no entanto, almas fracas, por falta de compreensão,  rejeitam estas exposições abstrusas e duvidam da verdade de tais  tradições. Não, ninguém pode compreendê-las, salvo aqueles que possuem  um coração esclarecido. Dize, Ele é aquele Fim para Quem não pode ser  imaginado nenhum fim em todo o universo, e para Quem se não pode  conceber, no mundo da criação, princípio algum. Vê, ó assembléia da  terra, os esplendores do Fim revelados nos Manifestantes do Princípio!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que extraordinário! Essas pessoas, com uma mão, se prendem àqueles  versículos do Alcorão e àquelas tradições do povo da certeza que acharam  de acordo com suas próprias inclinações e seus próprios interesses e,  com a outra mão, rejeitam os versículos e tradições que são contrários a  seus desejos egoístas. “Acreditais, então, uma parte do Livro, e negais  uma parte?” (42) Como poderíeis julgar o que não compreendeis? Assim  como o Senhor da existência, em Seu Livro infalível, após haver falado  do “Selo” em Sua afirmação elevada: “Maomé é o Apóstolo de Deus e o Selo  dos Profetas”, (43) revelou a todos os povos a promessa do “alcance da  Presença Divina”. A este alcance da presença do Rei imortal, testificam  os versículos do Livro, alguns dos quais já mencionamos. Deus, Uno e  Verdadeiro, é minha testemunha! Nada se revelou no Alcorão mais elevado  ou mais explícito que o “alcance da Presença Divina”. Feliz quem a tenha  alcançado no tempo em que a maioria do povo, assim como vedes, dela se  afastou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E todavia, por causa do mistério do primeiro versículo, estas pessoas  se afastaram da graça prometida pelo último, apesar do fato de ser  explicitamente mencionado no Livro o “alcance da Presença Divina” no  “Dia da Ressurreição”. Já se demonstrou e estabeleceu definitivamente,  por meio de provas claras, que “Ressurreição” significa o aparecimento  do Manifestante de Deus para proclamar Sua Causa, e “alcançar a Presença  Divina” quer dizer alcançar a presença de Sua Beleza na pessoa de Seu  Manifestante. Pois em verdade, “Nenhuma visão O abrange, mas Ele abrange  toda a visão.” (44) Não obstante todos estes fatos indubitáveis e  exposições lúcidas, eles em sua insensatez se prenderam ao termo “Selo” e  permaneceram completamente privados do reconhecimento d´Aquele que é o  Revelador tanto do Selo como do Princípio, no dia de Sua Presença. “Se  Deus fosse punir os homens pelas suas ações perversas, não deixaria  sobre a terra nenhum ser vivente! Mas até um tempo marcado Ele lhes dá  tréguas.” (45) Fora todas essas coisas, porém, se esse povo tivesse  atingido uma gota das correntes cristalinas que emanam destas palavras:  “Deus faz qualquer coisa que Ele queira, e ordena o que Lhe apraz”, não  teria usado de cavilações indignas, como essas, contra o Centro focal da  Sua Revelação. A Causa de Deus, todas as ações e palavras, estão  seguras pela Mão do Seu poder. “Todas as coisas jazem presas na palma de  Sua poderosa Mão; todas as coisas Lhe são possíveis e fáceis.” Ele  executa qualquer coisa que queira e faz tudo o que deseje. “Quem disser   “Por que?” ou “Qual o motivo?” terá pronunciado blasfêmia!” Se essas  pessoas despertassem do sono da negligência e percebessem o que suas  mãos fizeram, quereriam certamente perecer e por sua espontânea vontade  se lançariam ao fogo – seu fim e verdadeira morada. Não ouviram o que  Ele revelou: “A Ele não se perguntará sobre Seus atos”? (46) À luz  destas afirmações, como pode o homem ter a audácia de interrogá-Lo e de  ocupar-se com palavras vãs?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus misericordioso! A tal ponto chegaram a insensatez e a  perversidade do povo, que voltaram a face para seus próprios pensamentos  e desejos e viraram as costas para o conhecimento e a vontade de Deus –  santificado e glorificado seja Seu Nome!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sê justo: se essas pessoas admitissem a verdade destas luminosas  palavras e santas alusões e reconhecessem Deus como “Aquele que faz tudo  quanto quer”, como poderiam continuar presas a tão flagrantes absurdos?  Não, com toda a alma aceitariam o que Ele dissesse e a isso se  submeteriam. Deus é Minha Testemunha! Não fora o Decreto divino, com as  inescrutáveis dispensações da Providência, e a própria terra teria  destruído completamente todo esse povo! “Ele, entretanto, lhe dará  tréguas até o tempo marcado num dia conhecido.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mil e duzentos e oitenta anos já passaram desde o amanhecer da Era  Maometana, e, ao romper de cada dia, essas pessoas cegas e ignóbeis têm  recitado seu Alcorão e, no entanto, nem conseguiram compreender uma  letra sequer deste Livro! Repetidas vezes, lêem aqueles versículos que  provam claramente a realidade desses temas santos e que dão testemunho  da verdade dos Manifestantes da Glória eterna, mas ainda não percebem  seu intuito. Nem mesmo puderam compreender, durante todo esse tempo, que  em cada era a leitura das escrituras e dos livros sagrados não visa  outro fim senão o de tornar o leitor capaz de compreender seu  significado e de desenredar seus mais íntimos mistérios. De outro modo,  apenas a leitura, sem compreensão, não é de proveito permanente para o  homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aconteceu que, certo dia, veio visitar esta Pessoa um homem  necessitado e sequioso do oceano de Seu conhecimento. Durante a  conversação com ele, foram mencionados os sinais do Dia do Juízo, da  Ressurreição e da Renascença. Instou-Nos ele a que explicássemos como,  nesta Era maravilhosa, os povos do mundo estavam sendo julgados sem que  pessoa alguma o percebesse. Nós então lhe participamos, segundo a medida  de sua capacidade e entendimento, certas verdades da Ciência e da  Sabedoria antiga, depois do que perguntamos: “Não leste o Alcorão, e não  conheces este versículo abençoado: - Naquele dia não se perguntará nem  ao homem nem ao espírito sobre seu pecado -? (47) Não compreendes que  perguntar não quer dizer perguntar com a língua ou com palavras, assim  mesmo como o próprio versículo indica e prova?” Porque depois se diz:  “Pelo semblante serão conhecidos os pecadores, e eles serão agarrados  pelas marrafas e pelos pés.” (47-A)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim os povos do mundo são julgados pelo seu semblante. Neste, sua  descrença, sua fé e sua iniqüidade, todas se manifestam, do mesmo modo  que, evidentemente, neste tempo, se conhece pelo semblante o povo do  erro e o distingue dos que seguem a Luz divina. Se essas pessoas –  somente por amor a Deus e sem outro desejo que Seu beneplácito –  ponderassem no coração os versículos do Livro, haveriam de encontrar,  certamente, tudo o que buscavam. Em seus versículos achariam, reveladas e  manifestas, todas as coisas, quer grandes, quer pequenas, que têm  sucedido nesta Era. Neles reconheceriam até referências à partida dos  Manifestantes dos nomes e atributos de Deus de sua terra natal, à  oposição e desdenhosa arrogância do governo e do povo e à ida do  Manifestante Universal para uma terra determinada, especialmente  escolhida, onde estabeleceria residência. Homem algum, porém, pode  compreender isso, a não ser quem possua um coração esclarecido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Selamos Nosso tema com aquilo que foi revelado outrora a Maomé, a fim  de que seu selo possa emitir a fragrância daquele sagrado almíscar que  conduz aos homens ao Ridván de esplendor que não fenece. Disse Ele – e  Sua palavra é a verdade: “E Deus convoca para a morada da Paz; (48) e a  quem Ele queira, guia para o Caminho certo.” (49) “Para eles há uma  morada de Paz com seu Senhor! e Ele será seu Protetor por causa de suas  obras.” (50) Isso tem Ele revelado para que Sua graça possa abranger o  mundo. Louvores a Deus, Senhor de todos os seres!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repetidamente e de várias maneiras, temos exposto o significado de  cada tema, para que, porventura, toda alma, seja de alto grau ou  humilde, possa disso obter sua parte e seu quinhão, de acordo com sua  medida e capacidade. Caso não possa compreender certo argumento, poderá  assim atingir seu objetivo, referindo-se a outro. “Para que toda espécie  de homem possa saber onde satisfazer a sede.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Deus! Esta Ave do Céu, que agora habita no pó da terra, pode  emitir, além dessas melodias, miríades de canções, e desvendar, além  dessas exposições, inumeráveis mistérios. Cada letra das suas palavras  ainda não pronunciadas está imensuravelmente enaltecida acima de tudo o  que já revelou, e imensamente glorificada além daquilo que emanou desta  Pena. Que o futuro revele a hora em que as Noivas do sentido interior,  segundo decretar a Vontade Divina, se apressarão para sair, sem véus, de  suas místicas mansões, e se manifestar no reino antigo da existência.  Nada em absoluto é possível sem Sua permissão; poder algum subsistirá a  não ser através de Seu poder, e não há outro Deus, senão Ele. Seu é o  mundo da criação; Sua, a Causa de Deus. Todos proclamam Sua Revelação e  todos desvendam os mistérios de Seu Espírito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas páginas precedentes já designamos dois graus para cada um desses  Luminares oriundos das Auroras da santidade eterna. Um deles, o grau da  unidade essencial, já explicamos. “Nenhuma distinção fazemos entre  eles.” (51) O outro é o grau da distinção e pertence ao mundo da criação  e às suas limitações. Neste sentido, cada Manifestante de Deus tem uma  individualidade distinta, sua Missão definitivamente prescrita, uma  Revelação predestinada e limitações especialmente designadas. Cada um  deles é conhecido por um nome diferente, é caracterizado por um atributo  especial, cumpre uma certa Missão e lhe é confiada uma Revelação  distinta. Assim mesmo como Ele diz: “A alguns dos Apóstolos Nós fizemos  exceder aos outros. A alguns Deus falou e a alguns elevou e enalteceu. E  a Jesus, Filho de Maria, demos sinais manifestos e Nós O fortalecemos  com o Espírito Santo.” (52)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por causa desta diferença em seu grau e sua missão, que as palavras  que provêm desses Mananciais do conhecimento divino parecem divergir.  Não fora isso, e todas as suas palavras – aos olhos daqueles iniciados  nos mistérios da sabedoria divina – seriam, na realidade, apenas  expressões de uma mesma Verdade. Como a maioria dos homens não soube  apreciar esses graus aos quais nos referimos, sente-se, portanto,  confusa e atônita diante das afirmações tão divergentes pronunciadas por  Manifestantes que são, essencialmente, um e o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre foi evidente que todas essas divergências de expressão são  devidas às diferenças de grau. Assim, pois, quando aquelas Essências da  existência são consideradas do ponto de vista de sua unidade e seu  sublime desprendimento, os atributos de Deidade, Divindade, Suprema  Unicidade e Mais Íntima Essência, lhes têm sido e são aplicáveis, já que  todas permanecem no trono da Revelação divina, estabelecidas sobre o  assento da Ocultação divina. Com seu aparecimento, a Revelação de Deus  se manifesta, e através de seu semblante, a Beleza de Deus se revela.  Assim é que se têm ouvido os acentos do próprio Deus pronunciados por  esses Manifestantes do Ser Divino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vistos à luz de seu segundo grau – o grau da distinção, da  diferenciação, das limitações, características e normas temporais – eles  manifestam servitude absoluta, extrema beleza e abnegação completa.  Assim como Ele diz: “Sou o servo de Deus. Sou apenas um homem como vós.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em vista destas afirmações incontrovertíveis e plenamente  demonstradas, esforça-te para entender o que significam as perguntas que  fizeste, para que te possas tornar firme na Fé de Deus e não te  perturbes com as divergências nas palavras dos Seus Profetas e Eleitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se qualquer um dos Manifestantes de Deus – Aqueles que a tudo  abrangem – declarasse: “Sou Deus!”, Ele certamente diria a verdade, sem a  menor dúvida. Pois já foi demonstrado, repetidas vezes, que, através de  sua Revelação, seus atributos e nomes, se tornam manifestos no mundo a  Revelação, o Nome e os atributos de Deus. Assim Ele revelou: “Aqueles  dardos pertenciam a Deus; não foram Teus!” (53) E diz também: “Em  verdade, aqueles que hipotecaram fidelidade a Ti, hipotecaram,  realmente, fidelidade a Deus.” (54) E se qualquer deles proferisse estas  palavras: “Sou o Mensageiro de Deus”, Ele também estaria dizendo a  verdade, a verdade indubitável. Assim como Ele diz: “Maomé não é pai de  homem algum entre vós, mas Ele é o Mensageiro de Deus.” Vistos a essa  luz, todos eles são apenas Mensageiros daquele Rei ideal, daquela  Essência imutável. E se todos proclamassem: “Sou o Selo dos Profetas”,  realmente só diriam a verdade, sem qualquer sombra de dúvida. Pois eles  todos não são mais que uma só pessoa, uma só alma, um só espírito, um  único ser, uma única revelação. Todos manifestam o “Princípio” e o  “Fim”, o “Primeiro” e o “Último”, o “Visível” e o “Oculto” – tudo o que  se refere Àquele Que é o mais íntimo Espírito dos Espíritos e a eterna  Essência das Essências. E se dissessem: “Somos os servos de Deus”, (55)  isso também é um fato manifesto e indiscutível. Pois eles se  manifestaram no máximo grau de servitude – como nunca homem algum  atingirá. Assim, essas Essências da vida, em momentos em que estavam  profundamente imersas nos oceanos da antiga e sempiterna santidade, ou  quando se elevavam até os mais sublimes ápices dos mistérios divinos,  declaravam ser sua voz a Voz da Divindade, o Chamado do próprio Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se os olhos do discernimento se abrissem, perceberiam que, até neste  estado, eles se consideravam a si mesmos como inteiramente obliterados e  inexistentes diante d´Aquele Que é o Onipresente, o Incorruptível.  Parece-me que a si mesmos se julgaram um simples nada e acharam sua  própria menção naquela Corte um ato de blasfêmia. Pois o menor sussurro  do ego dentro daquela Corte, evidencia engrandecimento próprio e  existência independente. Aos olhos dos que atingiram essa Corte,  meramente sugerir isso é, em si, uma grave transgressão. Quanto mais  grave seria, se qualquer outra coisa fosse mencionada naquela Presença,  se o coração do homem, a língua, a mente, ou a alma, se ocupasse com  alguém que não fosse o Bem-Amado, se os olhos contemplassem qualquer  outro semblante e não Sua beleza, se o ouvido se inclinasse para alguma  outra melodia em vez de Sua voz e os pés algum caminho trilhassem que  não fosse o Seu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste dia sopra a brisa de Deus, e Seu Espírito atingiu todas as  coisas. Tão grande é a efusão de Sua graça que a pena deixa de se mover e  a língua emudece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em virtude deste grau, reclamaram para si a Voz da Divindade e coisas  semelhantes, enquanto declarando, em virtude de seu grau de Mensageiro,  que eram os Mensageiros de Deus. Em cada caso, pronunciavam aquilo que  conformava às exigências da ocasião e atribuíam a si próprios todas  essas declarações – declarações que se estendem desde o reino da  Revelação divina até o reino da criação, e desde o domínio da Divindade  até mesmo o domínio da existência terrestre. Assim é que, seja qual for  sua asserção – quer se refira ao reino da Divindade, ou ao de Senhor, ou  Profeta, Mensageiro, Guardião, ou Apóstolo, ou ao da Servitude –  indubitavelmente, tudo é verdade. Essas asserções, portanto, que citamos  para sustentar Nosso argumento, devem ser consideradas atentamente, a  fim de que as declarações divergentes feitas por esses Manifestantes do  Invisível, essas Auroras da Santidade, deixem de agitar a alma e  confundir a mente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Indispensável se torna ponderar aquelas palavras proferidas pelos  Luminares da Verdade e, caso não seja percebido seu sentido, buscar dos  Depositários da Sabedoria, esclarecimento, para que estes exponham seu  significado e desvendem seu mistério. Pois não compete a homem algum  interpretar as palavras santas de acordo com seu próprio entendimento  imperfeito, nem lhes rejeitar e repudiar a verdade por as haver achado  contrárias à sua própria inclinação ou aos seus próprios desejos. Pois é  assim que fazem hoje os sacerdotes e sábios da época, aqueles que  ocupam os assentos do conhecimento e da erudição e que denominam de  sabedoria, a ignorância e de justiça, a opressão. Se estes perguntassem à  Luz da Verdade sobre aquelas imagens esculpidas pela vã fantasia e  achassem a resposta inconsistente com seus próprios conceitos e sua  própria interpretação do Livro, denunciariam, certamente, como sendo a  própria negação do entendimento, Aquele que é a Mina e o Manancial de  todo o Saber. Tais coisas acontecem em cada era.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando se perguntou, por exemplo, a Maomé, Senhor da existência,  sobre as luas novas, Ele respondeu, segundo Lhe fora ordenado por Deus:  “São períodos marcados para os homens.” (56) Então aqueles que O ouviram  imputaram-Lhe ignorância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outrossim, no versículo relativo ao “Espírito”, Ele diz: “E Te  perguntarão sobre o Espírito. Dize: - o Espírito procede segundo o mando  de Meu Senhor. –“ (57) Logo que Maomé deu esta resposta, todos  protestaram clamorosamente, dizendo: “Ei-lo! Um homem ignorante, que não  sabe o que é o Espírito, se diz o Revelador do Conhecimento divino!” E  vê tu agora os sacerdotes do tempo, que, por serem honrados pelo Seu  Nome, e vendo que os pais reconheceram Sua Revelação, se submeteram  cegamente à Sua verdade. Observa: se essas pessoas hoje recebessem tais  respostas a semelhantes perguntas, haveriam de as rejeitar e denunciar  sem a mínima hesitação – ainda mais, pronunciariam outra vez as  mesmíssimas cavilações, como realmente têm pronunciado neste dia. Tudo  isso, não obstante o fato de que essas Essências da existência estejam  imensamente elevadas acima de tais imagens fantásticas, imensuravelmente  glorificadas além de todas essas palavras vãs e acima da compreensão de  cada coração esclarecido. A chamada erudição dessas pessoas, quando  comparada com aquele Conhecimento, é pura falsidade, e todo o seu  entendimento nada mais é que erro evidente. Não, qualquer coisa que  proceda daquelas Minas da Sabedoria divina e daqueles Tesouros do  conhecimento eterno, é a verdade, e nada senão a verdade. O ditado: “O  conhecimento é um ponto só, o qual os insensatos multiplicaram” é uma  prova do Nosso argumento, e a tradição: “O conhecimento é uma luz que  Deus faz penetrar no coração de quem Ele queira”, confirma o que Nós  dissemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por não haverem percebido o que significa Conhecimento e tendo  chamado por este nome aquelas imagens formadas pela sua própria fantasia  e derivadas das personificações da ignorância, eles afligiram à Fonte  do Conhecimento aquilo que tu presenciaste e de que ouviste falar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certo homem, (58) por exemplo, que era célebre por sua erudição e  suas realizações e se considerava a si mesmo um dos líderes proeminentes  de seu povo, denunciou e vilipendiou em seu livro todos os expoentes da  verdadeira erudição. Tanto por afirmações explícitas como por alusões  em toda sua obra, isso é tornado perfeitamente claro. Como havíamos  ouvido falar nele muitas vezes, intentamos ler algumas de suas obras.  Embora nunca nos sentíssemos dispostos a examinar os escritos de outrem,  achamos necessário, por haverem algumas pessoas Nos perguntado a seu  respeito, referir-nos a seus livros a fim de podermos responder a Nossos  interrogadores com conhecimento e compreensão. Suas obras na língua  árabe, entretanto, não estavam disponíveis, até que, um dia, certo homem  nos informou que se encontrava nesta cidade uma de suas composições,  intitulada Irshád u´l-Avám. (59) Deste título percebemos o odor do  orgulho e da vanglória, pois ele se imaginava um homem erudito e  considerava ignorante o resto do povo. O próprio título que escolhera  para seu livro revelava, de fato, seu valor. Tornou-se evidente que o  autor estava seguindo o caminho do ego e do desejo e se perdendo no  deserto da ignorância e da insensatez, esquecido, ao que me parece, da  conhecida tradição que diz: “O conhecimento é tudo o que é cognoscível; e  força e poder, toda a criação.” Mandamos vir o livro, entretanto, e o  tivemos conosco por alguns dias. Provavelmente duas vezes o abrimos. A  segunda vez encontramos por acaso, a história do “Mi´ráj” (60) de Maomé,  de Quem se disse: “Se não fosses Tu, Eu não teria criado as esferas.”  Notamos que ele enumerara umas vinte ou mais ciências, o conhecimento  das quais lhe parecia essencial à compreensão do mistério do “Mi´ráj”.  Deduzimos de suas asserções que, a menos que um homem estivesse  profundamente versado em todas, nunca haveria de adquirir o devido  entendimento de tão transcendente e elevado tema. Entre as ciências  especificadas, incluíam-se as abstrações metafísicas, a alquimia e a  magia natural. Conhecimentos tão inúteis e desprezíveis, esse homem os  julgou essenciais à compreensão dos sagrados e imperecíveis mistérios do  Conhecimento Divino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus misericordioso! Tal é a medida de seu entendimento. E no  entanto, vê que cavilações e calúnias ele amontoou sobre aquelas  Personificações do infinito Conhecimento de Deus! Bem se disse, e com  acerto: “Atiras tuas calúnias na face d´Aqueles que Deus, Uno e  Verdadeiro, fez os Depositários dos tesouros de Sua sétima esfera?”  Coração algum, nem mente alguma dotada de compreensão, nem mesmo um só  entre os sábios e eruditos, tem prestado atenção a essas afirmações  absurdas. Claro e evidente se torna, a todo coração capaz de discernir, o  fato de que essa suposta erudição é e sempre foi rejeitada por Aquele  que é o Deus Único e Verdadeiro. Como pode o conhecimento dessas  ciências, tão desprezíveis aos olhos dos verdadeiros sábios, ser  considerado essencial à compreensão dos mistérios do “Mi´ráj”, quando o  próprio Senhor do “Mi´ráj” nunca se onerou de uma letra sequer desses  conhecimentos limitados e obscuros e nunca corrompeu o coração radiante  com qualquer dessas ilusões fantásticas? Com quanta verdade disse: “Todo  empreendimento humano se move sobre um asno coxo, enquanto a Verdade,  levada pelos ventos, relampeja através do espaço.” Pela justiça de Deus!  Quem tiver o desejo de sondar o mistério do “Mi´ráj”, quem almejar uma  gota deste oceano, se o espelho de seu coração já estiver obscurecido  pela poeira de tais conhecimentos, deverá forçosamente limpá-lo e  purificá-lo antes que a luz deste mistério nele se possa refletir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste Dia, os que estão submersos no oceano do Conhecimento antigo e  habitam na arca da sabedoria divina, vedam ao povo tão fúteis estudos.  Seus corações radiantes – louvado seja Deus! – estão santificados de  todo traço de tal conhecimento e elevados acima de tão lastimáveis véus.  Já consumimos este, o mais denso de todos os véus, com o fogo do amor  ao Amado – o véu ao qual se referem estas palavras: “O mais lastimável  de todos os véus é o véu da erudição.” Sobre suas cinzas erigimos o  tabernáculo do Conhecimento Divino. Louvado seja Deus! Temos queimado os  “véus da glória” com o fogo da beleza do Mais-Amado. Do coração humano,  tudo temos expulsado, salvo Aquele Que é o Desejo do mundo, e nisso nos  gloriamos. A conhecimento algum nos prendemos, senão a Seu  Conhecimento, e não atamos nossos corações a outra coisa que à fulgente  glória de Sua Luz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Admiramo-nos sumamente ao observar que foi seu único objetivo dar a  entender ao povo que ele mesmo possuía todos esses conhecimentos. E no  entanto – invoco o testemunho de Deus – nenhuma brisa soprando dos  prados do Conhecimento Divino atingiu ainda sua alma, nem ele jamais  desvendou um mistério sequer da Sabedoria Antiga. Não, se se expusesse a  ele o significado do Conhecimento, assombro encher-lhe-ia o coração e  todo o seu ser se abalaria profundamente. Não obstante suas asserções  insensatas e desprezíveis, eis a altura da extravagância atingida pelas  suas pretensões!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus bondoso! Quão grande é Nosso espanto ao vermos como o povo se  tem ajuntado a seu redor e hipotecado lealdade à sua pessoa. Contentes  com o pó transitório, essas pessoas para ele se voltaram, dando as  costas Àquele Que é o Senhor dos Senhores. Satisfeitas com o grasnar da  gralha e apaixonadas pela aparência do corvo, renunciaram à melodia do  rouxinol e ao encanto da rosa. Que indizíveis sofismas são revelados com  a leitura desse livro pretensioso! São muito indignos para serem  descritos por qualquer pena e tão desprezíveis que nem sequer merecem um  momento de atenção. Se fosse encontrada uma pedra de toque, porém, esta  distinguiria instantaneamente entre a verdade e a falsidade, a luz e as  trevas, o sol e a sombra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre as ciências professadas por esse pretensioso, figura a  alquimia. Nutrimos a esperança de que um rei, ou algum homem de poder  proeminente, o mande trasladar esta ciência do reino da fantasia para o  domínio do fato e elevá-la do plano da mera pretensão ao da verdadeira  realização. Oxalá pudesse este indouto e humilde Servo – que nunca  aspirou a tais coisas, nem as considerou como critério do verdadeiro  conhecimento – empreender a mesma tarefa, para que, deste modo, se  conhecesse a verdade e a distinguisse da falácia. Mas com que proveito?  Tudo o que essa geração Nos pode oferecer foram feridas infligidas pelos  seus dardos e o único cálice que apresentou aos Nossos lábios foi o  cálice de seu veneno. Em Nosso pescoço temos ainda a marca das correntes  e em Nosso corpo estão impressas as evidências de uma crueldade  implacável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quanto às realizações desse homem, sua ignorância, seu entendimento  e sua crença, vê o que foi revelado pelo Livro que abrange todas as  coisas: “Em verdade, a árvore de Zaqqúm (61) será o alimento do Athim.”  (62) Seguem então certos versículos, até onde Ele diz: “Experimenta  isto, pois tu, em verdade, és o grande Karim!” (63) Considera tu quão  clara e explicitamente ele foi descrito no Livro incorruptível de Deus.  Ainda mais, esse homem, em seu próprio livro, fingindo humildade, ser  referiu a si mesmo como o “athim servo”: “Athim” no Livro de Deus,  poderoso entre a plebe, “Karim” em nome!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pondera o sagrado versículo, para que se imprima sobre a tábua do teu  coração o significado destas palavras: “Nenhuma coisa há, verde ou  seca, que não seja notada no Livro infalível.” (64) Não obstante,  multidões prestam-lhe lealdade. Rejeitando o Moisés do conhecimento e da  justiça, aderiram ao Samiri (65) da ignorância. Do Sol da Verdade que  brilha no céu divino e sempiterno, viraram seus olhos e desprezaram-lhe  totalmente o esplendor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ó meu irmão! Somente da Mina de Deus provêm as jóias do Conhecimento  Divino; a fragrância da Flor mística não pode ser inalada, senão no  Jardim ideal e os lírios da sabedoria antiga em lugar algum  desabrocharão, salvo na cidade de um coração imaculado. “Num solo  fértil, suas plantas brotam em abundância, por permissão de seu Senhor, e  no solo que é estéril, só escassamente.” (66)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já que se tornou claro que só aqueles iniciados nos mistérios divinos  podem compreender as melodias cantadas pela Ave do Céu, incumbe, pois, a  cada um recorrer aos iluminados de coração e aos Tesouros dos mistérios  divinos em busca de esclarecimento sobre os pontos intrincados da Fé  Divina e as alusões abstrusas nas palavras proferidas pelas Auroras da  Santidade. Assim se desvendarão estes mistérios, não por meio da  erudição adquirida, mas tão-somente pela ajuda de Deus através das  emanações de Sua graça. “Perguntai, portanto, àqueles que são os  guardiões das Escrituras, se não o sabeis.” (67)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, ó meu irmão, quando aquele que verdadeiramente deseja, resolve  dar o passo da busca no caminho que conduz ao conhecimento do Ancião dos  Dias, ele deve, antes de tudo, limpar e purificar seu coração, que é a  sede da revelação dos íntimos mistérios de Deus – deve livrá-lo do pó de  todo o conhecimento adquirido que o obscurece e das alusões daqueles  que personificam a fantasia satânica. Terá que purificá-lo de tudo  aquilo que o possa poluir – pois que é o santuário do amor imperecível  do Bem-Amado – e santificar sua alma de tudo o que pertença à água e ao  barro, de todos os laços sombrios e efêmeros. A tal ponto deverá ele  limpar seu coração que vestígio algum, nem de amor nem de ódio, nele  permaneça, para que esse amor não o incline cegamente ao erro, nem  tampouco esse ódio o repila da verdade, pois vês hoje como a maioria do  povo, por causa desse amor ou desse ódio, se priva da Face imortal, se  desvia d´Aqueles que incorporam os mistérios divinos e vagueia, sem  pastor, nas solidões do esquecimento e do erro. Aquele que busca a  verdade deve, em todos os tempos, confiar em Deus, renunciar aos povos  da terra, desprender-se do mundo do pó e apoiar-se n´Aquele que é o  Senhor dos Senhores. Jamais quererá enaltecer-se a si próprio acima de  qualquer outro; deverá, sim, apagar da tábua do coração o último traço  de orgulho e vanglória, firmar-se na paciência e na resignação, observar  silêncio e abster-se de palavras vãs. Pois a língua é um fogo em  brasas, e o excesso de palavras é veneno mortal. O fogo material consome  o corpo, enquanto que o fogo da língua devora tanto o coração como a  alma. A força do primeiro dura apenas pouco tempo, mas os efeitos do  último persistem por um século.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele que busca deve considerar a calúnia como um erro grave e  manter-se afastado de seu domínio, pois que ela apaga a luz do coração e  extingue a vida da alma. Ele deve contentar-se com pouco e purificar-se  de todo desejo desmedido. Deve estimar como um tesouro a companhia dos  que renunciaram ao mundo, e ver que lhe traz um benefício precioso  evitar  os homens jactanciosos e mundanos. Incumbe-lhe, ao alvorecer de  cada dia, comungar com Deus e perseverar de toda a alma na busca do  Bem-Amado. Com a chama de Sua amorosa menção, deve ele consumir todo  pensamento refratário e passar, com a celeridade do relâmpago, tudo,  salvo Ele. É seu dever socorrer aos desvalidos e nunca negar aos  necessitados seu favor. Cumpre-lhe mostrar bondade para com os animais;  quanto mais para com seus semelhantes, aqueles dotados do poder da  expressão. Não deve ele hesitar em oferecer a sua vida pelo Bem-Amado,  nem deve permitir jamais que a censura do povo o desvie da Verdade. Que  não deseje para os outros aquilo que não deseja para si próprio, nem  prometa o que não cumpre. De coração deve esse que busca, evitar a  companhia dos perversos e orar para que lhes sejam remidos os pecados.  Deve perdoar o pecador e nunca desprezá-lo por causa de seu baixo  estado, pois ninguém sabe qual será seu próprio fim. Quantas vezes um  pecador, na hora da morte, atinge à essência da fé e, sorvendo a poção  imortal, alça seu vôo para a Assembléia Celestial. E quantas vezes um  fervoroso crente, na hora da ascensão de sua alma, se transforma a ponto  de cair no mais ínfimo fogo. Visamos, com a revelação destas palavras  ponderáveis e convincentes, imprimir na consciência daquele que busca,  seu dever de considerar como transitório tudo, salvo Deus e de avaliar  como simplesmente nada todas as coisas, a não ser Aquele que é o Objeto  de toda a adoração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis o que figura entre os atributos dos seres elevados e é o que  distingue os espiritualistas. Essas qualidades já foram mencionadas em  relação aos requisitos para os peregrinos no Caminho do Conhecimento  Positivo. Quando o peregrino desprendido, que sinceramente almeja, tiver  preenchido essas condições essenciais, então, e somente então, poderá  ele ser contado entre aqueles que em verdade buscam. Sempre que tenha  cumprido as condições entendidas no versículo: “Qualquer um que faça  esforços por Nós”, haverá ele de fruir da bênção conferida nas palavras  “Em Nossos caminhos, seguramente, Nós o guiaremos.” (67-A)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somente quando a lâmpada da busca, do esforço zeloso, do anelo, da  apaixonada devoção, do amor fervoroso, do enlevo, do êxtase, for acesa  no coração de quem almeja e a brisa de Sua benevolência lhe soprar na  alma, serão dispersadas as trevas do erro e dissipadas as neblinas das  dúvidas e desconfianças, e as luzes do conhecimento e da certeza  irradiarão por todo o seu ser. Nesta hora, o Arauto místico, trazendo as  jubilosas novas do Espírito, luzirá da Cidade de Deus, resplendente  como o amanhecer e, com o toque de trombeta da sabedoria, despertará de  seu sono de negligência, o coração, a alma e o espírito. Então os  múltiplos favores e graças emanadas do santo e eterno Espírito  conferirão uma nova vida àquele que busca, a ponto de ele verificar que  foi dotado de nova visão e de um ouvido novo, de um novo coração e de  uma mente nova. Ele contemplará os sinais manifestos do universo e  penetrará nos mistérios ocultos da alma. Fitando com os olhos de Deus,  perceberá dentro de cada átomo uma porta que o conduz aos níveis da  certeza absoluta. Descobrirá em todas as coisas os mistérios da  Revelação Divina e as evidências de uma manifestação imperecedoura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afirmo por testemunho de Deus! Se aquele que trilha o reto caminho e  procura ascender às alturas da justiça, lograsse alcançar este grau  glorioso e supremo, ele inalaria a fragrância de Deus a uma distância de  mil léguas, e presenciaria o amanhecer resplandecente de uma divina Luz  guiadora surgindo acima da aurora de todas as coisas. Toda e qualquer  coisa, por menor que fosse, ser-lhe-ia uma revelação que o conduziria ao  Bem-Amado, Objeto de sua busca. Tão grande será o discernimento desse  peregrino, que poderá discriminar entre a verdade e a mentira assim como  ele distingue entre o sol e a sombra. Se as doces fragrâncias de Deus  forem emitidas dos mais longínquos confins do Oriente, ele, seguramente,  reconhecerá e inalará seu perfume, ainda que habite nas mais remotas  regiões do Ocidente. Discernirá também, claramente, todos os sinais de  Deus – Suas admiráveis palavras, Suas grandes obras, Seus atos poderosos  – distinguindo-os das ações, palavras e comportamento dos homens,  semelhante ao joalheiro que conhece a jóia no meio das pedras sem valor,  ou àquele que distingue a primavera do outono, e o calor do frio.  Quando a alma humana se purificar de todos os laços obstrutores deste  mundo, haverá de perceber, infalivelmente, o alento do Bem-Amado através  de desmedidas distâncias e, guiada por seu perfume, alcançar a Cidade  da Certeza e nela ingressar. Ali serão discernidas, por aquele que  busca, as maravilhas de Sua sabedoria antiga e no farfalhar das folhas  da Árvore que floresce nessa Cidade, serão percebidos todos os preceitos  ocultos. Com os ouvidos interiores, bem como os exteriores, ouvirá ele  os hinos de glória e louvor ascendendo de seu pó, ao Senhor dos  Senhores, e com os olhos interiores descobrirá os mistérios do  “regresso” e da “revivescência”. Quão indizivelmente gloriosos são os  sinais, as revelações e os esplendores destinados a essa Cidade por  Aquele que é o Rei dos nomes e atributos. Quem alcança essa Cidade,  satisfaz sua sede sem água, e sem fogo acende a chama do amor divino.  Cada folha de grama encerra os mistérios de uma sabedoria inescrutável e  sobre cada roseira, miríades de rouxinóis, em êxtase jubiloso, emitem  sua melodia. Suas tulipas admiráveis revelam os mistérios da Sarça  Ardente e suas doces fragrâncias de santidade transmitem o perfume do  Espírito Messiânico. Nessa Cidade, a riqueza é conferida sem ouro e a  imortalidade, sem morte. Em cada folha estão entesouradas delícias  inefáveis e dentro de cada aposento se ocultam mistérios sem conta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqueles que valorosamente se empenham na busca da Vontade de Deus,  uma vez que renunciem a tudo, salvo a Ele, afeiçoar-se-ão a essa Cidade e  tanto se lhe prenderão que inconcebível lhes seria separar-se por um  momento sequer. Provas infalíveis escutarão eles do Jacinto dessa  assembléia e os mais seguros testemunhos ouvirão da beleza de sua Rosa e  da melodia de seu Rouxinol. Uma vez em cerca de mil anos haverá essa  Cidade de se renovar e mais uma vez ser adornada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cumpre-nos, pois, ó meu amigo, fazer o máximo esforço para que  alcancemos essa Cidade e, pela graça e benevolência de Deus, rasguemos  os “véus da glória”; de modo que, com uma constância inabalável,  possamos sacrificar as nossas almas languescentes no caminho do Novo  Amado. Com olhos lacrimosos Lhe devemos implorar, fervorosa e  repetidamente, que nos conceda o favor dessa graça. Essa Cidade não é  senão o Verbo de Deus revelado em cada era. No tempo de Moisés, foi  o  Pentateuco; no de Jesus, o Evangelho; no de Maomé, o Mensageiro de Deus,  o Alcorão; neste dia, o Bayán, e na era d´Aquele que Deus tornará  manifesto, Seu próprio Livro – Livro esse ao qual todos os Livros das  eras anteriores devem se referir, o Livro que sobressai entre todos  eles, transcendente e supremo. Nessas Cidades, se providencia,  generosamente, o sustento espiritual e deleites incorruptíveis têm sido  ordenados. O alimento que elas dispensam é o pão celestial e o Espírito  que transmitem é a imperecível bênção de Deus. Às almas desprendidas,  concedem o favor da Unidade e aos desvalidos, riquezas; àqueles que  vagueiam nas solidões da ignorância oferecem a taça do conhecimento.  Toda a iluminação, todas as bênçãos, a erudição, a compreensão, a fé e a  certeza que foram conferidas a tudo o que existe no céu e na terra, se  ocultam dentro dessas Cidades – nelas estão entesouradas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Alcorão, por exemplo, foi uma fortaleza inexpugnável para o povo de  Maomé. Em Seus dias, qualquer um que nela entrasse era protegido contra  os ataques diabólicos, os dardos ameaçadores, as dúvidas que devoram a  alma e os sussurros blasfemos do inimigo. Também lhe foi concedida uma  parte dos bons frutos eternos – os frutos da sabedoria, colhidos da  Árvore divina. Foi-lhe permitido beber das águas incorruptíveis do rio  do conhecimento e saborear o vinho dos mistérios da Unidade divina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas as coisas de que o povo necessitava, relativas à Revelação de  Maomé e às Suas leis, se encontraram reveladas e manifestas naquele  Ridván de glória resplandecente.  Esse Livro constitui um testemunho  duradouro para seu povo, depois de Maomé, desde que sejam indisputáveis  seus decretos e infalível sua promessa. A todos se exortou seguir os  preceitos desse Livro até “o ano sessenta” (68) ano do advento do  maravilhoso Manifestante de Deus. É esse o Livro que, infalivelmente,  conduz aquele que busca, ao Ridván da Presença Divina, e a quem abandona  sua terra e trilha o caminho da busca, faz entrar no Tabernáculo da  reunião eterna. Sua orientação jamais poderá errar nem seu testemunho  ser por outro superado. Todas as outras tradições, todos os demais  livros e anais, estão destituídos de tal distinção, desde que as  tradições, bem como aqueles que as transmitiram, são confirmados e  provados somente pelo texto desse Livro. Além disso, as próprias  tradições diferem, deploravelmente, e múltiplas são suas obscuridades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O próprio Maomé, ao aproximar-se o fim de Sua missão, pronunciou  estas palavras: “Verdadeiramente, deixo entre vós Meus ponderáveis  testemunhos gêmeos: o Livro de Deus e Minha Família.” Embora muitas  tradições tivessem sido reveladas por aquele Manancial de Profecia e  Fonte de Iluminação divina, Ele, no entanto, mencionou somente esse  Livro, assinalando-o, assim, como o mais poderoso instrumento e o mais  seguro testemunho para quem busca; um guia para o povo até o Dia da  Ressurreição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com visão inalterável, com coração puro e espírito santificado, deves  tu considerar atentamente o que Deus estabeleceu como testemunho para  guiar Seu povo, em Seu Livro, o qual é reconhecido como autêntico por  todos, sejam de alto grau, ou humildes. Nesse testemunho, nós ambos, bem  como todos os povos do mundo, nos devemos apoiar, para que através de  sua luz, possamos conhecer e distinguir entre a verdade e a falácia, o  certo e o errado. Desde que Maomé limitou Seus testemunhos a Seu Livro e  Sua Família e já esta passou, só Lhe resta o Livro como Seu testemunho  único entre o povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No começo de Seu Livro, Ele diz: “Alif, Lám. Mim. Nenhuma dúvida há  acerca deste Livro. É um guia para aqueles que temem a Deus.” (69) As  letras soltas do Alcorão encerram os mistérios da Essência Divina e  dentro de suas conchas estão entesouradas as pérolas de Sua Unidade. Por  falta de espaço, não nos estendemos sobre elas, no momento.  Exteriormente, significam o próprio Maomé, a quem Deus se dirige,  dizendo: “Ó Maomé, não há dúvida nem incerteza sobre esse Livro que foi  enviado do céu da Unidade Divina. Nele se encontra orientação para  aqueles que temem a Deus.” Considera tu como Ele designou esse mesmo  Livro, o Alcorão, decretando que guiasse todos os que estão no céu e na  terra. Ele, o Ser Divino, a Essência incognoscível, Ele Mesmo,  testificou ser esse Livro, além de toda dúvida e incerteza, o guia de  todo o gênero humano até o Dia da Ressurreição. E agora perguntamos,  será justo que esse povo olhe com dúvida e desconfiança esse, o mais  ponderável Testemunho, cuja origem divina Deus proclamou, pronunciando-o  a incorporação da verdade? Será justo que se afastem daquilo que Ele  assinalou como o supremo Instrumento orientador para se alcançar os mais  altos cumes do conhecimento, e busquem algo que não seja esse Livro?  Como podem permitir que os absurdos e tolos dizeres dos homens lhes  lancem no espírito as sementes da desconfiança? Como podem ainda  sustentar, futilmente, haver certa pessoa falado desta ou daquela  maneira, ou certa coisa deixado de se realizar? Se fosse concebível que  algo além do Livro de Deus se provasse ser um instrumento mais poderoso e  um guia mais seguro para a humanidade, teria Ele deixado de revelá-lo  nesse versículo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É mister não nos desviarmos da irresistível injunção de Deus e de Seu  decreto fixo, segundo revelado no versículo já citado. Devemos aceitar  as sagradas e maravilhosas Escrituras, pois deixando de assim o fazer,  deixamos de admitir a verdade desse abençoado versículo. Evidentemente,  quem tiver deixado de admitir a verdade do Alcorão, terá, de fato,  deixado de admitir a verdade das Escrituras anteriores. Isto nada mais é  que o sentido manifesto do versículo. Fossemos expor seus sentidos  interiores e desdobrar seus mistérios ocultos, nem a eternidade seria  suficiente para esgotar-lhes a significação, nem o universo seria capaz  de ouvi-los! Deus atesta, realmente, a verdade das Nossas palavras!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outra passagem, também, diz ele: “Se tiverdes dúvida sobre aquilo  que fizemos descer ao Nosso Servo, então produzi uma Surá igual, e  convocai vossas testemunhas, além de Deus, se sois homens da verdade.”  (70) Vê como é elevado o grau e consumada a virtude desses versículos  que Ele declarou serem Seu testemunho mais seguro, Sua prova infalível, a  evidência de Seu poder supremo e uma revelação da potência de Sua  Vontade. Ele, o Rei divino, proclamou a supremacia incontestável dos  versículos de Seu Livro acima de todas as coisas que atestam Sua  verdade. Pois, comparados com todas as outras provas e evidências, os  versículos divinamente revelados brilham como o sol, enquanto todas as  demais são como estrelas. Para os povos do mundo, são eles o testemunho  imperecedouro, a prova incontrovertível, a luz brilhante do Rei ideal.  Sua excelência não tem rival; sua virtude é insuperável. São o tesouro  das pérolas divinas, o santuário dos divinos mistérios. Constituem o  Laço indissolúvel, a Corda firme, o Urvatu´l-Vuthqa, a Luz  inextingüível. Através deles flui o rio do Conhecimento Divino e arde o  fogo da Sua Sabedoria antiga e consumada. É o fogo que, no mesmíssimo  instante, acende a chama do amor no coração do fiel e, no do inimigo,  induz o frio da negligência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ó amigos! Não nos convém rejeitar a injunção de Deus; antes, devemos  concordar e nos submeter àquilo que Ele ordenou como Seu Testemunho  Divino. Esse versículo é uma asserção por demais ponderável e  significativa, para ser esclarecida e demonstrada por esta alma  oprimida. Deus diz verdade e aponta o caminho. Ele, em verdade, é  supremo sobre todo o Seu povo; Ele é o Poderoso, o Benéfico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz Ele, outrossim: “Tais são os versículos de Deus: com verdade, Nós  a Ti os recitamos. Mas em qual revelação haverão eles de acreditar, se  rejeitarem a Deus e Seus versículos?” (71) Se compreenderes aquilo em  que implica esse versículo, reconhecerás a verdade de que jamais foi  revelada uma manifestação maior que os Profetas de Deus, nem apareceu  sobre a terra, em qualquer tempo, um testemunho mais poderoso que o  testemunho dos Seus versículos revelados. Não, nunca poderá outro  testemunho superar esse testemunho, a não ser aquele que o Senhor, teu  Deus, queira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outra passagem Ele diz: “Infeliz cada pecador mentiroso, que ouve  recitar os versículos de Deus e então, como se não os tivesse ouvido,  persiste em orgulhoso desdém! Adverte-lhe de um castigo penoso.” (72) Só  as inferências desse versículo seriam suficientes para tudo o que está  no céu e na terra, se o povo ponderasse os versículos de seu Senhor.  Pois ouves dizer como, neste tempo, não obstante serem de origem divina,  o povo os despreza, desdenhosamente, como se fossem de todas as coisas  as de menos valor. E, todavia, nada maior que esses versículos jamais  apareceu nem se manifestará no mundo! Dize-lhes: “Ó povo desatento! Vós  repetis o que disseram vossos pais numa época passada. Quaisquer frutos  que eles tenham colhido da árvore de sua infidelidade, os mesmos  havereis vós também de colher. Dentro em breve sereis reunidos com os  pais e com eles morareis em fogo infernal. Mau refúgio! A morada do povo  da tirania.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em ainda outra passagem Ele diz: “E quando conhece quaisquer dos  Nossos versículos, ele os ridiculariza. Há um castigo vergonhoso para  eles!” (73) O povo observava irrisoriamente, dizendo: “Faze outro  milagre e dá-nos outro sinal!” Dizia um: “Faze agora descer sobre nós  uma parte do céu”; (74) e outro: “Se isso for a verdade mesma, provinda  de Ti, faze choverem pedras do céu sobre nós.” (75) Do mesmo modo que o  povo de Israel, no tempo de Moisés, trocava o pão do céu pelas coisas  sórdidas da terra, assim, também esse povo quis permutar pelos seus  próprios desejos desprezíveis, vãos, e abjetos, os versículos  divinamente revelados. Semelhantemente, neste dia, como vês, embora haja  descido do céu da misericórdia divina, o sustento espiritual emanado  das nuvens de Sua benevolência, e se bem que os mares da vida, segundo o  imperativo do Senhor de toda a existência, se movam dentro do Ridván do  coração, esse povo, entretanto, voraz como os cães, juntou-se a redor  de cadáveres e contentou-se com as águas estagnadas de um lago salino.  Deus bondoso! Como é estranha a conduta dessas pessoas! Clamam por guia,  ainda quando já foram içados os estandartes d´Aquele Que guia todas as  coisas. Prendem-se às obscuras sutilezas da erudição, enquanto Ele, o  Objeto de todo o conhecimento, brilha como o sol. Vêem o sol com os  próprios olhos e ainda perguntam àquele Orbe radiante sobre a prova de  Sua luz. Embora vejam sobre si descerem as chuvas primaveris, buscam, no  entanto, evidência dessa graça. A prova do sol é sua própria luz, que  ilumina e envolve todas as coisas. A evidência da chuva é seu benefício,  ou seja, o de renovar e vestir o mundo com o manto da vida. Sim, o cego  nada percebe do sol, senão seu calor, e o solo árido nenhum quinhão  recebe das chuvas da misericórdia. “Não admires se, no Alcorão, o  descrente nada perceber além do traço das letras, pois no sol o cego  nada encontra, senão o calor.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outra passagem, Ele diz: “E quando lhes são recitados Nossos  versículos claros, seu único argumento consiste em dizer: “Restitui-nos  nossos pais, se falais a verdade!” (76) Vê, que fúteis evidências  pediram dessas Personificações de uma misericórdia que a tudo abarca!  Zombaram dos versículos, uma só letra dos quais é maior que a criação  dos céus e da terra e ressuscita, com o espírito da fé, os mortos no  vale do ego e do desejo; e clamaram, dizendo: “Faze nossos pais  apressarem-se em sair de seus sepulcros.” Tal foi a perversidade desse  povo, tal seu orgulho. Cada um desses versículos é, para todos os povos  do mundo, um testemunho infalível e uma prova gloriosa de Sua verdade.  Cada um deles é, em verdade, suficiente para todo o gênero humano – se  meditasses sobre os versículos de Deus. No próprio versículo mencionado,  jazem ocultas pérolas de mistérios. Qualquer que seja o mal, o remédio  por ele oferecido nunca poderá falhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não atendas à vã asserção dos que mantêm que o Livro e seus  versículos jamais servirão de testemunho para as massas, por não serem  estas capazes de entender seu significado ou apreciar seu valor. E,  todavia, o infalível testemunho de Deus, tanto para Leste como para  Oeste, não é outro que o Alcorão. Se estivesse além da compreensão dos  homens, como teria sido possível declará-lo um testemunho universal para  todos? Se fosse verdade o que sustentam, de ninguém seria exigido  conhecer a Deus, nem isto se tornaria necessário, desde que o  conhecimento do Ser Divino transcende o conhecimento do Seu Livro, e a  plebe não possuiria capacidade para compreendê-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal asserção é inteiramente falaz e inadmissível. É motivada somente  por arrogância e orgulho. Seu objetivo é fazer o povo desviar-se do  Ridván da aprovação divina e sobre esse povo apertar as rédeas de sua  autoridade. Todavia, aos olhos de Deus, o povo é infinitamente superior e  enaltecido acima de seus líderes religiosos que se têm afastado do Deus  Uno e Verdadeiro. A capacidade para entender Suas palavras e a  compreensão das entoações das Aves do Céu, de modo algum dependem da  erudição humana. Dependem tão somente da pureza de coração, da castidade  de alma e da liberdade de espírito. Evidenciam isto aqueles que hoje,  embora nunca adquirissem uma letra sequer de erudição segundo as normas  aceitas, ocupam, no entanto, os mais altos lugares no domínio do  conhecimento; e o jardim de seus corações está adornado, através das  chuvas da graça divina, com as rosas da sabedoria e as tulipas do  entendimento. Bem-aventurados os sinceros de coração por poderem  participar da luz de um Dia grandioso!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E também Ele diz: “Quanto aos que não crêem nos versículos de Deus,  nem acreditam que tenha, em algum tempo, de se encontrar com Ele – Minha  misericórdia não lhes será concedida e um castigo penoso os espera.”  (77) E ainda: “E eles dizem: - Deveremos então abandonar nossos deuses  por um poeta enlouquecido? –“ (78) O sentido deste versículo está claro.  Vê o que observaram depois de revelados os versículos. Chamaram-No de  poeta, zombaram dos versículos de Deus e exclamaram, dizendo: “Essas  palavras suas são apenas histórias de antepassados!” Com isso queriam  dizer que aquelas palavras pronunciadas pelos povos da antigüidade,  Maomé as havia compilado e chamado de Palavra de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do mesmo modo, neste dia, ouviste o povo imputar a esta Revelação  coisas iguais, dizendo: “Ele compilou essas palavras da antigüidade”, ou  “essas palavras são espúrias.” Vãs e altivas são suas asserções, abjeto  seu grau e vil sua condição!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após as negações e denúncias que proferiram, às quais já nos  aludimos, protestaram, dizendo: “Nenhum Profeta independente, segundo as  nossas Escrituras, deverá surgir após Moisés e Jesus para abolir a Lei  da Revelação Divina. Não, aquele que se há de tornar manifesto, deve,  forçosamente, cumprir a Lei.” Revelou-se então este versículo, que  indica todos os temas divinos e atesta a verdade de que a graça do  Todo-Misericordioso jamais deixará de manar: “E José veio a vós  antigamente com sinais claros, mas não deixastes de duvidar da mensagem  com a qual Ele vos veio, até que, quando morreu, dissestes – Deus de  modo algum levantará um Mensageiro depois d´Ele. – Assim Deus  desencaminha aquele que transgride, que duvida.” (79) Portanto, deves  entender este versículo e saber com certeza, que o povo em cada era,  apegando-se a um versículo do Livro, têm pronunciado palavras tão  absurdas e vãs, mantendo que nunca mais um Profeta haveria de se  manifestar ao mundo. Assim mesmo como os sacerdotes cristãos, que,  apoiando-se no versículo do Evangelho, ao qual já nos referimos,  tentaram explicar que a lei do Evangelho nunca seria anulada e jamais um  Profeta independente se tornaria manifesto, a menos que confirmasse a  lei do Evangelho. A maior parte do povo já caiu vítima da mesma doença  espiritual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como tu vês, o povo do Alcorão, semelhante ao povo da  antigüidade, permitiu que as palavras “Selo dos Profetas” lhe velassem  os olhos. Entretanto, eles próprios testemunham este versículo: “Ninguém  o sabe interpretar, a não ser Deus e aqueles bem fundados no  conhecimento.” (80) E quando Aquele bem fundado em todo o saber, Que lhe  é a Mãe, a Alma, o Segredo e a Essência, revela algo que seja no mínimo  grau contrário a seu desejo, fazem-Lhe violenta oposição e  vergonhosamente O negam. A estes, já ouviste e testemunhaste. Tais ações  e palavras foram instigadas somente pelos líderes de religião, aqueles  que não adoram a outro Deus, senão seu próprio desejo, que a nada  mostram lealdade, exceto ao ouro, que estão envolvidos nos mais densos  véus da erudição e que, enredados pelas suas obscuridades, se perdem nas  solidões do erro. Assim mesmo como declarou explicitamente o Senhor da  existência: “Que pensas tu? Aquele que faz de suas paixões um deus e a  quem Deus faz errar por causa de um conhecimento, cujos ouvidos e cujo  coração Ele selou e sobre cuja vista Ele lançou um véu – quem guiará tal  homem após sua rejeição por Deus? Não quereis, pois, ser advertidos?”  (81)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora o sentido exterior de “A quem Deus faz errar por causa de um  conhecimento” seja o que se já revelou, esse versículo significa para  Nós, entretanto, aqueles eclesiásticos da época que se afastaram da  Beleza Divina e, firmando-se em sua própria erudição, segundo fora  moldada pelos seus próprios desejos e fantasias, denunciaram a Mensagem  Divina e a Revelação de Deus. “Dize: é uma Mensagem grandiosa, esta da  qual vos afastais!” (82) E também Ele diz: “E quando Nossos versículos  claros lhes são recitados, dizem – É um simples homem que vos quereria  desviar do culto de vosso pai. – E dizem – Isso nada mais é que uma  mentira forjada. –“ (83)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que dê ouvidos à santa Voz de Deus e atendas a Sua melodia suave e  imortal. Vê como Ele admoestou solenemente àqueles que repudiaram os  versículos de Deus e deserdou os que negaram Suas santas palavras.  Considera tu a que ponto o povo se desviou do Kawthar da Presença Divina  e como eram lastimáveis a infidelidade e a arrogância daqueles  destituídos espiritualmente, à face dessa Beleza santificada. Embora  essa Essência da benevolência e generosidade tivesse conduzido aqueles  seres efêmeros para o reino da imortalidade e guiado ao sagrado rio da  riqueza aquelas almas desprovidas, alguns, não obstante, denunciaram-No  como “um caluniador de Deus, o Senhor de todas as criaturas”, outros  acusaram-No de ser “aquele que impede o povo de seguir o caminho da fé e  da crença verdadeira”, enquanto outros ainda O declararam “lunático”, e  coisas semelhantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também observas hoje com que imputações vis atacaram aquela Jóia da  Imortalidade e quantas transgressões indizíveis amontoaram sobre Aquele  que é a Fonte da pureza. Embora Deus, em todo o Seu Livro e em Sua  Epístola santa e imortal, tenha advertido aqueles que negam e repudiam  os versículos revelados e tenha anunciado Sua graça àqueles que os  aceitam, vê tu, no entanto, as inúmeras cavilações que eles dirigiram  contra esses versículos enviados do novo céu da eterna santidade de  Deus! E isso, apesar do fato de que nunca se viu tão grande emanação de  graças, nem se ouviu falar numa revelação de benevolência como esta.  Tais foram as graças manifestadas e tal a revelação, que os versículos  revelados pareciam chuvas primaveris caindo das nuvens da misericórdia  do Todo-Generoso. Cada um dos “Profetas dotados de constância”, cuja  sublimidade e glória brilham como o sol, foi honrado com um Livro que  todos já viram e do qual os versículos foram devidamente averiguados, ao  passo que versículos têm descido como chuva desta Nuvem da Misericórdia  Divina, com tal abundância que ninguém ainda pode estimar seu número.  Uns vinte volumes estão atualmente ao nosso dispor. Quantos ainda  permanecem além de nosso alcance! Quantos foram roubados e caíram nas  mãos do inimigo, sendo desconhecido seu destino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ó irmão, devemos abrir os olhos, meditar sobre Sua Palavra e buscar  abrigo à sombra protetora dos Manifestantes de Deus, para que talvez  sejamos advertidos pelos conselhos inequívocos do Livro e atendamos às  admoestações registradas nas santas Epístolas; para que não zombemos do  Revelador dos versículos; para que nos resignemos inteiramente à Sua  Causa e abracemos, de todo coração, a Sua lei, de modo que possamos  entrar, porventura, na corte de Sua misericórdia e habitar nas plagas de  Sua graça. Ele, em verdade, é misericordioso e clemente para com Seus  servos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outrossim, diz Ele: “Dizei, ó povo do Livro! Não é que vos recusais a  reconhecer-nos somente porque cremos em Deus e naquilo que Ele nos  enviou, bem como naquilo que&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele fez descer outrora, e porque vós, na maioria, sois malfeitores?”  (84) Quão explicitamente este versículo revela Nosso propósito, e com  que clareza demonstra a verdade do testemunho dos versículos de Deus!  Foi revelado num tempo em que o islã estava sendo atacado pelos infiéis e  seus adeptos acusados de heresia, quando se denunciava aos Companheiros  de Maomé como repudiantes de Deus e seguidores de um feiticeiro  mentiroso. Nos primeiros tempos, quando, aparentemente, o islã estava  ainda destituído de poder e autoridade, os amigos do Profeta, que haviam  volvido a face para Deus, onde quer que fossem, eram atormentados,  perseguidos, apedrejados e vilipendiados. Num tempo como esse, se fez  descer do céu da Revelação Divina esse abençoado versículo que revelou  evidência irrefutável e trouxe a luz da infalível guia. Segundo seu  contexto, deveriam os companheiros de Maomé declarar o seguinte aos  infiéis e idólatras: “Vós nos oprimis e perseguir e, no entanto, que  fizemos nós além de crer em Deus e nos versículos que nos foram enviados  por intermédio da língua de Maomé, e naqueles que desceram sobre os  Profetas antigos?” Significa isto consistir em sua única falta em  reconhecer que os novos e maravilhosos versículos de Deus, descidos  sobre Maomé, bem como aqueles revelados aos Profetas de antanho, foram  todos de Deus, e em admitir e abraçar sua verdade. É este o testemunho  que o Rei Divino ensinou a Seus servos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em vista disto, será justo que esse povo repudie os versículos  recentemente revelados, os quais percorreram tanto o Leste como o Oeste,  e se considere a si próprio o sustentáculo da fé verdadeira? Não  deveria, antes, crer n´Aquele que revelou esses versículos? Tomando-se  em conta o testemunho que Ele mesmo estabeleceu, como poderia Ele deixar  de considerar como verdadeiros crentes aqueles que afirmaram a verdade  desse testemunho? Longe d´Ele repelir dos portais de Sua misericórdia  aqueles que se dirigiram aos versículos divinos e lhes abraçaram a  verdade; longe d´Ele ameaçar aqueles apegados a Seu testemunho seguro!  Realmente, Ele estabelece a verdade através dos Seus versículos e  confirma Sua revelação pelas Suas palavras. Ele, em verdade, é o  Poderoso, o Amparo no perigo, o Onipotente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E diz Ele também: “Tivéssemos Nós Te enviado um Livro escrito sobre  pergaminho, e se o tivessem tocado com as mãos, seguramente, teriam dito  os infiéis – Isso nada mais é que magia palpável -.” (85) A maior parte  dos versículos do Alcorão indica este tema. Por querermos ser breves,  mencionamos somente estes versículos. Reflete: ter-se-á estabelecido, no  Livro inteiro, qualquer coisa a não ser os versículos, como critério  para o reconhecimento dos Manifestantes de Sua Beleza e à qual o povo se  pudesse apegar, vindo, assim a rejeitar os Manifestantes de Deus? Ao  contrário, Ele em cada instância, ameaça de fogo àqueles que repudiam e  ridicularizam os versículos, como já se mostrou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, se aparecesse uma pessoa trazendo miríades de versículos,  discursos, epístolas e orações, nenhum dos quais adquirido mediante  estudo, que desculpa seria concebível para justificar aqueles que os  rejeitam e se privam da potência de sua graça? Que resposta poderiam  dar, uma vez que suas almas tivessem ascendido, partindo dos templos  sombrios? Poderiam tentar justificar-se dizendo: “Aderimos a certa  tradição e, não tendo visto seu cumprimento literal, usamos, pois,  dessas cavilações contra Aqueles que incorporam a Revelação Divina e nos  afastamos da lei de Deus”? Não ouviste dizer que uma das razões por que  certos Profetas foram denominados “Profetas dotados de constância” foi a  revelação a eles de um Livro? Como, no entanto, se justificar a  rejeição, por parte desse povo, do Revelador e Autor de tantos volumes  de versículos e sua adesão às palavras daquele que nesciamente lançou as  sementes da dúvida nos corações dos homens e que, de um modo satânico,  se levantou para conduzir o povo aos caminhos da perdição e do erro?  Como podiam essas pessoas permitir que tais coisas as privassem da luz  do Sol da generosidade divina? Além disso, se desprezassem e rejeitassem  uma Alma tão divina, uma Emanação tão santa, a quem – perguntaríamos –  poderiam apegar-se, e para cuja face, senão à Sua, volver-se? Sim –  “Todos têm uma parte dos céus para onde volver-se”: (86) Nós te temos  mostrado esses dois caminhos; que andes no caminho de tua escolha. Isso,  de certo, é a verdade e, além da verdade, nada resta senão o erro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre as provas que demonstram a verdade desta Revelação, figura a  seguinte: em cada Era, sempre que a Essência invisível se revelava na  pessoa de Seu Manifestante, certas almas sem renome, desprendidas de  todo laço terreno, em busca de iluminação iam ao Sol profético e à Lua  da guia divina e atingiam a Presença de Deus. Por esta razão, os  eclesiásticos da época e os possuidores de riquezas, desprezavam essas  pessoas e delas zombavam. Assim mesmo como Ele revelou acerca daqueles  que erraram: “Então, disseram os líderes entre Seu povo, os quais não  acreditavam – Só vemos em Ti um homem igual a nós mesmos; nem vemos  entre aqueles que Te seguiram senão os mais desprezíveis entre nós,  pessoas de juízo precipitado; tampouco percebemos em vós excelência  alguma superior à nossa; nós, ao contrário, vos julgamos mentirosos. –“  (87) Cavilaram desses santos Manifestantes e protestaram, dizendo:  “Ninguém vos tem seguido a não ser os abjetos entre nós, aqueles  indignos de atenção.” Foi seu propósito mostrar que nenhum dos eruditos,  ricos ou afamados neles acreditou. Com este argumento e outros  semelhantes, tentaram demonstrar a falsidade d´Aquele que nada diz senão  a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta Era, a mais resplendente, entretanto, nesta Soberania suprema,  vários eclesiásticos iluminados, alguns homens de consumada erudição e  doutos possuidores de sabedoria madura, atingiram Sua Corte, beberam do  cálice da Sua Presença Divina e foram agraciados com a honra do Seu mais  excelente favor. Por causa do Bem-Amado, renunciaram ao mundo e a tudo o  que nele está. Citaremos os nomes de alguns deles, para que isso talvez  fortaleça os pusilânimes e encoraje os tímidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve entre eles Mullá Husayn, que foi favorecido com a fulgente  glória do Sol da Revelação divina. Se não fosse ele, Deus não se teria  estabelecido sobre o assento da Sua misericórdia, nem ascendido ao trono  da glória eterna. Entre eles figuravam também Siyyid Yahyá, personagem  incomparável e único em sua época.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mullá Muhammad ´Alíy-i-Zanjáni&lt;br /&gt;Mullá ´Alíy-i-Bastámí&lt;br /&gt;Mullá Sa´ id-i-Bárfírúshí&lt;br /&gt;Mullá Ni ´matu´llah-i-Mazindarání&lt;br /&gt;Mullá Yúsuf-i-Ardibíli&lt;br /&gt;Mullá Mihdíy-i-Khu´i&lt;br /&gt;Siyyid Husayn-i-Turshízí&lt;br /&gt;Mullá Mihdíy-i-Kandí&lt;br /&gt;Mullá Báqir&lt;br /&gt;Mullá ´Abdu´ l-Kháliq-i-Yazdí&lt;br /&gt;Mullá ´Alíy-i-Baraqání&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e outros, perto de quatrocentos no total, cujos nomes todos estão inscritos sobre a “Epístola Guardada” de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos estes foram guiados pela luz desse Sol da Revelação Divina;  todos reconheceram e confessaram Sua verdade. Tão grande foi a fé da  maioria que renunciou bens e parentes e aderiu ao beneplácito do  Todo-Glorioso. Sacrificaram a vida pelo Bem-Amado; tudo renderam em Seu  caminho. Os peitos tornaram-se alvos para os dardos do inimigo e as  cabeças adornaram as lanças do infiel. Não restava terra que não tivesse  bebido o sangue dessas personificações do desprendimento, nem espada  que não lhes houvesse ferido o pescoço. Bastam suas ações para  testemunhar a verdade de suas palavras. Não será suficiente, para o povo  dos dias atuais, o testemunho dessas almas santas que se levantaram  para oferecer a vida pelo Amado, tão gloriosamente que o mundo inteiro  se admirou da maneira de seu sacrifício? Não será uma prova ampla contra  a infidelidade daqueles que por uma bagatela traíram sua fé, que  trocaram a imortalidade por aquilo que perece, que renunciaram ao  Kawthar da Presença Divina por fontes salobras, de quem o único objetivo  na vida é usurpar a propriedade alheia? Assim mesmo como tu vês, todos  eles se têm ocupado com as vaidades do mundo e se desviado para longe  d´Aquele que é o Senhor, o Altíssimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sê justo: É aceitável e digno de atenção o testemunho daqueles cujos  atos concordam com as palavras, cuja conduta exterior corresponde à vida  íntima? A mente deslumbra-se ante suas façanhas e a alma se maravilha  diante de sua fortaleza de espírito e sua resistência física. Ou será  aceitável o testemunho daquelas almas infiéis que nada respiram senão o  desejo egoísta e que jazem prisioneiras de suas próprias vãs fantasias?  Semelhantes aos morcegos da escuridão, não levantam as cabeças do leito a  não ser em busca das coisas transitórias do mundo, e à noite nenhum  repouso encontram, salvo em seu empenho por promover os objetivos de sua  vida sórdida. Imersas em seus projetos egoístas, estão esquecidas do  Decreto Divino. Durante o dia, esforçam-se de toda a alma para obter os  benefícios mundanos, e à noite só se ocupam em satisfazer os desejos  carnais. Segundo que lei ou que norma seria justificável aos homens  apoiar as negações feitas por almas de tão mesquinha mentalidade e  desestimar a fé daqueles que, para agradar a Deus, renunciaram vida e  bens, fama e renome, reputação e honra?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não foram os acontecimentos da vida do “Príncipe dos Mártires” (88)  considerados os maiores de todos os eventos, a suprema evidência de sua  verdade? Não declarou o povo do passado serem esses fatos sem  precedentes? Não afirmou que nunca um manifestante da verdade  demonstrara tal constância, tão insigne glória? Entretanto, aquele  episódio de sua vida começou, como se sabe, pela manhã e terminou ao  meio-dia, enquanto que essas luzes santas há dezoito anos suportam  heroicamente as torrentes de aflições que de todos os lados sobre elas  têm chovido. Com que amor, devoção, júbilo e santo êxtase, sacrificaram a  vida na senda do Todo-Glorioso! Da verdade disso todos atestam. Como  podem, todavia, menosprezar esta Revelação? Já alguma outra época viu  tão grandiosos eventos? Se esses companheiros não são os que em verdade  buscam a Deus, de que, então, poderia se dizer isto? Já almejaram eles  poder ou glória? Já alguma vez ambicionaram riquezas? Terão nutrido  outro desejo, senão o beneplácito de Deus? Se esses companheiros, com  todos os seus maravilhosos testemunhos e suas obras admiráveis, são  falsos, que, então, é digno de reclamar para si a verdade? Deus é Minha  Testemunha! Seus próprios feitos são evidência suficiente e uma prova  irrefutável para todos os povos da terra – fossem os homens ponderar nos  corações os mistérios da Revelação Divina. “E aqueles que agem com  injustiça breve saberão que destino os espera.” (89)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda mais, o sinal da verdade e da falácia é designado e determinado  no Livro. Por essa pedra de toque divinamente ordenada devem as  pretensões de todos os homens ser postas à prova, de modo a se conhecer o  homem veraz e distingui-lo do impostor. Essa pedra de toque não é outra  senão este versículo: “Desejai a morte, se sois homens da verdade.”  (90) Considera tu esses mártires de uma sinceridade inquestionável, cuja  veracidade é atestada pelo explícito texto do Livro, todos os quais,  assim mesmo como viste, sacrificaram vida, bens, esposas e filhos – tudo  e ascenderam para os mais sublimes recintos do Paraíso. Será justo  rejeitar o testemunho que esses seres desprendidos e elevados deram à  verdade desta preeminente e gloriosa Revelação, e apoiar as acusações  feitas contra esta Luz resplandecente por aquele povo infiel, que por  ouro abandonou sua fé e, por amor à liderança, repudiou Aquele Que é o  Líder Primaz de toda a humanidade? E isso, não obstante ser seu caráter  agora revelado, vindo eles a ser reconhecidos por todos como pessoas que  de modo algum cederiam, por causa da Fé sagrada de Deus, a mínima  partícula de sua autoridade temporal e, muito menos, suas vidas, seus  bens, ou coisa semelhante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vê como a Pedra de toque divina, segundo o explícito texto do Livro,  separou e distinguiu o verdadeiro do falso. Não percebendo ainda essa  verdade, entretanto, e imersos no sono da negligência, buscam as  vaidades do mundo e se ocupam em pensar no vão prestígio terreno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Ó Filho do Homem! Muitos dias já passaram enquanto tu te ocupas com  tuas vãs fantasias e imaginações. Quanto tempo ainda haverás de dormir  sobre teu leito? Levanta a cabeça do sono, pois o Sol já subiu até o  zênite; talvez possa brilhar sobre ti com a luz da beleza.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seja sabido, todavia, que nenhum desses doutos e eclesiásticos aos  quais nos referimos, possuía o grau e a dignidade de dirigente. Pois os  dirigentes religiosos mais conhecidos e de maior prestígio, que ocupam  os lugares de autoridade e exercem as funções de liderança, não podem,  em absoluto, prestar lealdade ao Revelador da verdade, a não ser quem  teu Senhor queira. Com poucas exceções, tais coisas jamais aconteceram.  “E poucos de Meus servos são os agradecidos.” (91) Assim mesmo como  nesta Era, não houve quem abraçasse a Fé entre aqueles sacerdotes de  renome que seguravam nas mãos as rédeas da autoridade sobre o povo.  Antes, contra ela lutaram com tal animosidade e determinação que jamais  ouvido algum escutou, nem vista alguma percebeu, coisa igual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Báb, o Senhor, o Excelso – que a vida de todos Lhe seja oferecida  em holocausto – revelou especificamente uma Epístola aos sacerdotes de  cada cidade, na qual Ele expõe plenamente o caráter da negação e  rejeição por parte de cada um deles. “Por conseguinte, sede bem atentos,  vós que sois homens de percepção!” (92) Com Suas referências a essa  oposição, intentava Ele invalidar as objeções que o povo do Bayán talvez  fizesse no dia da manifestação de “Mustagháth” (93), dia da  Ressurreição Ulterior, alegando que, enquanto na Era do Bayán vários  sacerdotes abraçaram a Fé, nesta Revelação ulterior, nenhum destes  reconheceu Sua declaração. Foi Seu propósito advertir o povo para que se  não apegasse – Deus nos defenda! – a tais pensamentos insensatos e se  não privasse da Beleza Divina. Sim, os sacerdotes aos quais nos  referimos não eram de renome, em sua maioria, e todos eles, pela graça  de Deus, se purificaram das vaidades terrenas e se livraram das  insígnias da autoridade. “Tal é a graça de Deus; a quem Ele quer, Ele a  concede.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra prova e evidência da verdade desta Revelação – prova que entre  todas as demais brilha como o sol – é a constância da Beleza Eterna em  proclamar a Fé Divina. Embora jovem de tenra idade, e não obstante ser a  Causa por Ele revelada contrária ao desejo de todos os povos da terra,  dos poderosos como dos humildes, dos ricos como dos pobres, enaltecidos e  aviltados, reis e súditos, levantou-se Ele, todavia, e proclamou-a  firmemente. Disso todos têm sabido e ouvido falar. A ninguém temia; não  tomava em conta conseqüências. Poderia tal coisa se manifestar se não  fosse o poder de uma Revelação divina e a potência da invencível Vontade  de Deus? Pela justiça de Deus! Fosse alguém nutrir no coração uma  Revelação tão grande, só o pensar em declará-la confundir-lhe-ia! Se os  corações de todos os homens se comprimissem dentro de seu coração, ainda  ele hesitaria em se aventurar a tão grave empreendimento. Só poderia  realizá-lo com a permissão de Deus, e tão somente se seu coração  estivesse ligado à Fonte das graças divinas, e à sua alma fosse  assegurado o infalível sustento do Todo-Poderoso. A que, perguntamos  Nós, atribuem eles tão grande intrepidez? Será que O acusam de  insensatez, assim como acusaram aos Profetas antigos? Ou alegam ter sido  Seu motivo único a aquisição de prestígio e de riquezas terrenas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus bondoso! Em Seu Livro, que Ele intitulou “Qayyúmmu´ l-Asmá” – o  primeiro, maior e mais poderoso de todos os livros – profetizou Ele o  próprio martírio. Nesse Livro se encontra esta passagem: “Ó tu, Rasto de  Deus! Sacrifiquei-me inteiramente por Ti; aceitei maldições por Tua  causa; e nada almejei senão o martírio no caminho do Teu amor.  Testemunha suficiente para mim é Deus, o Excelso, o Protetor, o Ancião  dos Dias!”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do mesmo modo, em Sua interpretação da letra “Há”, Ele anelava o  martírio, dizendo: “Pareceu-me ouvir uma Voz chamando no mais íntimo do  meu ser – Sacrifica no caminho de Deus aquilo que mais amas, assim como  Husayn – que a paz esteja sobre ele – ofereceu a vida por Minha causa! –  E se eu não atentasse este inevitável mistério, por Aquele que tem meu  ser entre as mãos, mesmo se todos os reis da terra se coligassem, não  teriam o poder de me privar de uma só letra; quanto menos ainda o podem  esses servos que não são dignos de nenhuma atenção e que, em verdade, se  acham entre os rejeitados... Para que todos possam conhecer o grau de  Minha paciência, Minha resignação e abnegação no caminho de Deus.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderia se supor que o Revelador de palavras como estas andasse em  outro caminho, senão no de Deus, e almejasse algo que não fosse a Sua  aprovação? Nesse mesmo versículo jaz oculto um sopro de desprendimento  que, se fosse emitido em sua plenitude sobre o mundo, faria com que  todos os seres renunciassem à vida e sacrificassem a alma. Deves  refletir sobre a conduta infame desta geração e ver sua ingratidão  espantosa. Observa como eles têm fechado os olhos para toda esta glória e  como procuram, em sua abjeção, aqueles cadáveres pútridos de cujos  ventres se ergue o grito da substância dos fiéis que foi tragada. E  todavia, que calúnias indecorosas têm eles arremessado contra aquelas  Auroras da Santidade! Assim Nós te relatamos o que fizeram as mãos dos  infiéis – aqueles que, no Dia da Ressurreição, viraram da Presença  Divina sua face e foram atormentados por Deus com o fogo de sua própria  descrença, e para os quais Ele preparou no mundo vindouro um castigo que  lhes há de devorar tanto o corpo como a alma. Pois disseram: “Deus é  impotente, e a Mão de Sua misericórdia está agrilhoada.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A firmeza na Fé é um testemunho seguro e uma gloriosa evidência da  verdade. Assim mesmo como disse o “Selo dos Profetas”: “Dois versículos  Me fizeram velho.” Ambos esses versículos indicam a constância na Causa  de Deus. Assim como Ele diz: “Sê firme, como te foi ordenado.” (94)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E considera tu agora como esse Sadrih do Ridván de Deus, ainda na  flor da juventude, se levantou para proclamar a Causa de Deus. Vê que  constância esse Manifestante da Beleza Divina revelou. O mundo inteiro  levantou-se para impedi-Lo, mas falhou completamente. Quanto mais severa  a perseguição que infligiam a esse Sadrih abençoado, mais Seu fervor  aumentava e mais intensamente ardia a chama de Seu amor. Tudo isso é  evidente e ninguém lhe contesta a verdade. Afinal, Ele entregou Sua alma  e alçou vôo para os reinos do alto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E entre as provas da verdade de Sua manifestação houve o predomínio, o  poder transcendente e a supremacia que Ele, Revelador da existência e  Manifestante do Adorado, sozinho e sem auxílio, revelou em todo o mundo.  Mal havia esse Manifestante da Beleza Eterna surgido em Shiráz, no ano  sessenta, e rompido o véu da ocultação, quando se tornaram manifestos em  toda terra os sinais da supremacia, da grandeza, da soberania e do  poder que emanavam dessa Essência das Essências, desse Mar dos Mares;  tanto que, de cada cidade apareceram os sinais, as evidências, os  indícios e testemunhos desse Luminar Divino. Quão numerosos eram os  corações puros e benévolos que espelharam fielmente a luz desse Sol  eterno; quão múltiplas as emanações de conhecimento desse Oceano da  sabedoria divina que envolveu todos os seres! Em cada cidade, todos os  eclesiásticos e dignitários, levantando-se com o fim de os impedir e  reprimir, muniram-se de malícia, inveja e tirania para suprimi-los. Que  grande número dessas almas santas, dessas essências da justiça, que,  sendo acusadas de tirania, foram mortas! E quantas personificações da  pureza, que nada demonstraram senão verdadeiro conhecimento e atos  imaculados, sofreram uma morte angustiosa! Não obstante tudo isso, cada  um desses santos seres, até seu último momento, suspirava o Nome de Deus  e voou no reino da submissão e resignação. Tão grande foi a influência  que Ele exerceu sobre esses seres e a tal ponto os transformou, que  deixaram de nutrir qualquer outro desejo a não ser Sua Vontade, e  devotaram a alma à Sua lembrança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reflete: Quem neste mundo é capaz de manifestar tão transcendente  poder, uma influência tão predominante? Todos esses corações sem mácula e  almas santificadas responderam, com absoluta resignação, ao chamado de  Seu decreto. Em vez de se queixarem, agradeceram a Deus e, em meio às  trevas de sua angústia, nada revelaram senão radiante aquiescência à Sua  Vontade. É evidente como era implacável o ódio, e quão amargas eram a  malícia e a inimizade que todos os povos da terra mostraram para com  esses companheiros. A perseguição e a dor que infligiram a esses seres  santos e espirituais foram vistas por eles como um meio de atingir a  salvação, a prosperidade e o êxito eterno. Já terá o mundo visto, desde  os dias de Adão, tumulto igual ou comoção de tanta violência? Não  obstante todo o tormento que sofreram e as múltiplas aflições que  suportaram, tornaram-se alvo de opróbrio e execração universais.  Parece-me que a paciência se revelou unicamente em virtude de sua  fortaleza, e a própria fidelidade não foi gerada senão pelas suas  façanhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pondera em teu coração esses momentosos acontecimentos, para que  possas compreender a grandeza desta Revelação e perceber sua estupenda  glória. Então o espírito da fé, através da graça do Misericordioso,  insuflar-se-á em teu ser, e tu haverás de te estabelecer para sempre  sobre o assento da certeza. O Deus Uno é Minha testemunha! Se ponderares  um pouco, verificarás que, à parte todas essas verdades estabelecidas e  evidências já mencionadas, o repúdio e a execração pronunciados pelo  povo da terra são em si a mais poderosa prova e o mais seguro testemunho  da verdade desses heróis no campo da resignação e do desprendimento.  Sempre que meditares sobre as cavilações pronunciadas por todos – sejam  eclesiásticos, doutos ou ignorantes – mais firme e constante hás de te  tornar na Fé. Pois qualquer coisa que haja sucedido, já foi profetizada  por aqueles que são as Minas do conhecimento divino, os Receptores da  eterna lei de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora não tencionássemos aludir às tradições de uma era passada,  consentiremos, no entanto, por causa de Nosso amor a ti, em citar  algumas que sejam aplicáveis a Nosso argumento. Não sentimos, porém,  necessidade disso, visto ser o que já mencionamos suficiente para o  mundo e para tudo o que nele existe. De fato, todas as Escrituras e seus  mistérios estão condensados neste breve relato, tanto que, se alguém o  ponderasse um pouco no coração, descobriria, de tudo o que foi dito, os  mistérios das Palavras de Deus, e compreenderia o significado de  qualquer coisa manifestada por esse Rei ideal. Desde que haja diferenças  de grau e de compreensão entre o povo, citaremos algumas das tradições,  para que estas possam proporcionar constância à alma vacilante e  tranqüilidade à mente aflita. Assim se fará completo e perfeito o  testemunho de Deus a todos, sejam de alto grau ou humildes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre as tradições se encontra esta: “E quando se manifesta o  Estandarte da Verdade, tanto o povo do Leste como o do Oeste o  amaldiçoa.” Deve-se sorver o vinho da renúncia, atingir as sublimes  alturas do desprendimento e fazer a meditação à qual se referem as  palavras: “Uma hora de reflexão é preferível a setenta anos de adoração  piedosa”, de modo a descobrir o segredo da miserável conduta do povo -  deste povo que, a despeito do amor e do ardente desejo que professa ter  pela verdade, amaldiçoa aqueles que seguem a Verdade, após Ele se haver  manifestado – fato esse atestado pela tradição que acabamos de  mencionar. Evidentemente, a razão de tal conduta não é outra que a  anulação daqueles regulamentos, costumes, hábitos e ritos aos quais o  povo estava sujeito. De outro modo – fosse a Beleza do Misericordioso  conformar-se com os mesmos regulamentos e costumes correntes entre o  povo, e sancionar sua observância – não teriam aparecido no mundo, em  absoluto, tais conflitos e injúrias. Essa elevada tradição é atestada e  substanciada por estas palavras que Ele revelou: “O dia em que o  Convocador haverá de convocar para um assunto grave.” (95)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O chamado divino pelo Arauto celestial, de além do Véu da Glória,  exortando a humanidade a renunciar completamente a todas as coisas às  quais se apega, è contrário a seu desejo; e isso é a causa das amargas  provações e violentas comoções que sucederam. Considera tu o modo de  proceder do povo: despreza essas bem fundadas tradições, das quais todas  já foram cumpridas, e adere às de duvidosa validade, perguntando por  que estas não foram cumpridas. E no entanto, já se manifestaram aquelas  coisas que lhes pareciam inconcebíveis. As provas e evidências da  Verdade brilham como o sol ao meio-dia, mas o povo ainda vagueia,  confuso e sem objetivo, na solidão da ignorância e insensatez. Não  obstante todos os versículos do Alcorão e todas as reconhecidas  tradições, que indicam uma nova Fé, uma nova Lei e Revelação, essa  geração ainda espera ver o Prometido, Aquele que deverá conservar a Lei  da Era Maometana. Os judeus e os cristãos, de modo igual, sustentam o  mesmo argumento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre as passagens que prognosticam uma nova Lei e uma nova  Revelação, figuram as da “Oração de Nudbih”: “Onde está Aquele que é  preservado a fim de renovar os preceitos e leis? Onde está Aquele que  tem a autoridade para transformar tanto a Fé como àqueles que a seguem?”  Revelou Ele também no Ziyárat: (96) “A paz esteja sobre a Verdade  renovada.” Abú-´Abdi-´lláh, ao ser interrogado sobre o caráter do Mihdí,  respondeu, dizendo: “Ele executará o que Maomé, o Mensageiro de Deus,  executou, e demolirá qualquer coisa que tenha havido antes d´Ele, assim  como o Mensageiro de Deus tem demolido os costumes daqueles que O  precederam.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vê como, apesar destas tradições e outras semelhantes, eles sustentam  inutilmente que as leis reveladas em épocas anteriores não devem, de  modo algum, ser alteradas. E não é o objetivo de cada Revelação,  entretanto, efetuar uma transformação em todo o caráter da humanidade –  uma transformação que se manifeste tanto exterior como interiormente,  que afete sua vida íntima bem como suas condições externas? Pois se o  caráter da humanidade não for mudado, será evidente a futilidade dos  Manifestantes universais de Deus. No “Aválim”, um livro muito conhecido e  autorizado, está registrado: “Haverá de se manifestar um Jovem de  Baní-Háshim que revelará um novo Livro e promoverá uma nova lei”; então  seguem estas palavras: “A maior parte de Seus inimigos se constituirá de  eclesiásticos”. Em outra passagem, relata-se que Sádiq, filho de Maomé,  disse o seguinte: Aparecerá de Baní-Háshim um Jovem que mandará o povo  Lhe hipotecar lealdade. Seu Livro será um novo Livro, para o qual Ele  convocará o povo a fim de que lhe jure sua fé. Austera é Sua Revelação  ao árabe. Se n´Ele ouvirdes falar, apressai-vos em ir a Ele.” Como  seguiram bem as instruções dos imames da Fé e das Lâmpadas da certeza!  Embora seja claramente dito: “Se ouvirdes dizer que tenha aparecido um  Jovem de Baní-Háshim, convocando o povo para um novo Livro Divino, e  para novas Leis Divinas, apressai-vos em ir a Ele”, todos eles, apesar  disso, declararam infiel esse Senhor da existência e O pronunciaram um  herege. Não se apressaram em direção a essa Luz Háshimita, esse  Manifestante Divino, a não ser com espadas desembainhadas e corações  cheios de malícia. Além disso, vê quão explicitamente se mencionou nos  Livros a inimizade dos eclesiásticos. A despeito de todas essas  tradições evidentes e significativas, todas essas alusões inequívocas e  indiscutíveis, o povo rejeitou a imaculada Essência do conhecimento e  das palavras santas, e se dirigiu aos expoentes da rebelião e do erro.  Não obstante essas tradições inscritas e palavras reveladas, dizem  somente aquilo que lhes ditam seus próprios desejos egoístas. E se  Aquele que é a Essência da Verdade revelar algo contrário às suas  inclinações e desejos, eles logo O denunciarão como infiel e  protestarão, dizendo: “Isso é contrário ao que dizem os Imames da Fé e  as luzes resplandecentes. Tal coisa não foi prevista por nossa Lei  inviolável.” Assim mesmo, neste dia, semelhantes afirmações indignas já  foram e ainda são feitas por esses pobres mortais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora deves considerar esta outra tradição e observar como foram  preditas todas essas coisas. Em “Arba-´in” está escrito: “De Baní-Háshim  sairá um Jovem que revelará novas leis. Convocará a si o povo, mas  ninguém atenderá a Seu chamado. A maior parte de Seus inimigos serão os  eclesiásticos. Não obedecerão ao que Ele mandar, mas protestarão,  dizendo: - Isso é contrário àquilo que nos foi transmitido pelos imames  da Fé. –“ Hoje, todos repetem as mesmíssimas palavras, não percebendo,  em absoluto, que Ele se acha estabelecido sobre o trono de: “Ele faz  tudo quanto quer”, e permanece no assento de: “Ele ordena o que Lhe  apraz.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhuma compreensão pode abranger a natureza de Sua Revelação, nem  pode qualquer conhecimento conter a plena medida de Sua Fé. Qualquer  coisa que seja dita, depende de Sua sanção, e tudo necessita de Sua  Causa. Tudo salvo Ele é criado pelo Seu mando, move-se e existe através  de Sua lei. Ele é o Revelador dos mistérios divinos e o Expositor da  antiga sabedoria oculta. Assim relatam o “Biháru´l-Anvár”, o “´Avalim” e  o “Yanbú” a respeito de Sádiq, filho de Maomé, que ele disse estas  palavras: “O conhecimento consiste em vinte e sete letras. Tudo o que os  Profetas revelaram são duas dessas letras. Homem algum até agora  conheceu mais do que essas duas letras. Mas quando surgir o Qá´im, Ele  tornará manifesto as vinte e cinco letras viventes.” Considera: Ele  declarou que o Conhecimento consistia em vinte e sete letras e julgou  haverem sido todos os Profetas, desde Adão até o “Selo”, Expositores de  somente duas dessas letras, tendo sido enviados com essas duas letras.  Diz ele também que o Qá´im revelará todas as restantes vinte e cinco  letras. Desta afirmação, vê tu como é grande e elevada Sua posição! Seu  grau excede ao de todos os Profetas e Sua Revelação transcende a  compreensão de todos os Seus eleitos. Uma Revelação de que os Profetas  de Deus, Seus santos e eleitos, ou não tinham conhecimento ou, de acordo  com o inescrutável Decreto de Deus, não o deixaram aparecer – tal  Revelação essas pessoas vis e perversas tentam medir com suas próprias  inteligências deficientes, com sua própria compreensão e seus  conhecimentos imperfeitos. Se não está de conformidade com seus padrões,  prontamente a rejeitam. “Pensas tu que a maior parte deles ouça ou  compreenda? São assim mesmo como os irracionais! Sim, mais ainda se  desviam do caminho!” (97)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como, desejaríamos saber, explicam eles a tradição à qual nos  referimos – uma tradição que prenuncia, em termos inequívocos, a  revelação de coisas inescrutáveis e acontecimentos novos e maravilhosos  em Seu tempo? Esses admiráveis eventos provocam tão grande contenção  entre o povo que todos os eclesiásticos e doutos pronunciam contra Ele e  Seus companheiros sentença de morte, e todos os povos da terra se  levantam para Lhe fazer oposição. Assim mesmo como foi registrado no  “Káfi”, na tradição de Jábir, na “Epístola de Fátimih”, sobre o caráter  do Qá´im: “Ele manifestará a perfeição de Moisés, o esplendor de Jesus e  a paciência de Job. Seus eleitos serão humilhados em Seu dia. Suas  cabeças serão oferecidas como presentes, do mesmo modo que as cabeças  dos turcos e dos deylamitas. Serão mortos e queimados. Deles o medo se  apoderará: desalento e alarme lhes atemorização os corações. A terra  será tinta pelo seu sangue. Suas mulheres cairão em prantos e lamentos.  São esses, em verdade, os meus amigos!” Considera: nenhuma letra desta  tradição deixou de ser cumprida. Na maioria dos lugares se derramou seu  sangue abençoado; em cada cidade foram eles presos; tiveram que marchar  em parada através das províncias e alguns foram queimados. E não  obstante, ninguém ainda se deteve para refletir sobre isto: fosse o  prometido Qá´im revelar as leis e os preceitos de uma Era anterior, por  que, então, teriam sido registradas tais tradições, e por que motivo  haveriam surgido tão grandes lutas e conflitos, a tal ponto que o povo  viesse a ver o extermínio desses companheiros como um dever que lhe  fosse imposto e a julgar a perseguição dessas almas santas um meio de  atingir o mais alto favor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, deves observar como essas coisas que têm acontecido, e as  ações cometidas, foram todas mencionadas em tradições anteriores. Assim  como foi registrado no “Rawdiy-i-Káfi”, a respeito de “Zawrá´.” No  “Rawdiy-i-Káfi”, conta-se de Mu´ávíyih, filho de Vahháb, que  Abú-´Abdi´lláh perguntou: “Conheces tu Zawrá´?” Eu disse: “Que a minha  vida te seja um sacrifício! Dizem que é Bagdá.” “Não”, respondeu ele, e  então acrescentou: “Já entraste na cidade de Rayy?” (98), ao que  respondi: “Sim, já entrei.” Então me interrogou: “Visitaste o mercado de  gado?” “Sim”, repliquei. Perguntou ele: “Viste a montanha negra do lado  direito da estrada? É Zawrá´. Aí serão trucidados oitenta homens,  filhos de certos homens, todos os quais são dignos de ser chamado  califas.” “Quem há de trucidá-los?” perguntei. E ele respondeu: “Os  filhos da Pérsia!”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim predisseram, em tempos anteriores, a condição e sorte de Seus  companheiros. E agora deves notar que Zawrá´, de acordo com essa  tradição, não é outra terra senão a de Rayy. Nesse lugar foram mortos  Seus companheiros, com grandes sofrimentos, e todos esses santos seres  sofreram o martírio nas mãos dos persas, segundo relata a tradição. Isso  já ouviste dizer e é por todos atestado. Por que razão, pois, esses  homens rasteiros, semelhantes a vermes, não se detêm para meditar sobre  essas tradições, todas as quais estão manifestas como o sol em plena  glória de meio-dia? Por que motivo recusam abraçar a Verdade e permitem  que certas tradições, cujo sentido eles não conseguem compreender, os  impeçam de reconhecer a Revelação de Deus e Sua Beleza, e os façam viver  no abismo infernal? Tais coisas a nada podem ser atribuídas senão à  infidelidade dos eclesiásticos e doutos da época. Destes, falou assim  Sádiq, filho de Maomé: “Os doutores de religião daquela época serão os  mais perversos dos eclesiásticos à sombra do céu. Deles o dano procedeu e  a eles haverá de volver.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suplicamos aos homens eruditos do Bayán que não sigam em tais  caminhos, que não inflijam no tempo de Mustagháth – Àquele que é a  Essência divina, a Luz celestial, a Eternidade absoluta, o Princípio e o  Fim dos Manifestantes do Invisível – o que se infligiu neste dia. Nós  lhes imploramos que não dependam de seu intelecto, de seu entendimento e  sua erudição, nem disputem com o Revelador do conhecimento celestial e  infinito. Entretanto, apesar de todas estas admoestações, percebemos que  um homem cego de uma vista, o líder do povo, está se levantando contra  Nós com extrema malevolência. Prevemos que em cada cidade se levantarão  pessoas para suprimir a Abençoada Beleza, e que os companheiros desse  Senhor da existência, desse Desejo último de todos os homens, fugirão da  face do opressor, buscando refúgio no deserto, enquanto outros se  resignarão e, com desprendimento absoluto, sacrificarão a vida em Seu  caminho. Podemos discernir, parece-me, alguém de tanto renome pela sua  devoção e piedade, que os homens se julgam obrigados a obedecê-lo e  acham necessário submeter-se a seu mando – alguém que se levantará para  atacar a própria raiz da Árvore divina, e se esforçará com o máximo de  seu poder para Lhe fazer resistência e oposição. Tal é o modo de  proceder do povo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperemos que o povo do Bayán se ilumine, se eleve no domínio do  espírito e aí habite, e que possa discernir a Verdade e reconhecer com  os olhos espirituais a falsidade dissimulada. Nestes dias, porém, de tal  modo se difundem os odores do ciúme – juro pelo Educador de todos os  seres, visíveis e invisíveis – que desde o começo da fundação do mundo,  embora não tenha começo, até o dia atual, não apareceram, de maneira  alguma, tão grande malícia, inveja e ódio; nem serão vistos iguais no  futuro. Pois, algumas pessoas que nunca inalaram a fragrância da  justiça, içaram o estandarte da sedição e contra Nós se coligaram. Por  todos os lados vemos ameaça de seus dardos e em todas as direções as  hastes de suas setas. E isso, muito embora não tivéssemos Nós jamais nos  gloriado de qualquer coisa, nem desejado preferência sobre alma alguma.  Para cada um temos sido o mais bondoso companheiro, o mais paciente e  afetuoso amigo. Na companhia dos pobres temos procurado sua camaradagem e  entre os enaltecidos e eruditos temos sido submissos e resignados.  Deus, o Deus Uno e Verdadeiro, é Minha Testemunha! Por penosos que  tenham sido os desgostos e sofrimentos que a mão do inimigo e o povo do  Livro Nos infligiram, todos estes, no entanto, se desvanecem, tornam-se  simplesmente nada em comparação com aquilo que Nos sobreveio pelas mãos  daqueles que professam ser Nossos amigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que mais deveremos dizer? O universo – se mirasse com os olhos da  justiça – seria incapaz de suportar o peso destas palavras! Nos  primeiros dias após a Nossa chegada nesta terra, percebendo os sinais  dos iminentes acontecimentos, decidimos retirar-nos antes que se  realizassem. Fomos ao deserto, onde, afastado e sós, tivemos por dois  anos uma vida completamente solitária. Nossos olhos vertiam lágrimas  angustiosas e do Nosso coração dilacerado surgia um oceano de agônicos  pesares. Muitas noites não tivemos com que Nos sustentar; muitos dias  Nosso corpo não encontrou repouso. Por Aquele que tem o Meu ser entre  Suas mãos! Não obstante essas chuvas de aflições e calamidades  incessantes, Nossa alma estava envolta de êxtase e todo o Nosso ser  mostrava uma alegria inefável. Pois em Nossa solidão não estávamos  cientes do prejuízo ou benefício, saúde ou doença, de qualquer pessoa.  Inteiramente sós, comungávamos com Nosso espírito, esquecidos do mundo e  de tudo o que nele existe. Não sabíamos, porém, que o enredo do destino  divino excede ao mais vasto dos conceitos mortais, e o dardo de Seu  decreto transcende o mais audaz dos planos humanos. Ninguém pode escapar  aos enredos que Ele arma – nenhuma alma pode libertar-se, a não ser  pela submissão à Sua Vontade. Pela justiça de Deus! Nossa retirada não  contemplava regresso; Nossa separação não esperava nenhuma reunião. O  único propósito de Nossa retirada foi evitar que Nos tornássemos motivo  de discórdia entre os fiéis, fonte de distúrbios entre Nossos  companheiros, meio de prejuízo para qualquer pessoa, ou causa de  tristeza para algum coração. Além dessas, nenhuma intenção  acariciávamos; fora dessas, nenhum propósito tivemos em vista. E não  obstante, cada um maquinava segundo seu próprio desejo e se entregava à  sua vã fantasia, até a hora em que veio da Fonte mística a ordem de que  voltássemos para o lugar donde havíamos vindo. Rendendo Nossa Vontade à  Sua, submetemo-nos à Sua injunção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual a pena que possa descrever o que foi visto por Nós ao  regressarmos? Passaram-se dois anos, durante os quais Nossos inimigos  maquinaram assídua e incessantemente a fim de Nos exterminar, assim como  todos atestam. Nenhum entre os fiéis, entretanto, se levantou para  prestar-nos auxílio, nem pessoa alguma se sentiu disposto a ajudar em  Nossa libertação. Não, em vez de Nos socorrer, quantas chuvas de  tribulações ininterruptas suas palavras e ações fizeram cair sobre Nossa  alma! Em meio a todas elas, Nós Nos mantemos firmes, a vida na mão,  inteiramente resignados à Sua vontade; para que talvez, através da  benevolência de Deus e de Sua graça, esta Letra revelada e manifesta  possa oferecer a vida em holocausto no caminho do Ponto Primaz, o mais  excelso Verbo. Por Aquele sob Cujo mando o Espírito falou, Nós não Nos  haveríamos detido nesta cidade, nem por um momento mais, se não fosse  pro causa desse anelo de Nossa alma. “Testemunha suficiente para Nós é  Deus.” Concluímos Nosso argumento com as palavras: “Não há nenhum poder  ou força, senão em Deus somente.” “Somos de Deus e a Ele regressaremos.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqueles que têm corações para compreender, que sorveram o Vinho do  amor, que nem por um momento sequer satisfizeram os desejos egoístas,  hão de ver – resplandecentes como o sol em sua glória de meio-dia – os  sinais, testemunhos e evidências que atestam a verdade desta Revelação  maravilhosa, desta Fé transcendente e divina. Medita nisto, como o povo  rejeitou a Beleza de Deus e se apegou a seus próprios desejos cobiçosos.  Apesar de todos esses versículos consumados, essas alusões inequívocas,  que foram reveladas na “Mais Poderosa Revelação”, confiada por Deus aos  homens, e não obstante essas tradições claras, cada uma das quais está  mais manifesta do que a mais explícita exposição, o povo desprezou e  repudiou sua verdade, prendendo-se à letra de certas tradições que,  segundo sua própria interpretação, pareciam contraditórias ao que  esperava e cujo sentido não conseguia compreender. Assim, o povo  destruiu toda esperança e privou-se do puro vinho do Todo-Glorioso e das  águas límpidas e incorruptíveis da Beleza imortal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considera: encontra-se registrado especificamente nas tradições até  mesmo o ano em que aquela Quinta-essência da Luz haveria de se  manifestar, mas eles permanecem ainda desatentos e nem por um momento  cessam de procurar satisfazer seus desejos egoístas. De acordo com a  tradição, Mufaddal perguntou a Sádiq: “Que dizeis do sinal de Sua  manifestação, ó meu mestre?” Replicou ele: “No ano sessenta, se tornará  manifesta Sua Causa, e Seu Nome será proclamado.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que estranho! Não obstante essas referências explícitas e evidentes,  aquelas pessoas afastaram-se da Verdade. Foram mencionados nas tradições  anteriores, por exemplo, os desgostos, o encarceramento e as  tribulações infligidas àquela Essência da virtude divina. No “Bihár”  está registrado: “Em nosso Qá´im haverá quatro sinais procedendo de  quatro Profetas: Moisés, Jesus, José e Maomé. O sinal que veio de Moisés  é medo e expectativa; de Jesus, aquilo que se disse d´Ele; de José,  encarceramento e dissimulação; de Maomé, a revelação de um Livro  semelhante ao Alcorão.” A despeito de tão concludente tradição, que  prenuncia em linguagem tão inequívoca os eventos da época atual, não se  tem encontrado quem atendesse à sua profecia, e tampouco no futuro, ao  que me parece, haverá quem o faça, a não ser aquele que teu Senhor  quiser. “A quem Deus queira, Ele, em verdade, fará escutar, mas aqueles  que estão nos túmulos, Nós não os faremos escutar.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É evidente a ti que as Aves do Céu e Pombas da Eternidade falam uma  dupla linguagem. Uma, a linguagem exterior, é destituída de alusões,  ocultação ou véu, a fim de ser uma lâmpada que guie, uma luz farol pela  qual o peregrino possa atingir as alturas da santidade, e quem busca,  avançar até o reino da reunião eterna. É esta a linguagem das tradições  desveladas e dos versículos evidentes que já citamos. A outra linguagem é  velada e oculta, de modo que se torne manifesta qualquer coisa que  esteja escondida no coração do malévolo e seu mais íntimo ser se revele.  Assim falou Sádiq, filho de Maomé: “Deus, em verdade, haverá de  prová-los e joeirá-los.” É o critério divino, a Pedra de toque com que  Deus experimenta Seus servos. Ninguém compreende o sentido dessas  palavras, salvo aqueles cujos corações estejam confiantes, cujas almas  tenham achado favor diante de Deus e cujas mentes estejam desprendidas  de tudo exceto d´Ele. Nessas afirmações, o sentido literal, como  geralmente entendido pelo povo, não é o que se tencionou. Assim se acha  escrito: “Cada conhecimento tem setenta sentidos, dos quais somente um é  conhecido entre o povo. E quando aparecer o Qá´im, Ele revelará aos  homens tudo o que resta.” Diz Ele também: “Dizemos uma palavra só, e  esta encerra setenta e um sentidos; cada um destes sentidos, nós o  podemos explicar.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mencionamos essas coisas somente a fim de que certas tradições e  afirmações que ainda não foram cumpridas literalmente, não sejam causa  de consternação, que, antes, o povo atribua sua perplexidade à sua  própria falta de compreensão, em vez de ao fato de não terem sido  cumpridas as promessas nas tradições, desde que esse povo desconhece o  sentido que os Imames da Fé queriam expressar, segundo constam das  próprias tradições. O povo não deve permitir, portanto, que tais  palavras o privem das graças divinas; antes, deve ir, em busca de  esclarecimento, àqueles que são seus reconhecidos Expositores, de modo  que os mistérios ocultos lhe sejam desvendados e tornados manifestos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não percebemos entre o povo da terra, todavia, pessoa alguma que,  aspirando sinceramente à Verdade, procure ser guiada pelos Manifestantes  Divinos no que diz respeito aos assuntos abstrusos de sua Fé. Todos são  habitantes na terra do esquecimento; todos seguem o povo da  perversidade e rebelião. Deus, em verdade, lhes fará o que eles mesmos  estão fazendo, e deles se esquecerá, assim como eles desatenderam Sua  Presença em Seu dia. Tal é Seu decreto para aqueles que O negaram, e tal  será para quem tiver rejeitado Seus sinais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Concluímos Nosso argumento com Suas palavras – excelso é Ele – “E  qualquer um que desista de se lembrar do Misericordioso, a ele  acorrentaremos um Satanás, e este lhe será um companheiro constante.”  (99) “E quem se afastar de Minha Lembrança, terá, em verdade, uma vida  de aflição.” (100)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim foi revelado anteriormente – fosseis vós compreender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Revelado pela “Bá” e pela “Há”. (101)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que a paz esteja sobre aquele que inclinar o ouvido à melodia da Ave Mística que chama do Sadratu´l-Muntahá!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Glorificado seja nosso Senhor, o Altíssimo!&lt;br /&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;GLOSSÁRIO E NOTAS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;´Abdu´lláh: O pai do Profeta. Ele pertencia à família de Háshim, a tribo mais nobre da&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;seção Quraish da raça árabe, de descendência direta de Ismael.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;´Abdu´lláh-i-Ubayy: Um proeminente opositor de Maomé; chamado “o príncipe dos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;hipócritas”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Abraão: V. Gênesis 11-25; O Esplendor da Verdade, páginas 30-31. Os estudiosos da&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bíblia dão como suas datas 2100-2000 a.C. Considerado por judeus, cristãos e&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;muçulmanos como o Amigo de Deus, o Pai dos Fiéis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Abú-´Abdi´lláh: Designação do sexto Imame, Já´far-i-Sadiq (o Verídico), bisneto de al-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Husayn. Faleceu no ano de 765, envenenado por Mansúr, o ´Abbáside Califa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Abú´Amír: Um opositor de Maomé; um monge.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Abu Jahl: Literalmente, “o Pai da Insensatez”; assim denominado pelos muçulmanos. Um&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;implacável inimigo do Profeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;´Alí: O genro do Profeta, o primeiro dos doze Imames.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Alif, Lám, Mím: Estas e outras letras soltas aparecem nos cabeçalhos de vinte e nove das&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;suras do Alcorão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Al-Medina: Literalmente, “a cidade”, por haver dado abrigo a Maomé; antigamente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Yathrib. O sítio da sepultura de Maomé; em segundo lugar em santidade, após&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Meca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Amalecitas: Expulsos da Babilônia em tempos primitivos, espalharam-se pela Arábia, pela&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Palestina, a Síria, e até o Egito, sendo dessa procedência vários dos Faraós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ano Sessenta: Significa 1260 AH (Anno Hegirae) ou o ano 1884, ano da Declaração do&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Báb.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Athím: Pecador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;´Aválim: Uma compilação de tradições xiitas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Báb: O Qá´im e Mihdí do Islã e o Precursor de Bahá´u´lláh. (Nascimento do Báb: 20 de&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;outubro de 1819; Seu martírio: 9 de julho de 1850).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bagdá: Fundada pelo Califa em Mansur no ano de 762 no sítio de uma aldeia cristã na&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;margem ocidental do rio Tigris. Durante 500 anos continuou como sede do governo de Abbasid.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bahá: Literalmente, “Glória”, “Esplendor”, referindo-se a Bahá´u´lláh (Mirzá Husayn ´Alí),&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;que ainda não se havia declarado mas que já fora designado por esse título.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bahá´u´lláh: O Fundador da Fé Bahá´í, sendo mencionado no Bayán Persa do Báb este&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;título, cujo significado é a Glória, a Luz e o Esplendor de Deus. (Nascimento de&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bahá´u´lláh: 12 de novembro de 1817; Seu falecimento: 29 de maio de 1892).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Baní-Háshim: A família à qual Maomé pertencia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bathá: Meca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bayán: O Bayán (Exposição) é a principal obra doutrinal do Báb. É descrita em “Presença&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;de Deus” como um “repositório monumental das leis e dos preceitos da nova Era e&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;como o tesouro que encerra a maioria das referências e dos tributos do Báb a Aquele&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;que Deus tornará manifesto, bem como Sua advertência a Seu respeito, ... esse&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Livro, de cerca de oito mil versículos, ocupando uma posição de pivô na literatura&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;bábí, deve ser considerado primariamente um elogio do Prometido, em vez de um&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;código de leis e mandamentos que vise guiar permanentemente futuras gerações.” O&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Báb escreveu também “o Bayán Árabe, menor e menos ponderável”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bihár: Referência à tradição xiita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Biháru´l-Anvár: Uma compilação de tradições xiitas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Caifás: O pontífice judeu que presidiu no tribunal que julgou e condenou Jesus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Caim e Abel: Os dois filhos de Adão e Eva. V. Gênesis 4 e Alcorão, sura 5.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Califas: Literalmente, “sucessores” ou “vice-regentes”. Os xiitas afirmam que os sucessores&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;do Profeta devem ser os membros de Sua própria família, mas não usam o  título de  Khalífih ou “Califa”. O sultão da Turquia assumiu esse  título no princípio do século  XVI.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Copto: Os coptos eram descendentes da antiga estirpe egípcia. Eram descrentes no tempo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;de Moisés. Os septos eram as tribos israelitas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Elixir Divino: Referência simbólica ao Elixir dos alquimistas, o qual, segundo supunha-se,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;transformava em ouro os metais baixos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Faraó: O título comum dos reis do Egito. O Faraó da opressão supõe-se ter sido Rameses II&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(cerca de 1340 a.C.) e seu filho e sucessor Merenptah ter sido o Faraó do Êxodo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;mas isso é muito incerto. Para o nascimento de Moisés, tem-se calculado uma data&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;tão antiga como 1520 a.C.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Fátimih: A filha de Maomé e Khadíjih. Ela casou com ´Alí, o primo de Maomé, e teve três&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;filhos. Um morreu na infância e dos dois outros, Hasan e Husayn, originou-se a&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;posteridade do Profeta, conhecida como siyyids.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Fênix: Ave fabulosa, que, segundo a mitologia, vivia solitária, era consumida pelo fogo por&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;ela mesma ateado, e renascia das próprias cinzas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Gabriel: De todos os anjos, o de mais alto grau, o Espírito Santo. É dever seu registrar os&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;decretos de Deus; por seu intermédio o Alcorão foi revelado a Maomé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Há: A letra H, o número da qual é 5, algumas vezes usada como símbolo de Bahá´u´lláh: V.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Four Valleys, p. 56 n.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Hájí Mírzá Karím Khán: Homem que tinha pretensão ao conhecimento, autor de um livro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;intitulado “Guia para os Ignorantes” (Irshadu´l-´Avám”), cujas obras pereceram&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;com ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Hamzih: “Príncipe dos Mártires”, título dado ao tio de Maomé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Herodes: Herodes I (“O Grande”). Idumeu de raça, porém criado por um judeu. Foi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;nomeado Rei da Judéia pelo Senado Romano em 40 a.C. Ele reconstruiu o Templo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;em Jerusalém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Hijaz: Uma região na Arábia sudoeste que pode ser considerada a terra santa dos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;muçulmanos, desde que contêm as cidades sagradas de Medina e Meca e muitos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;outros lugares relacionados à história de Maomé. O “idioma de Hijaz” é o árabe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Húd: Um profeta enviado à tribo de ´Ad. Era descendente de Noé e é mencionado no&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Alcorão na sura 7:63-70; na sura 11:52-63; e na sura 26:123-139.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Husayn: O terceiro Imame. Filho de ´Alí e Fátimih.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ibn-i-Súríyá: Erudito Rabino judeu no tempo de Maomé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imame ´Alí: O primo e primeiro discípulo de Maomé; esposo da filha de Maomé, Fátimih;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;e por seu filho, Husayn, ancestral de Siyyid ´Alí Muhammad, o Báb.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;´Imrán: O pai de Moisés e Aarão; Alcorão, sura 3:30 e Bíblia, Êxodo 6:20.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;´Iraque: Parte do Império Turco em 1862, quando este livro foi revelado. Agora um Reino&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Árabe, com Bagdá como sua capital.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;José: O filho de Jacó e, no Alcorão, um profeta inspirado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ka´b-Ibn-i-Ashraf: Conspirou com o arqui-inimigo do Profeta, Abu Sufyán, para conseguir&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;a morte do Profeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ka´bih: Literalmente, um “cubo”. O edifício em forma de cubo no centro da Mesquita em&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Meca, que contém a Pedra Negra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Kafí: Importante coleção das tradições xiitas, sendo Jábir a autoridade para a citação que se&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;encontra em p. 245.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Karbilá: Uma cidade cerca de 55 milhas para o sudoeste de Bagdá, no Rio Eufrates.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Karim: Honrável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Kawthar: Um rio do Paraíso do qual fluem todos os outros. Parte de suas águas é conduzida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;a um grande lago em cujas orlas descansam as almas dos fiéis após haverem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;atravessado a terrível ponte que passa por cima do inferno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Khaybar: Um distrito montanhoso na fronteira noroeste da Índia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Kúfih: Uma cidade na margem ocidental do Rio Eufrates, agora completamente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;desaparecida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Letras da Unidade: Apóstolos do Profeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Leviatã: Um monstro aquático não identificado; baleia ou serpente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Magos: Uma casta de sacerdotes e sábios entre os persas antigos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Manifestante: A natureza de um profeta ou do Manifestante de Deus é assim descrita em&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Gleanings from the writings of Bahá´u´lláh (págs. 66-67): “... desde que não possa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;haver nenhum laço de intercurso direto para unir o Deus Uno e Verdadeiro com Sua&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;criação, nem semelhança alguma possa existir entre o transitório e o Eterno, o&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;continente e o Absoluto, Ele ordenou que, em cada época e era, se manifestasse nos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;reinos da terra e do céu uma Alma pura e imaculada... Essas Essências do&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Desprendimento, essas resplendentes Realidades, são os veículos da predominante&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;graça de Deus. Dirigidas pela luz da guia infalível e investidas de suprema&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;soberania, são incumbidas de usar  a inspiração de Suas palavras, os eflúvios de Sua&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;infindável graça as brisas santificadoras de Sua Revelação, para purificar, da escória&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;e do pó da ansiedade e das limitações terrenas, cada coração que almeja e cada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;espírito receptivo.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Maomé: O Profeta do Islã e Revelador do Alcorão. Nasceu em agosto de 570. Declarou Sua&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Missão em 613. Fugiu a Medina no ano de 622. V. Esplendor da Verdade, página&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;34-39. Predito por Moisés, Deut. 18:15, por São João, Apocalipse 11 (V. Esplendor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;da Verdade, pág. 55 et seq.).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Meca: Capital da Arábia, o lugar do nascimento de Maomé, sítio do Ka´bih e a mais santa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;cidade do Islã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Midian: Cidade e distrito do Mar Vermelho, para o sudeste do Monte Sinai, ocupada pelos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;descendentes de Midian, filho de Abraão e Keturah. Alcorão: sura 7:83.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;“Miráj”: A jornada noturna de Maomé com Gabriel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Moisés: Um dos seis grandes Profetas, segundo os maometanos. V. Êxodo 4:16, onde Deus&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;diz a Moisés: “tu lhe serás no lugar de Deus”; e Êxodo 7:1: “Eu te fiz um deus para&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Faraó.” Moisés conduziu o êxodo do Egito, para o qual se dá agora data de cerca de&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;1440 a.C.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mufaddal: Referência à tradição xiita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mullá ´Abdu´l-Khaliq-i-Yazdí: De início, sacerdote judeu, aceitou islã, afiliou-se à Escola&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Shaykhí e foi convertido por Mullá Husayn à Fé Bábí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mullá´Alíy-i-Baraqáni: Tio de Táhirih, um dos membros mais eruditos e famosos da&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;comunidade Shaykhí. Sendo convertido à Fé Bábí, tornou-se, em Teerã, um de seus&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;mais zelosos e hábeis expositores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mullá ´Alíy-i-Bastámí: Uma das Letras do Vivente. Mandado de Shiráz, pelo Báb, em uma&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;especial missão, em 1844, foi ele o primeiro a sofrer  e sacrificar a vida no caminha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;desta nova Fé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mullá Báqir: Um irmão de Mullá Mihdíy-i-Kandi, martirizado em Tabarsí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mullá Husayn: O primeiro a crer no Báb, a primeira Letra do Vivente, o “Bábu´l-Báb” –&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;significando “a Porta da Porta”, título esse que foi dado pelo Báb. Nascido em 1813,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;durante nove anos discípulo de Siyyid Kázim e cinco anos seguidor do Báb. Foi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;martirizado na fortaleza de Shaykh Tabarsí, no dia 2 de fevereiro de 1849.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mullá Mihdíy-i-Khu´í: Companheiro íntimo de Bahá´u´lláh e instrutor das crianças de Sua&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;casa. Martirizado em Tabarsí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mullá Muhammad-´Alíy-i-Zanjání: De sobrenome Hujjat. “Um dos mais hábeis e mais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;destemíveis campeões da Fé (Presença de Deus), líder dos bábís naquilo que Lord&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Curzon chamou “o terrífico assédio e massacre” que sofreram em Zanján, onde ele,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;com 1.800 co-discípulos, foi martirizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mullá Ni´matu´lláh-Mázindaráni: Um bábí martirizado em Shaykh Tabarsí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mullá Yúsuf-i-Ardibílí: Uma “Letra do Vivente”, martirizado em Shaykh Tabarsí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mustagháth: Literalmente, “Aquele que é invocado”. Refere-se ao aparecimento de&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bahá´u´lláh no tempo anunciado pelo Báb.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Nabucodonosor: Rei da Babilônia. Em 599 a.C., tomou Jerusalém e em 588 a.C. destruiu a&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;cidade e levou a maior parte dos habitantes para a Caldéia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Nadr-Ibn-i-Hárith: Um opositor de Maomé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Nimrod: Em comentários maometanos representado como o perseguidor de Abraão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Noé: Um profeta a quem maometanos dão o título de “o Profeta de Deus”, V. Gênesis 6:10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;e Alcorão, suras 11,71, para uma história de sua vida e do Dilúvio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Nudbih, Oração de: Uma “Lamentação” do Imame ´Alí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Paraíso: Um jardim celestial; um estado beatífico. O Manifestante é “o Rouxinol do&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Paraíso”; Sua Revelação é “o farfalhar das folhas do Paraíso”; o “amor de Deus” é&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;em si Paraíso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Párán: Párán é uma cadeia de montanhas para o norte do Sinai e sul de Seir; todas são&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;sagradas como lugares de revelação. Teman fica na parte noroeste de Edam, não&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;longe do Párán. V. Habacuc 3:3. O próprio Moisés usa “Párán” com referência&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;especial a Maomé, e “Seir”, a Jesus Cristo: “E ele disse: O Senhor veio de Sinai, e&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;lhes subiu de Seir; resplandeceu desde o Monte Párán, e veio com dez milhares de&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;santos; de sua direita, saiu para ele o fogo da lei.” (Deut. 33:2) Aqui Moisés prediz a&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;vinda de três revelações e três profetas depois dele, sendo que o último seria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bahá´u´lláh. De Ismael (Gênesis 21:21) originaram-se os povos árabes no Párán.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Pedra do Filósofo: Uma substância imaginária que os alquimistas antigamente procuravam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;como meio de converter em ouro os metais mais baixos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Pentateuco: Literalmente, o “volume quíntuplo”, referindo-se aos cinco primeiros livros da&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bíblia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Pilar Carmesim: Uma alusão à Religião de Bahá´u´lláh, tingida de carmesim com o sangue&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;dos mártires.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Qá´im: O Prometido do Islã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Qayyúmu´l-Asmá: Um comentário sobre a sura de José, no Alcorão, escrito pelo Báb, em&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;1844, e considerado pelos bábís, com efeito, seu Alcorão. (Para um esboço de seu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;conteúdo, V. Presença de Deus.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Qiblih: A direção em que se deve volver a face em oração. O Alcorão, sura 2:136-145,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;estabelece Meca como o Qiblih para os muçulmanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Querubins: Na Bíblia os Querubins aparecem como distintos dos anjos que são os&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;mensageiros de Jeová; os Querubins se encontram onde Deus está presente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;pessoalmente: por exemplo, “E Ele (Deus) montou em um querubim e voou.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Salmos 18:10). Figuras de Querubins eram elaboradas nas tapeçarias do Santo dos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Santos e representadas acima do Assento da Misericórdia em seu interior. Em uma&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;tradição subseqüente, os Querubins foram incluídos entre as nove ordens de anjos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Quinta-essência: Imaginária quinta “essência do céu”, além dos quatro elementos da terra;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;portanto, a última ou mais elevada essência de qualquer coisa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Rayy: Uma cidade antiga perto da qual foi construída a cidade de Teerã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ridván: Nome do guardião do Paraíso. Bahá´u´lláh emprega o termo para designar o&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;próprio Paraíso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Rik´ats: Prostrações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Rúz-bih: Um persa que abraçou o cristianismo e, ao lhe ser dito que um Profeta estava&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;prestes a aparecer na Arábia, para aí viajou e, encontrando Maomé em Koba, em&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sua fuga a Medina, reconheceu Sua posição e se tornou muçulmano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sádiq: O sexto dos Imames xiitas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sadratu´l-Muntahá: Nome de uma árvore plantada pelos árabes, nos tempos antigos, no fim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;de uma estrada, para servir de guia. Como símbolo, designa o Manifestante de Deus&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;em Seu Dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sadrih: Literalmente, Ramo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sálih: Antigo Profeta aos árabes, mencionado no Alcorão, sura 7:71-77. Alguns&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;comentadores identificam-no com o Sálih de Gênesis 11:13.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Salsabíl: Literalmente, fluindo suavemente. Uma fonte do Paraíso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Súmirí: Um mágico empregado por Faraó como rival a Moisés. Segundo os muçulmanos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;foi ele, e não Aarão, quem fez o bezerro de ouro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;“Selo dos Profetas”: Um dos títulos de Maomé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Shaykh Ahmad: O primeiro dos dois precursores do Báb, nascido no ano de 1753, fundador&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;da Escola Shaykhí e autor de 96 livros. Faleceu em 1831.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sheba: Uma cidade no sul da Arábia, mencionada em Gênesis 10:28; I Kings 10; II&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Crônicos 9. Simbolicamente, significa morada, lar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Shoeb: Sacerdote de Midian (Êxodo 2:16-21). Moisés casou com sua filha; Êxodo 18 dá&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;seu nome como Jethro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sinai: A montanha na qual Deus deu a Lei a Moisés. (Alcorão, sura 7:139 e Êxodo 19).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sirát: Literalmente, ponte ou apoio: refere-se à religião de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Siyyid Husayn-i-Turshízí: Um mujtahid, um dos sete mártires do Teerã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Siyyid Kázim: Principal discípulo de Shaykh Ahmad e seu sucessor. Husayn e outros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;eminentes bábís se encontravam entre seus estudantes. Faleceu em 31 de dezembro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;de 1843.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Siyyid Yahyá, de sobrenome Vahid: Notável sacerdote, de grande erudição, que se tornou&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;bábí e foi martirizado após o assédio de Nayríz, no dia 29 de junho de 1850, dez&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;dias antes da morte do Báb.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sufi: Membro de uma ordem de místicos maometanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sura: Uma fileira ou curso, como de tijolos em um muro. Termo empregado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;exclusivamente para cada um dos capítulos do Alcorão, dos quais há cento e&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;quatorze.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Tábua: Termo para uma sagrada epístola que contém uma revelação. A Lei foi dada a&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Moisés sobre tábuas, como mencionado no Alcorão, sura 7:142: “Escrevemos para&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;ele (Moisés) sobre tábuas (alwah, plural de Iauh) uma admonição sobre cada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;assunto.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Taff (terra de): A planície de Karbilá, na vizinhança da qual Imame Husayn foi martirizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Thamúd: Uma tribo de um povo antigo hamítico, que habitava as fronteiras de Edom e&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;vivia em cavernas. Foi quase exterminada por Chedorlaomer, o conquistador&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;elomita. Os sobreviventes fugiram para Monte Seir, onde moravam no tempo de&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Isaac e Jacó.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Tradições: O autorizado registro de inspiradas palavras e ações do Profeta, além da&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;revelação contida no Alcorão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Urvatu´l-Vuthqá: Literalmente, “o mais forte cabo”, significando a Fé de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Vontade Primaz: “A primeira coisa a emanar de Deus foi aquela realidade universal ....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;denominada .... pelos bahá´ís” “Primeira Vontade”. O Esplendor da Verdade, pág.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;173.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Xiita: O problema da sucessão divide o Islã geralmente em duas escolas de opinião.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Segundo um ponto de vista, representado mormente pelos xiitas, a regência é&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;questão espiritual determinada pelo Profeta e por aqueles que O  sucedem. De acordo com o outro ponto de vista, o dos sunitas, a sucessão  depende da escolha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;popular. O Califa dos sunitas é o exterior e visível Defensor da Fé. O  Imame xiita é divinamente ordenado e agraciado com sabedoria e  autoridade sobre-humanas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Shiráz: Capital da Província de Fárs, na Pérsia; o lugar do nascimento do Báb e cena de Sua&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Declaração em 1844.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Yahyá: João, o Precursos de Jesus Cristo. Foi decapitado por Herodes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Yanbú: Uma compilação de tradições xiitas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Yathrib: O antigo nome da cidade que foi mudado para Medinat un-Nabi, a Cidade do&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Profeta, ou, para abreviar, Medina, a cidade por excelência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Zaqqúm: Uma árvore nas regiões do inferno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ziyárat: Epístola de Visitação revelada pelo Imame ´Alí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;ÍNDICE&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Abel: sacrifício de, como prova de ser Maomé um Profeta, 93.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Abraão: precursor de, 41, 43; como Amigo de Deus, 11, 41; como Manifestante seguindo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Húd, Noé, Sálih, 11.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Abú-´Abdi´lláh: descreve caráter do Mihdí, 146.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Abu Jahl: condenado a castigo perpétuo, 77.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Aflição (opressão ou pressão): sentido simbólico de, 24.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Alcorão: a todos se exortou que o seguissem até o “ano sessenta”, 123; confirma a Causa de&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Jesus, 17; contém guia infalível, 123-124; “fortaleza inexpugnável”,  123; o guia até o Dia da Ressurreição, 125; o testemunho de Deus para  Leste e Oeste, 129; um dos “testemunhos gêmeos” de Maomé, 124; Verbo de  Deus, 122.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;´Alí, Imame. V. Imame ´Alí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Alif, 124.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Alquimia, 117.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Anjos: sentido simbólico de, 51.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Arba´in: profecias relativas ao Qá´im, encontradas em, 148.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Athím, 117.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;´Aválim: profecias relativas ao Qá´im, encontradas em 147, 148.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Báb: aflições dos seguidores do, 144; constância e intrepidez do, 141; enviou Epístolas aos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;sacerdotes, 140; firmeza do, 142-143; influência transformadora do,  143; perseguição do, por eclesiásticos e dignitários, 143; precursores  do, 43; prediz Seu próprio martírio, 141-142; transcendente poder do,  143.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bagdá: como “Morada da Paz”, 18, 108.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bahá´u´lláh: Seu desejo de se sacrificar no caminho do Báb, 153; motivo de Sua retirada a&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Kurdistán, 152-153.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bani-Háshim, 147-148.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bayán: admoestação ao povo do, 58-59, 151-152; tabernáculo de Deus erguido no, 7; o&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Verbo de Deus, 122.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Biháru´l-Anvár: profecias reveladas ao Qá´im encontradas em, 148, 154.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Calúnia: apaga a luz do coração e a vida da alma, 119.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Certeza: cidade da, 121-123.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Céu: sentido simbólico do, 31-33, 41, 43-45, 47.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Clero (expoentes ou dirigentes da religião): desvia o povo, 14-15, 52-53, 102-103, 129;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;persegue os Manifestantes, 103. V. também Sacerdotes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Cobre: mudado em ouro, 98.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Conhecimento: ápice do, 91; Caminho do Positivo, 120; como dádiva divina, 32, 103; duas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;espécies de, 32, 45; humano e divino, 91; o mais lastimável dos véus,  45, 115-116; revelado no Alcorão, 92; setenta sentidos do, 155; toque  de trombeta do, 120; um só ponto, 103; vinte e sete letras do, 148.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Criação: propósito da, 22.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Cristo. V. Jesus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;David, 35.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Desprendimento, 7, 118-119.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Deus: confiança em, 7, 119; conhecido através dos Manifestantes, 64-65, 67; divisão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;causada pela Palavra de, 71-72; essência de, incognoscível, 7, 63-64;  nomes e atributos de, evidenciados em todas as coisas, 65-66; poder  unificador da Palavra de, 72; presença de, como atingir a, 89-90, 105;  prova a fé dos homens, 37-39.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Eclesiásticos. V. Sacerdotes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Epístola de Fátimih, 149.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Estrela: arauto de um novo Dia, 41-42; significado simbólico de, 26, 27, 28, 43-44.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Evangelho: contém profecia sobre futuro Manifestante, 18, 19, 20, 21; interpretada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;erroneamente, 20-21, 130-131; o Verbo de Deus, 122.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Faraó: parente de, acreditou em Moisés, 12; oposição de, a Moisés, 12; advertido do&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;advento de Moisés, 42.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Fátimih: Epístola de. V. Epístola de Fátimih.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Filho do Homem: explicação da vinda do, 41, 43-44.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Fim que não tem fim, 100, 103, 104.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Fumaça: sentido simbólico de, 49-50.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Gabriel: 34, 55, 70, 75.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Hamzih: 77.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Homem: a maior graça concedida ao, 87; potencialmente revela todos os atributos de Deus,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;65.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Húd, 10; Sura de, 8.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Husayn, 80, 104, 136; como mártir e santo, 81-82; Imame Husayn como “Príncipe dos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mártires”, 138.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ibn-i-Súríyá, 54-55.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imame ´Alí, 103: como “Comandante dos Fiéis”, 76, 102; palavras de, sobre céu, inferno,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;juízo e ressurreição, 76.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imrán, 36.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Islã: tribulações nos primeiros dias de, 133-134.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Israel: causa do castigo do, 16,86. V. também Judeus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Jábir: tradição de, 149.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Jejum, 28-29.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Jesus: Causa e Livro de, confirmados na Era do Alcorão, 17; explicação das profecias de,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;22-23, 24-25; fortalecido pelo Espírito Santo, 109; interpretação  errada das profecias de, 20-22; interrogado ante Pilatos e Caifás, 84; e  Lei do Qiblih, 35; oposição do Israel a, 16; poder e soberania de,  84-85; precursor de, 42-43; prediz Sua volta, 17, 18; riqueza oculta em  rebaixamento de, 82-83; sinais que prognosticam volta de, 19-20.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;João Batista: como precursor de Jesus, 42-43.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;José, 130, 154.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Judeus: sua crença de que a Mão de Deus está acorrentada, 86; oposição dos, a Jesus, 16;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;oposição dos, a Maomé, 85-86.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Juízo: Dia do, 71, 73, 74.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Kafí, 149, 150.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Karim, 117.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Karím Khán, 114.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Lám, 124.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Lua: significado simbólico da, 24-25, 26, 27-30.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Magos: sua busca de Jesus, 42.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Manifestantes: constância, dotados de, sendo isso a razão de Sua designação como, 135;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;desprezo dos seguidores dos, pelos sacerdotes, 135-136; diferem na  intensidade das revelações, 67; dificuldades e perseguições dos, 31-32;  duplo grau ou posição dos, 95, 109-110, 112; influência transformadora  dos, 97-98; linguagem dupla dos, 155; manifestam os nomes e atributos de  Deus, 64-65, 66-67, 89-90, 110; negação dos, 8-9, 12-15, 93, 112, 113,  129-132; poder dos, 31-32; reconhecimento dos, como meio de atingir a  Presença de Deus, 89-90, 105; servitude dos, 110, 111; soberania dos,  63; título de “Selo dos Profetas” aplicável a todos os, 111; todos os  outros vivem pela operação da Vontade dos, 66-67; unidade dos, 95-96,  109-110.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Maomé: ascensão de, 114-115; Dia da Ressurreição inaugurado por, 75; lealdade das&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;nações à Fé de, 71; oposição dos cristãos a, 52, 85; oposição dos  judeus a, 85-86; perseguição dos seguidores de, 133-134; precursores de,  43; “Selo dos Profetas”, 101, 105; soberania de, 69, 71; sofrimentos  de, 69-70; testemunhos gêmeos de, 124; veredicto do Último Dia,  pronunciado por, 73.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Maria: tristeza de, com o nascimento de Jesus, 38.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mihdí (Qá´im): caráter do, 146. V. também Qá´im.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mím, 124.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Miráj, 114-115.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Moisés: fuga de, a Midian, 37; majestade e poder de, 12; oposição de Faraó a, 12, 37;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;parente de Faraó crente em, 12; precursor de, 42-43; profecias sobre advento de, 42; e a Sarça Ardente, 37.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mullá Husayn: elevado grau de, 136.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mullás: lista dos, que reconheceram o Báb, 136-137.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mustagháth, 140; advertência aos homens do Bayán a respeito de, 248.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Nimrod: sonho de, 41.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Noé: aflições de, 9-10; transformado pelo Espírito de Deus, 96-97.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Nudbih: Oração de. V. Oração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Nuvens: sentido simbólico de, 46-48.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Opressão: sentido simbólico de, 24. V. aflição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Oração, lei da, como elemento fundamental da Revelação, 28; de Nudbih, 146; simbolizada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;como lua da religião, 28-29.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ouro: cobre transformado em, 98.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Pentateuco: perversão do, 54-56; o Verbo de Deus, 122.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Persas: segundo tradição, trucidariam os seguidores do Qá´im, 150.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Princípio que não tem princípio, 100, 101, 104.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Qá´im: atributos do, 146, 149, 154-155; grau do, excede ao de todos os Profetas, 148-149;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;perseguição dos seguidores do, 149-150; revelará as vinte e cinco  letras restantes do conhecimento, 148; soberania do, 68-69; surgir do,  assinala o Dia da Ressurreição, 90.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Qayyúmu´l-Asmá: prediz o martírio do Báb, 141.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Qiblih: lei do, não alterada pelos Manifestantes, 35; razão por que foi alterada por Maomé,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;34-36.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Rayy, 141.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Regresso (Volta): significado simbólico do, 94-95, 99-100, 104.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ressurreição: Dia da, 33, 90-91; significado simbólico da, 74-75, 90-91, 99, 105.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Revelação: e alcance da Presença Divina, 88, 89-90; poder criador da, 39-41, 88.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Rúz-bih, 43.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sacerdotes (eclesiásticos): aceitação desta Revelação por, 136; desprezo dos, para&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;seguidores do Manifestante, 135-136; envolvidos por véus de erudição,  131; Epístolas do Báb endereçadas aos, 140; interpretação errada do  Evangelho por (pelos sacerdotes cristãos), 20-21; interpretam os livros  sagrados de acordo com seus próprios desejos e sua compreensão limitada,  52-54; poucos, podem prestar lealdade ao Manifestante, 140; profecia de  Sádiq sobre perversidade dos, 151; rejeição de Maomé por (pelos  sacerdotes cristãos), 52; como “véus da glória”, 102. V. Clero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sádiq, 51, 155; fala da riqueza verdadeira, 83; prediz perversidade dos sacerdotes, 151;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;prediz o “ano sessenta”, 154.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sálih: como Manifestante após Noé, 11.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Salmán, 43, 104.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Samiri, 117.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Selo dos Profetas: aplicável a todos os Manifestantes, 111; aplicável a Maomé, 101, 105;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;como véu para os muçulmanos, 131.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Símbolos: propósito dos, 34.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Siyyid Yahyá, 136.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sol: significado simbólico do, 24-25, 26-31, 43-44.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Terra: significado simbólico da, 32-33.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Trombeta, significado simbólico de, 74.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Unidade: concedida pela Palavra de Deus, 72, 123; propósito essencial da criação, 22.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Urvatu´l-Vuthqá, 126.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Véus da Glória: significado simbólico de, 102, 103.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Vida: a verdadeira, 73, 76-77.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Volta. V. Regresso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Yanbú, 148.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Zaqqúm: árvore de, 117.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Zawrá, 150.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ziyárat, 146.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(1)  Alcorão 36:30.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(2)  Alcorão 40:5.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(3)  Alcorão 11:38.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(4)  Alcorão 71:26.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(5)  Alcorão 29:2.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(5-a)  Alcorão 35:39.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(6)  Alcorão 11:61. 62.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(7)  Abraão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(8)  Alcorão 40:28.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(9)  Alcorão 2:87.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(10)  Alcorão 3:70.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(11)  Alcorão 3:71.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(12)  Alcorão 3:99.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(12a)  Alcorão 3:7.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(13)  Alcorão 76:9.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(14)  Alcorão 5:117.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(15)  Alcorão 14:24.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(16)  A palavra grega usada (thlipsis) tem dois significados: pressão e opressão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(17)  S. Matheus 24:29-31.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(18)  A passagem é citada por Bahá´u´lláh em árabe e interpretada em persa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(19)  S.Lucas 21:33.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(20)  Literalmente, “the strongest handle” (o mais forte cabo), simbolizando a Fé Divina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(21)  “Lamentação” escrita pela Imame Ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(22)  Alcorão 55:5.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(23)  Alcorão 67:2.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(24)  Alcorão 76:5.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(25)  Alcorão 6:91.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(26)  Alcorão 41:30.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(27)  Alcorão 70:40.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(28)  Alcorão 82:1.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(29)  Alcorão 14:48.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(30)  Alcorão 39:67.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(31)  A direção em que se deve voltar o rosto ao orar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(32)  Meca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(33)  Medina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(34)  Alcorão 2:144.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(35)  Prostrações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(36)  Em Meca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(37)  Alcorão 2:149.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(38)  Alcorão 2:115.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(39)  Alcorão 2:143.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(40)  Alcorão 74:50.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(41)  Alcorão 28:20.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(42)  Alcorão 26:19.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(43)  Alcorão 19:22.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(44)  Alcorão 19:28.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(45)  S. Matheus 2:2.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(46)  Alcorão 3:39.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(47)  S. Matheus 3:1-2.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(48)  Shaykh Ahmad-i-Ahsá´í e Siyyid Kázim-I-Rashtí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(49)  Alcorão 55:29.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(50)  Alcorão 51:22.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(51)  Alcorão 55:56.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(52)  Alcorão 2:87.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(53)  Alcorão 25:25.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(54)  Alcorão 25:7.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(55)  Alcorão 2:210.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(56)  Alcorão 44:10.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(57)  Alcorão 3:119.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(58)  O sexto Imame dos shí´ahs.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(59)  Alcorão 25:7.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(60)  Alcorão 4:45.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(61)  Alcorão 2:75.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(62)  Alcorão 2:79.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(63)  Alcorão 24:35.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(64)  Alcorão 9:33.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(65)  Alcorão 29:51.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(66)  Alcorão 2:176.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(1)  Alcorão 6:103.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(2)  Alcorão 3:28.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(3)  Alcorão 41:53.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(4)  Alcorão 51:21.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(5)  Alcorão 59:19.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(6)  Alcorão 2:253.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(7)  Alcorão 7:145.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(8)  Alcorão 6:35.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(9)  Isaías 65:25.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(10)  Alcorão 7:178.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(11)  Alcorão 11:7.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(12)  Alcorão 13:5.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(13)  Alcorão 50:15.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(14)  Alcorão 50:20.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(15)  Alcorão 17:51.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(16)  S. João 3:7.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(16-A)  S. João 3:56.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(16-B)  Alcorão 7:178.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(16-C)  S. Lucas 9:60.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(17)  Título do tio de Maomé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(17-A)  Alcorão 6:122.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(17-B)  Alcorão 37:173.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(17-C)  Alcorão 9:33.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(17-D)  Alcorão 11:18.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(18)  Alcorão 35:15.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(18-A)  S. Marcos 2:3-12. (S. Lucas 5:20-24).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(19)  Alcorão 6:91.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(20)  Alcorão 15:72.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(21)  Alcorão 5:67.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(22)  Alcorão 48:10.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(23)  Alcorão 29:23.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(24)  Alcorão 2:46.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(25)  Alcorão: 2:249.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(26)  Alcorão 18:111.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(27)  Alcorão 13:2.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(28)  Alcorão 17:44.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(29)  Alcorão 78:29.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(30)  Alcorão 57:3.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(31)  Alcorão 2:210.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(32)  Alcorão 28:5.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(33)  Alcorão 13:41.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(34)  Alcorão 3:183.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(35)  Alcorão 3:182.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(36)  Alcorão 2:89.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(37)  Alcorão 2:285.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(37-A)  Alcorão 54:50.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(38)  Alcorão 43:22.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(39)  O Báb.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(40)  Alcorão 2:19.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(40-A)  Alcorão 36:20.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(41)  Imáme´Alí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(42)  Alcorão 2:85.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(43)  Alcorão 33:40.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(44)  Alcorão 6:103.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(45)  Alcorão 16:61.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(46)  Alcorão 21:23.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(47)  Alcorão 55:39.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(47-A)  Alcorão 55:41.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(48)  Bagdád.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(49)  Alcorão 10:25.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(50) Alcorão 6:127.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(51)  Alcorão 2:136.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(52)  Alcorão 2:253.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(53)  Alcorão 8:17.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(54)  Alcorão 48:10.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(55)  Alcorão 33:40.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(56)  Alcorão 2:189.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(57)  Alcorão 17:85.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(58)  Hájí Mírzá Karím Khan.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(59)  Guia para os ignorantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(60)  Ascensão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(61)  Árvore infernal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(62)  Pecador. Alcorão 44:43-44.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(63)  Honrado – Alcorão 44:49.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(64)  Alcorão 6:59.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(65)  Um mágico contemporâneo de Moisés.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(66)  Alcorão 7:57.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(67)  Alcorão 16:43.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(67-A)  Alcorão 29:69.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(68)  O ano 1260 A.H. (Lat.: Anno Hegirae) ano da Declaração do Báb.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(69)  Alcorão 2:1.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(70)  Alcorão 2:23.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(71)  Alcorão 45:5.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(72)  Alcorão 45:6.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(73)  Alcorão 45:8.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(74)  Alcorão 26:187.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(75)  Alcorão 8:32.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(76)  Alcorão 45:24.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(77)  Alcorão 29:23.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(78)  Alcorão 37:36.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(79)  Alcorão 40:34.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(80)  Alcorão 3:7.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(81)  Alcorão 45:22.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(82)  Alcorão 38:67.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(83)  Alcorão 34:43.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(84)  Alcorão 5:62.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(85)  Alcorão 2:148.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(86)  Alcorão 2:148.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(87)  Alcorão 11:27.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(88)  Imáme Husayn.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(89)  Alcorão 26:227.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(90)  Alcorão 2:94.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(91)  Alcorão 34:13.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(92)  Alcorão 59:2.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(93)  Aquele invocado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(94)  Alcorão 11:113.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(95)  Alcorão 54:6.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(96)  Epístola de Visitação revelada por ´Alí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(97)  Alcorão 25:44.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(98)  Cidade antiga nas proximidades de Teerã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(99)  Alcorão 43:36.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(100)  Alcorão 20:124.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(101)  B e H significam Bahá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;ins style="border: medium none; display: inline-table; height: 90px; margin: 0pt; padding: 0pt; position: relative; visibility: visible; width: 728px;"&gt;&lt;/ins&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;ins id="aswift_0_anchor" style="border: medium none; display: block; height: 90px; margin: 0pt; padding: 0pt; position: relative; visibility: visible; width: 728px;"&gt;&lt;/ins&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5937953780116458997-3581700700727593387?l=olivrodacerteza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodacerteza.blogspot.com/feeds/3581700700727593387/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://olivrodacerteza.blogspot.com/2011/12/o-livro-da-certeza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5937953780116458997/posts/default/3581700700727593387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5937953780116458997/posts/default/3581700700727593387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodacerteza.blogspot.com/2011/12/o-livro-da-certeza.html' title='O Livro da Certeza'/><author><name>João Moutinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10867878720707102051</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-Y5DF4Bhzeb4/TukjnrKngTI/AAAAAAAAAe4/4CDXeZRKshc/s220/blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
